Tesouro Reserva movimenta R$ 586 milhões e vira o 2º título mais vendido na estreia

Novo título do Tesouro Direto ganhou espaço entre investidores mesmo disponível apenas no Banco do Brasil

imagem do autor
21 de maio, 2026 às 10:30
Logo minimalista do Tesouro Reserva em fundo azul escuro com ícone de cadeado dourado. Imagem gerada por IA

O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto voltado para investidores que buscam liquidez diária e simplicidade, captou R$ 586 milhões em sua primeira semana de funcionamento e já se tornou o segundo papel mais vendido da plataforma. Os dados consideram o período entre 11 e 17 de maio de 2026 e foram divulgados pelo Tesouro Nacional e pela B3.

Mesmo disponível inicialmente apenas para clientes do Banco do Brasil, o produto ficou atrás somente do Tesouro Selic, que movimentou cerca de R$ 973 milhões no mesmo intervalo. O desempenho chamou atenção do mercado financeiro por superar títulos tradicionais, como Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado.

O novo investimento foi criado para funcionar como uma alternativa de reserva de emergência, oferecendo rendimento atrelado à taxa Selic, aplicações a partir de R$ 1 e possibilidade de movimentação 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

Produto mira investidores conservadores

O Tesouro Reserva foi desenvolvido para atrair principalmente investidores iniciantes e pessoas que ainda mantêm recursos na poupança ou em aplicações de baixa rentabilidade.

Segundo especialistas do mercado, a combinação de liquidez diária, baixo valor mínimo e ausência de oscilações relevantes ajudou o produto a ganhar força logo nos primeiros dias.

Além disso, o investimento conta com isenção de taxa de custódia da B3 para aplicações de até R$ 10 mil. Acima desse valor, há cobrança de 0,20% ao ano.

Na prática, o título busca competir diretamente com produtos considerados conservadores, como:

Tesouro Selic ainda lidera vendas

Apesar da forte estreia do Tesouro Reserva, o Tesouro Selic continua sendo o título mais procurado pelos investidores pessoa física no Tesouro Direto.

Confira o volume de compras registrado entre 11 e 17 de maio:

  • Tesouro Selic: R$ 973,4 milhões;
  • Tesouro Reserva: R$ 586,4 milhões;
  • Tesouro IPCA+: R$ 495,5 milhões;
  • Tesouro Prefixado: R$ 452,7 milhões;
  • Tesouro Renda+: R$ 119,6 milhões;
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais: R$ 98,4 milhões;
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais: R$ 75 milhões;
  • Tesouro Educa+: R$ 45,3 milhões.

Os números reforçam a preferência recente do investidor brasileiro por aplicações com maior liquidez e menor risco em um cenário de juros ainda elevados.

Funcionamento 24 horas é diferencial

Um dos principais diferenciais do Tesouro Reserva é a possibilidade de compra e resgate em qualquer horário do dia, inclusive fora do horário bancário tradicional.

O sistema utiliza integração com Pix para permitir liquidação praticamente instantânea das operações. Segundo a B3, essa estrutura exigiu adaptações tecnológicas específicas para suportar operações contínuas.

Por enquanto, apenas o Banco do Brasil participa da operação do novo título, mas a expectativa é que outras instituições financeiras passem a oferecer o produto nos próximos meses.

A B3 informou que já abriu o processo de cadastramento para novos bancos e corretoras interessados em integrar o sistema.

Mercado vê potencial de crescimento

A avaliação no mercado é que o Tesouro Reserva pode ganhar ainda mais espaço conforme a distribuição seja ampliada para outras plataformas de investimento.

O cenário também favorece produtos de perfil conservador. Com juros elevados e incertezas econômicas, muitos investidores têm priorizado aplicações de baixo risco e fácil resgate.

Além disso, o governo federal vem tentando ampliar a base de investidores do Tesouro Direto nos últimos anos, criando produtos mais simples e acessíveis para o pequeno poupador.

O Tesouro Reserva faz parte dessa estratégia e surge como uma tentativa de aproximar investidores iniciantes do mercado de renda fixa pública.

Analistas também observam que o produto pode pressionar bancos e fintechs a oferecer remunerações mais competitivas em CDBs e contas digitais, especialmente para valores menores.

Expansão pode acelerar adesão

A expectativa da B3 é que os principais bancos do país disponibilizem o Tesouro Reserva até o fim de 2026. A entrada de novas instituições tende a ampliar significativamente o volume de investimentos no título.

Enquanto isso, o desempenho inicial já colocou o produto entre os destaques do Tesouro Direto neste início de operação.

Com liquidez diária, rendimento ligado à Selic e acesso simplificado, o Tesouro Reserva começa a disputar espaço diretamente com aplicações tradicionais usadas para reserva de emergência.

FAQ

O que é o Tesouro Reserva?

É um novo título do Tesouro Direto criado para funcionar como reserva de emergência, com liquidez diária e rendimento atrelado à Selic.

Quanto o Tesouro Reserva captou na estreia?

O título movimentou R$ 586 milhões entre os dias 11 e 17 de maio de 2026.

Quem pode investir no Tesouro Reserva?

Neste primeiro momento, apenas clientes do Banco do Brasil conseguem acessar o produto.

Carolina Gandra

Carolina Gandra é Jornalista e Redatora do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.