Tesouro Reserva movimenta R$ 586 milhões e vira o 2º título mais vendido na estreia
Novo título do Tesouro Direto ganhou espaço entre investidores mesmo disponível apenas no Banco do Brasil
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O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto voltado para investidores que buscam liquidez diária e simplicidade, captou R$ 586 milhões em sua primeira semana de funcionamento e já se tornou o segundo papel mais vendido da plataforma. Os dados consideram o período entre 11 e 17 de maio de 2026 e foram divulgados pelo Tesouro Nacional e pela B3.
Mesmo disponível inicialmente apenas para clientes do Banco do Brasil, o produto ficou atrás somente do Tesouro Selic, que movimentou cerca de R$ 973 milhões no mesmo intervalo. O desempenho chamou atenção do mercado financeiro por superar títulos tradicionais, como Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado.
O novo investimento foi criado para funcionar como uma alternativa de reserva de emergência, oferecendo rendimento atrelado à taxa Selic, aplicações a partir de R$ 1 e possibilidade de movimentação 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
Produto mira investidores conservadores
O Tesouro Reserva foi desenvolvido para atrair principalmente investidores iniciantes e pessoas que ainda mantêm recursos na poupança ou em aplicações de baixa rentabilidade.
Segundo especialistas do mercado, a combinação de liquidez diária, baixo valor mínimo e ausência de oscilações relevantes ajudou o produto a ganhar força logo nos primeiros dias.
Além disso, o investimento conta com isenção de taxa de custódia da B3 para aplicações de até R$ 10 mil. Acima desse valor, há cobrança de 0,20% ao ano.
Na prática, o título busca competir diretamente com produtos considerados conservadores, como:
- Poupança;
- CDBs com liquidez diária;
- Fundos DI;
- Contas remuneradas de bancos digitais.
Tesouro Selic ainda lidera vendas
Apesar da forte estreia do Tesouro Reserva, o Tesouro Selic continua sendo o título mais procurado pelos investidores pessoa física no Tesouro Direto.
Confira o volume de compras registrado entre 11 e 17 de maio:
- Tesouro Selic: R$ 973,4 milhões;
- Tesouro Reserva: R$ 586,4 milhões;
- Tesouro IPCA+: R$ 495,5 milhões;
- Tesouro Prefixado: R$ 452,7 milhões;
- Tesouro Renda+: R$ 119,6 milhões;
- Tesouro Prefixado com juros semestrais: R$ 98,4 milhões;
- Tesouro IPCA+ com juros semestrais: R$ 75 milhões;
- Tesouro Educa+: R$ 45,3 milhões.
Os números reforçam a preferência recente do investidor brasileiro por aplicações com maior liquidez e menor risco em um cenário de juros ainda elevados.
Funcionamento 24 horas é diferencial
Um dos principais diferenciais do Tesouro Reserva é a possibilidade de compra e resgate em qualquer horário do dia, inclusive fora do horário bancário tradicional.
O sistema utiliza integração com Pix para permitir liquidação praticamente instantânea das operações. Segundo a B3, essa estrutura exigiu adaptações tecnológicas específicas para suportar operações contínuas.
Por enquanto, apenas o Banco do Brasil participa da operação do novo título, mas a expectativa é que outras instituições financeiras passem a oferecer o produto nos próximos meses.
A B3 informou que já abriu o processo de cadastramento para novos bancos e corretoras interessados em integrar o sistema.
Mercado vê potencial de crescimento
A avaliação no mercado é que o Tesouro Reserva pode ganhar ainda mais espaço conforme a distribuição seja ampliada para outras plataformas de investimento.
O cenário também favorece produtos de perfil conservador. Com juros elevados e incertezas econômicas, muitos investidores têm priorizado aplicações de baixo risco e fácil resgate.
Além disso, o governo federal vem tentando ampliar a base de investidores do Tesouro Direto nos últimos anos, criando produtos mais simples e acessíveis para o pequeno poupador.
O Tesouro Reserva faz parte dessa estratégia e surge como uma tentativa de aproximar investidores iniciantes do mercado de renda fixa pública.
Analistas também observam que o produto pode pressionar bancos e fintechs a oferecer remunerações mais competitivas em CDBs e contas digitais, especialmente para valores menores.
Expansão pode acelerar adesão
A expectativa da B3 é que os principais bancos do país disponibilizem o Tesouro Reserva até o fim de 2026. A entrada de novas instituições tende a ampliar significativamente o volume de investimentos no título.
Enquanto isso, o desempenho inicial já colocou o produto entre os destaques do Tesouro Direto neste início de operação.
Com liquidez diária, rendimento ligado à Selic e acesso simplificado, o Tesouro Reserva começa a disputar espaço diretamente com aplicações tradicionais usadas para reserva de emergência.
FAQ
É um novo título do Tesouro Direto criado para funcionar como reserva de emergência, com liquidez diária e rendimento atrelado à Selic.
O título movimentou R$ 586 milhões entre os dias 11 e 17 de maio de 2026.
Neste primeiro momento, apenas clientes do Banco do Brasil conseguem acessar o produto.