5 benefícios da Renda Fixa em 2026: veja como investir com mais segurança

Entenda por que a modalidade continua atraindo investidores em busca de segurança, previsibilidade e diversificação em 2026

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Última atualização:  28 de maio, 2026 às 11:44
Mulher usando calculadora e anotando em caderneta. À sua frente, uma pilha de moedas em ordem crescente simbolizando a renda fixa.

A Renda Fixa é, na maioria das vezes, o ponto de partida para os investidores que estão começando no mercado financeiro. Ou seja, ela consegue oferecer baixo risco e retornos mais satisfatórios.

Para a maioria da população brasileira, o investimento mais comum e seguro é a poupança. Desde a sua criação, em 1861, ela permanece sendo muito procurada entre os brasileiros.

Entretanto, quando analisamos a poupança como um investimento, principalmente no quesito rentabilidade, ela é uma das opções que oferecerá o menor retorno do mercado, chegando a perder para a inflação. Definitivamente, este não é o caso da Renda Fixa.

Quem tem vontade de construir uma Reserva de Emergência e rentabilizar o seu capital, por exemplo, ainda que possua pouco conhecimento e tolerância ao risco, pode ter como carta na manga o investimento em títulos de Renda Fixa.

Neste artigo, o Melhor Investimento explica o que é renda fixa, as vantagens de investir em 2026, quais os tipos de investimentos nessa modalidade e muito mais. Continue a leitura!

O que é a Renda Fixa?

A Renda Fixa é uma modalidade de investimento baseado em regras preestabelecidas de retorno do capital, definidas no momento da compra do título. Essas normas estipulam o seguinte:

  • o prazo da remuneração;
  • a forma que a remuneração será calculada e paga ao investidor.

Portanto, considerando que você fique até o vencimento daquele título, terá recebido uma remuneração previsível e, às vezes, até fixa.

Resumidamente, os investimentos em Renda Fixa funcionam como um empréstimo do seu dinheiro para o emissor.

O valor captado é utilizado para financiamento de projetos, pagamento de dívidas (por exemplo, precatórios) ou desenvolvimento de áreas específicas, como o agronegócio e o setor imobiliário.

Dessa forma, o investidor de Renda Fixa possui uma remuneração e ainda ajuda no crescimento de vários setores importantes para a economia.

O ideal é que este tipo de investimento seja o primeiro a ser considerado pelos investidores que estão iniciando neste universo, por ser mais simples, previsível e, principalmente, uma opção ideal para Reservas de Emergência, como falamos anteriormente.

5 benefícios da Renda Fixa em 2026

Em 2026, a renda fixa segue como uma das principais escolhas do investidor brasileiro por combinar segurança, previsibilidade e variedade de produtos.

Com juros e inflação ainda no radar, muitos títulos continuam competitivos, seja para reserva de emergência, seja para objetivos de médio e longo prazo.

A seguir, veja os principais benefícios e por que eles fazem ainda mais sentido no cenário de 2026.

1. Mais previsibilidade em um cenário de juros que pode mudar

Em 2026, a taxa de juros pode oscilar ao longo do ano, e a renda fixa ajuda o investidor a ter mais controle sobre o que esperar do dinheiro aplicado.

Produtos pós-fixados (atrelados ao CDI/Selic) costumam acompanhar o patamar de juros, enquanto prefixados podem ser interessantes quando você quer “travar” uma taxa.

2. Proteção do poder de compra com títulos atrelados à inflação

Com a inflação variando ao longo do tempo, investimentos híbridos (como IPCA + taxa) ganham relevância em 2026 para quem quer manter o dinheiro rendendo acima do índice de preços, principalmente em planos de longo prazo.

3. Boas alternativas para reserva de emergência sem depender da poupança

A renda fixa segue forte em 2026 para quem quer liquidez e praticidade, com opções de resgate rápido (em geral, produtos com liquidez diária), que costumam ser mais eficientes do que deixar recursos parados na poupança.

4. Mais oportunidades para diversificar sem sair do perfil conservador

Mesmo dentro da renda fixa, dá para diversificar por indexador (CDI/Selic, prefixado, inflação), prazo e emissor (governo, bancos, empresas).

Em 2026, isso ajuda a reduzir dependência de um único cenário econômico e melhora o equilíbrio entre risco e retorno.

5. Estratégias para buscar mais retorno com critérios de segurança

Em 2026, muitos investidores continuam buscando rentabilidade maior em crédito privado (como debêntures, CRIs e CRAs), mas com mais atenção ao risco do emissor, prazos e regras de liquidez.

A vantagem é que dá para tentar elevar o retorno sem necessariamente migrar para a renda variável, desde que a escolha seja bem criteriosa.

Quais são os tipos de investimento de renda fixa?

Existem diversos tipos de investimentos na Renda Fixa que se enquadram em objetivos, riscos, emissores, e rentabilidades diferentes. Ao nível de comparação, é possível recorrer a simuladores de Renda Fixa, de modo a encontrar a melhor aplicação de acordo com seus objetivos e perfil de investidor.

Ademais, os investimentos mais populares em Renda Fixa são:

CDB (Certificados de Depósito Bancário) e CCB (Cédula de Crédito Bancário)

O CDB (Certificados de Depósito Bancário) e o CCB (Cédula de Crédito Bancário) são títulos de crédito emitidos por bancos ou corretoras. Basicamente, é como se você estivesse emprestando dinheiro ao banco para que ele financie suas próprias linhas de crédito, como empréstimo consignado e empréstimo habitacional.

Obviamente, existe uma diferença notável entre a taxa de remuneração do CDB e a taxa de juros dos produtos bancários no varejo. A instituições financeiras justamente em função dessa diferença.

Títulos Públicos

Os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional, sendo compostos por ativos de diversas naturezas. Temos tanto títulos pré-fixados quanto pós-fixados (indexados pela SELIC ou pelo IPCA). Cada um deles conta com prazos próprios de vencimento e diferenciais importantes em relação à liquidez.

A arrecadação dos títulos é utilizada pelo Governo Federal no financiamento de políticas públicas e demais atividades próprias do estado.

LCI e LCA

LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos emitidos para financiamento de atividades dos referidos setores.

Bancos e instituições financeiras costumam emitir esses ativos a partir de taxas de remuneração pré-fixadas, indicando ainda prazo de vencimento para liquidação dos títulos e quantitativo mínimo para aquisição.

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título gerador de direito creditório a quem o adquire. Isso significa que o investidor terá direito a uma remuneração, a título de juros, por parte do emissor.

Em simultâneo, o valor correspondente ao principal também será pago periodicamente pelo emissor ou em uma data fixa. Tudo depende das características do CRI emitido.

Quem emite um CRI almeja captação de recursos destinados a financiar transações do mercado imobiliário, como financiamento habitacional ou contratos de aluguel a longo prazo.

Diferentemente de produtos como CDBs, LCIs e LCAs, alguns investimentos de crédito privado podem não contar com garantia do FGC. Por isso, é importante avaliar o risco da instituição emissora antes de investir.

Letra de Câmbio (LC)

Letra de câmbio (LC) é um título de crédito utilizado como forma de pagamento ou de obtenção de recursos financeiros. É um documento formal que estabelece uma obrigação de pagamento entre duas partes, o sacador (credor) e o sacado (devedor).

Na prática, a letra de câmbio funciona como um cheque ou uma nota promissória, sendo que o seu valor é determinado no momento em que ela é emitida.

O sacador é quem emite a letra de câmbio, indicando o valor, a data de vencimento e o beneficiário, enquanto o sacado é a pessoa ou empresa que se compromete a pagar o valor da letra de câmbio na data acordada.

A letra de câmbio pode ser negociada no mercado financeiro, sendo que o beneficiário pode optar por endossá-la a terceiros para receber o valor antecipadamente. Além disso, a letra de câmbio pode ser utilizada como garantia em operações de crédito e financiamento.

CRA (Certificado de Recebíveis Agrícolas)

O Certificado de Recebíveis Agrícolas (CRA) é um título de crédito lastreado em recebíveis originados de atividades relacionadas à produção, comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários, ou florestais.

O CRA é emitido por securitizadoras, que adquirem os direitos creditórios de produtores rurais ou de suas cooperativas e os transformam em títulos negociáveis no mercado financeiro. Dessa forma, os produtores podem antecipar o recebimento de seus créditos e as securitizadoras obtêm recursos para investir na cadeia produtiva do agronegócio.

Os CRA são regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e possuem características semelhantes às dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), como prazos, taxas e forma de remuneração.

Podem ser negociados em bolsas de valores, como a B3, e oferecem vantagens como isenção de imposto de renda para pessoa física e alíquotas reduzidas para pessoa jurídica.

Debêntures

Como muitas pessoas já conhecem, as debêntures são títulos emitidos por bancos ou corretoras. A arrecadação é destinada para financiar a operação de grandes empresas públicas ou privadas.

As condições de remuneração do capital investido, assim como o prazo para liquidação dos títulos, costumam variar bastante. Por isso, é fundamental avaliar a proposta comercial de cada emissor.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do governo brasileiro possibilitando que pessoas físicas invistam diretamente em títulos públicos. Estes funcionam como empréstimo que o investidor faz ao governo em troca do pagamento retornado com juros. Existem diferentes tipos de títulos no Tesouro Direto. Os principais são:

  • Tesouro Selic – sua rentabilidade segue a taxa Selic, taxa básica de juros da economia brasileira;
  • Tesouro Prefixado – possui uma taxa de juros definida no momento da compra;
  • Tesouro IPCA+ – a rentabilidade depende da variação do IPCA, índice oficial de inflação, fazendo o investimento ficar sempre acima dele.

Investir em títulos públicos é considerado um investimento de baixo risco, já que é garantido pelo governo federal. Inclusive, é possível começar a investir por meio do Tesouro Direto com valores relativamente baixos, a partir de R$30.

Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE)

O DPGE é um tipo de investimento de renda fixa oferecido por instituições financeiras de pequeno e médio porte. Ele foi criado para oferecer mais segurança aos investidores, sendo uma modalidade de depósito a prazo com uma garantia adicional em relação aos depósitos comuns.

Quer dizer, o DPGE tem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em caso de quebra do banco de até R$40 milhões por CPF. Nos demais investimentos, o FGC só reembolsa no limite de R$250 mil. Assim, esse tipo de investimento não é de alto risco e as taxas de remuneração são atraentes.

Recibo de Depósito Bancário (RDB)

O RDB é um investimento oferecido por instituições financeiras para captar recursos por meio do recebimento de depósitos dos clientes. Quer dizer, ao investir em um RDB, você faz um depósito a prazo em uma instituição financeira. A remuneração do RDB pode ser:

  • prefixada – a taxa de rendimento é estabelecida quando o investidor faz o depósito;
  • pós-fixada – os rendimentos estão atrelados a algum indicador de mercado, como a Selic ou o IPCA;
  • híbrida – combina elementos de taxa fixa com variável.

O RDB tem muita semelhança com o CDB. Porém, ele é menos negociável que o CDB, podendo ter restrições ou penalidades para resgates antecipados. Ou seja, a liquidez do RDB é baixa, dificultando o saque antes do prazo definido.

Letra Imobiliária Garantida (LIG)

A Letra Imobiliária Garantida (LIG) é uma opção de investimento de renda fixa que oferece a vantagem da garantia real em ativos imobiliários. Ela é semelhante a outras aplicações do segmento, como LCI e LCA.

Porém, tem diferenças significativas, como a dupla garantia. Ou seja, a LIG conta com a garantia do emissor do título e de uma carteira de financiamentos imobiliários. Outro diferencial é a isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas. Essa vantagem aumenta a rentabilidade desse investimento.

Qual a diferença entre Renda Fixa e Renda Variável?

É no processo de planejamento para começar a investir que surgem dúvidas sobre qual investimento é o mais adequado.

Até porque, quando existem diversos tipos de investimentos disponíveis no mercado e cada uma delas possui uma finalidade diferente, a confusão aumenta. Por isso, conhecer a diferença entre a Renda Fixa e a Renda Variável é importante.

Ambas são modalidades de investimentos e estão associadas à previsibilidade de retorno. A Renda Fixa, como já abordamos anteriormente, está atrelada a um conceito de retorno estável e mais seguro.

Durante o momento do investimento, o investidor terá pleno conhecimento de todas as normas relacionadas à remuneração do capital.

Nessas regras estão: os prazos da remuneração, a maneira que o lucro será calculado e pago ao investidor e condições de liquidez do ativo.

Já a Renda Variável não apresenta a previsibilidade de retorno. Ou seja, não há certeza de quanto será o rendimento. O motivo dessa indefinição é que as condições de mercado impactam os ativos de diversas formas.

Além disso, o cenário político e econômico do momento, dentro e fora do país, a área de atuação de cada mercado e outras variáveis que não dependem do ativo em si, acabam impactando também no preço.

Logo, a grande diferença existente entre a Renda Fixa e a Variável é a previsibilidade do retorno.

Quais são as características da renda fixa?

Vejamos, então, quais são as principais características da renda fixa no que se refere à rentabilidade, liquidez e segurança.

Rendimento

O rendimento da Renda Fixa, apesar do nome, varia conforme a modalidade escolhida. Normalmente, os títulos que acompanham a Selic ou o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) são os mais comuns.

Logo, quanto mais próximo for o rendimento a estes índices de referência, a liquidez dos ativos tende a ser maior.

A atratividade da renda fixa costuma acompanhar o cenário de juros da economia. Em períodos de Selic elevada, investimentos pós-fixados atrelados ao CDI e à própria taxa básica tendem a oferecer retornos mais competitivos.

Já em ciclos de queda dos juros, títulos prefixados e atrelados à inflação podem ganhar destaque dependendo do prazo e da estratégia do investidor.

Na essência, existem três modalidades de ativos de Renda Fixa. São eles:

Pré-Fixados

  • Aqueles cuja rentabilidade já é clara na hora de investir. Um exemplo é um Título que renda 8% ao ano;

Pós-Fixados

  • São os títulos que seguem ou corrigem um índice de referência. Exemplos: Título que renda 100%CDI, ou 125%CDI, ou 130%IPCA*;

*Esse percentual do CDI é calculado assim: usando como exemplo 150%CDI e supondo que o CDI fechou o ano em 5,94%, isso representa 5,94% X 100% + 5,94% X 50% = 8,91% ao ano. Esse é o percentual de rendimento do título.

Híbridos

  • São os títulos que corrigem um índice e ainda adicionam um rendimento fixo. Um exemplo é um Título que renda IPCA+4% ao ano.

Liquidez

Dentro das três modalidades citadas anteriormente, existem alternativas de investimentos que podem ter rendimentos muito expressivos.

Contudo, é necessário que o investidor esteja aberto a investimentos com maiores riscos, com um prazo mais longo e/ou não tenha liquidez, caso resolva resgatar antes da hora.

A liquidez representa um potencial fator de risco quando o investidor enfrenta restrições para resgatar o capital antes do vencimento do título.

Mesmo nas situações em que a retirada antecipada é possível, é fundamental manter-se atento às taxas vigentes do mercado no momento do resgate, pois essas influenciam diretamente no valor a ser resgatado.

Nos investimentos pré-fixados, o risco é referente à inflação, já que a mesma pode elevar os preços e reduzir parte da rentabilidade.

Por exemplo, podemos considerar um CDB que remunera 150% do CDI somente com vencimento em 3 anos e sem a possibilidade de resgate antecipado.

Outro exemplo, é um Título Público pré-fixado de 5% ao ano com vencimento em 10 anos que, apesar da liquidez, caso as taxas negociadas pelo mercado mudem, pode apresentar prejuízos na venda antecipada.

Garantias

Independentemente da modalidade, existem várias opções de Renda Fixa que contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito — FGC.

Dessa forma, caso os tomadores de crédito fiquem inadimplentes com seus credores (investidores), existem garantias de até R$250 mil que restituem parte ou total do que foi investido no título de Renda Fixa. Ou seja, até o limite desses valores, você não perde o investimento.

Custos da renda fixa

Ao investir na renda fixa, saiba que ela inclui alguns custos que devem ser considerados no seu planejamento financeiro. Entre eles:

  • Imposto de Renda — quanto maior o prazo da aplicação, menor a alíquota de IR, incentivando investimentos de longo prazo;
  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — aplicado em resgates de investimentos de curto prazo, desestimulando retiradas prematuras;
  • Taxa de Custódia — cobrada pela B3 (Bolsa de Valores) e se refere à guarda e administração dos títulos.

Tributação

A tributação dos investimentos em renda fixa segue uma tabela regressiva, onde as alíquotas diminuem conforme o prazo do investimento:

  • Até 6 meses — 22,5%;
  • De 6 meses a 1 ano — 20%;
  • De 1 a 2 anos — 17,5%;
  • Acima de 2 anos — 15%.

Assim, a tabela regressiva incentiva investimentos de longo prazo. Afinal, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor a taxa de IR.

Além disso, alguns investimentos de renda fixa são isentos de Imposto de Renda. É o caso da poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e letras de crédito do agronegócio (LCA).

Qual é o melhor investimento em renda fixa?

Não existe um único investimento considerado o melhor para todos os investidores. A escolha depende de fatores como objetivos financeiros, prazo da aplicação, necessidade de liquidez e perfil de risco.

Para quem busca reserva de emergência, investimentos com liquidez diária e baixo risco, como Tesouro Selic e CDBs de grandes bancos, costumam ser os mais indicados.

Já investidores com foco em rentabilidade de médio e longo prazo podem considerar títulos prefixados, Tesouro IPCA+, debêntures, CRIs e CRAs, dependendo do cenário econômico e da tolerância ao risco.

Também é importante comparar aspectos como:

  • rentabilidade;
  • prazo de vencimento;
  • liquidez;
  • tributação;
  • cobertura do FGC;
  • risco do emissor.

Além disso, diversificar entre diferentes tipos de renda fixa pode ajudar a equilibrar segurança, liquidez e potencial de retorno ao longo do tempo.

Antes de investir, vale utilizar simuladores e comparar ofertas disponíveis no mercado para encontrar as alternativas mais adequadas aos seus objetivos.

Quais as vantagens de investir na Renda Fixa?

Como já tratado ao longo deste conteúdo, os investimentos em renda fixa contam com uma previsibilidade de rendimentos. Isso significa que você saberá, como maior ou menor grau de exatidão, qual será o retorno obtido no momento da aquisição do ativo. A seguir, saiba mais detalhes!

Opção atrativa para iniciantes

Para quem continua começando no mundo dos investimentos e conta com um perfil conservador, essa é a opção mais vantajosa para iniciar sua trajetória no mercado financeiro. Afinal, segurança e previsibilidade é tudo que alguém deseja neste cenário.

Boa rentabilidade

Em simultâneo, o investimento em renda fixa não é sinônimo de baixa rentabilidade, ao contrário do que algumas pessoas possam pensar.

Dependendo do cenário econômico, alguns ativos de renda fixa podem oferecer retornos bastante competitivos, principalmente em ciclos de juros mais altos ou em momentos de maior busca por segurança por parte dos investidores.

Segurança

Investir em ativos de Renda Fixa, como títulos públicos, envolve emprestar dinheiro ao governo, por exemplo, em troca de uma remuneração previamente conhecida.

Esses investimentos são considerados mais seguros porque o governo federal é tido como um bom pagador. Em outras palavras, dificilmente ele deixará de pagar suas obrigações financeiras.

Além disso, outros títulos de renda fixa, como o CDB, oferecem garantias, como a do FGC para alguns ativos. Assim, você tem um reembolso de até R$250 mil, caso sofra um calote.

Outras características dos títulos de renda fixa que evidenciam a maior segurança é o fato dos rendimentos serem previsíveis. Afinal, as regras de remuneração são definidas previamente.

Assim, o risco de perda também é geralmente menor. Isso fica ainda mais nítido se comparado com investimentos mais voláteis, como ações.

Diversificação

Diversificar significa distribuir os investimentos entre diferentes tipos de ativos para reduzir o risco global da carteira. Logo, investir em diferentes produtos de Renda Fixa permite que o investidor não dependa exclusivamente de um único tipo de ativo.

Dessa forma, os impactos negativos em uma parte da carteira podem ser mitigados pelos desempenhos positivos de outros ativos. Em outras palavras, a ideia é seguir a máxima de não depositar todos os ovos no mesmo cesto.

Liquidez

A liquidez refere-se à facilidade de transformar um investimento em dinheiro sem grandes perdas. Alguns investimentos de Renda Fixa, como Tesouro Direto, possuem liquidez diária ou prazos relativamente curtos para resgate.

Isso oferece flexibilidade ao investidor para lidar com despesas emergenciais sem grandes preocupações.

Isenção de Impostos em alguns casos

Certos investimentos de Renda Fixa, como LCI e LCA, são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. Isso significa que o investidor não precisa pagar impostos sobre os rendimentos desses ativos, aumentando a rentabilidade líquida.

Quais são as desvantagens de investir na Renda Fixa?

Embora a Renda Fixa ofereça segurança e previsibilidade, é importante reconhecer que há limitações. Confira algumas das principais!

Rendimentos potencialmente menores

Os investimentos em Renda Fixa geralmente oferecem retornos mais previsíveis e seguros. Em contrapartida, os rendimentos costumam ser mais moderados em comparação a investimentos de maior risco, como os de renda variável.

Sensibilidade às taxas de juros

Os preços dos títulos de Renda Fixa são sensíveis às mudanças nas taxas de juros. Ou seja, quando as taxas sobem, os preços dos títulos podem cair. Assim, especialmente se você vender os títulos antes do vencimento, pode enfrentar perdas financeiras.

Vale a pena investir em renda fixa em 2026?

A renda fixa continua sendo uma alternativa importante para investidores em 2026, especialmente para quem busca previsibilidade, segurança e diversificação da carteira.

Mesmo com mudanças no cenário econômico e nos ciclos de juros, os investimentos de renda fixa seguem oferecendo oportunidades em diferentes estratégias.

Títulos pós-fixados costumam ser mais procurados em períodos de juros elevados, enquanto títulos prefixados e atrelados à inflação podem ganhar espaço quando há expectativa de queda da Selic ao longo do tempo.

Além disso, produtos de crédito privado, como debêntures, CRIs e CRAs, continuam atraindo investidores em busca de retornos maiores, embora exijam atenção ao risco de crédito do emissor.

Outro ponto importante é a diversificação. A renda fixa pode ser utilizada tanto para reserva de emergência quanto para objetivos de médio e longo prazo, incluindo aposentadoria, compra de imóveis e proteção contra a inflação.

Antes de investir, o ideal é avaliar fatores como liquidez, prazo de vencimento, tributação, garantias e o seu perfil de risco.

Como começar a investir em renda fixa?

Para começar a investir em renda fixa, o primeiro passo é definir seus objetivos financeiros e entender seu perfil de investidor. Depois, é importante escolher uma corretora ou instituição financeira confiável, comparar taxas e analisar fatores como liquidez, tributação e prazo de vencimento dos títulos.

Na hora de montar a sua carteira de investimentos, é fundamental entender as características de cada ativo para compatibilizá-las com seus próprios objetivos financeiros.

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FAQ

Qual o investimento de renda fixa mais seguro?

Os títulos públicos do Tesouro Direto, especialmente o Tesouro Selic, são considerados alguns dos investimentos mais seguros do mercado brasileiro. Além disso, produtos como CDB, LCI e LCA contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitando os limites da garantia.

Vale a pena investir em renda fixa em 2026?

A renda fixa continua sendo uma alternativa interessante em 2026, principalmente para investidores que buscam previsibilidade, segurança e diversificação. A atratividade de cada produto depende do cenário econômico, da Selic e dos objetivos do investidor.

Qual é o melhor investimento em renda fixa para iniciantes?

Para iniciantes, investimentos com baixo risco e liquidez diária costumam ser os mais indicados. Entre os principais exemplos estão o Tesouro Selic e os CDBs com liquidez diária.

Renda fixa tem risco?

Sim. Apesar de ser considerada mais segura do que a renda variável, a renda fixa também possui riscos, como risco de crédito do emissor, risco de mercado e risco de liquidez.

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.