Mercado Pago eleva rendimento do “cofrinho” para 140% do CDI

Mercado Pago eleva rendimento do cofrinho para 140% do CDI por um mês. Veja regras, limites, segurança e comparação com outros bancos.

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Última atualização:  04 de mar, 2026 às 17:16
Anitta em vídeo de publicidade do Mercado Pago (Crédito: Divulgação) Anitta em vídeo de publicidade do Mercado Pago (Crédito: Divulgação)

O Mercado Pago anunciou nesta terça-feira (3) uma campanha promocional que eleva a rentabilidade do seu “cofrinho” para até 140% do CDI. A condição é válida até 3 de abril e destinada a clientes do Meli+, programa de benefícios do grupo Mercado Livre.

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Durante o período, usuários do plano poderão obter o retorno turbinado para valores de até R$ 10 mil por CPF. Acima desse limite, o rendimento cai para 100% do CDI. A adesão à taxa promocional exige apenas a ativação da função no aplicativo. Já novos assinantes passam a contar automaticamente com a condição especial.

Segundo Ignácio Estivariz, vice-presidente da companhia, em entrevista ao E-Investidor, a oferta tem caráter temporário e não deve ser mantida após o fim da campanha.

“A iniciativa faz parte de uma estratégia pontual, ainda que a empresa avalie constantemente novas condições e produtos”, afirmou.

Para clientes que não participam do Meli+, as regras permanecem inalteradas. O “cofrinho” segue rendendo 100% do CDI, com possibilidade de chegar a 115% para quem aporta a partir de R$ 1 mil, limitado a R$ 5 mil. No caso de pessoas jurídicas, a rentabilidade é de até 115% do CDI para valores de até R$ 10 mil.

Como funciona o “cofrinho” do Mercado Pago

Os recursos aplicados são direcionados ao Tesouro Selic, com rendimento diário em dias úteis e liquidez imediata. Não há cobrança de IOF ou taxas administrativas, sendo aplicado apenas o Imposto de Renda sobre os ganhos.

Por estarem vinculados a títulos públicos, os valores não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em contrapartida, têm como garantia o risco soberano, já que são lastreados pelo governo federal.

Disputa por “caixinhas” se intensifica

A ofensiva do Mercado Pago ocorre em meio ao crescimento acelerado desse tipo de produto. Um levantamento recente do Google aponta que buscas por termos como “cofrinho” e “caixinha” aumentaram 297% nos últimos dois anos.

A concorrência tem elevado as taxas oferecidas. O Nubank, por exemplo, já chegou a oferecer 120% do CDI em sua “Caixinha Turbo” para clientes de planos premium. Bancos tradicionais como Itaú Unibanco e Banco do Brasil também passaram a investir em soluções semelhantes.

De acordo com Estivariz, essa competição é positiva para o mercado.

“A evolução desses produtos pressiona outros participantes a se adaptarem, o que fortalece o sistema financeiro como um todo”, disse.

Segurança e estratégia

O aumento da rentabilidade ocorre em um momento de maior cautela dos investidores diante de ofertas agressivas. Casos recentes envolvendo instituições como Banco Master, Will Bank e Banco Pleno acenderam o alerta sobre riscos.

Para diferenciar o produto, o executivo destaca três pilares: o caráter temporário da promoção, o lastro em títulos públicos e a estrutura do grupo Mercado Livre. A proposta, segundo ele, é atrair novos usuários com uma alternativa simples, líquida e com potencial de retorno acima da média no curto prazo.

Com informações de Beatriz Rocha / E-Investidor

Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.