Eliminação do Brasil na Copa pode reduzir vendas de cerveja, diz Morgan Stanley

Banco vê saída precoce de Brasil e México como um risco para o consumo de cerveja no terceiro trimestre, já que o avanço das seleções costuma impulsionar a demanda durante o Mundial.

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Última atualização:  07 de jul, 2026 às 18:33
Foto de Neymar após a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo 2026. Imagem: Reuters/Mike Segar/Reprodução.

A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo pode ir além do impacto esportivo e afetar os resultados de grandes fabricantes de cerveja. Segundo avaliação do banco Morgan Stanley, a saída precoce da seleção brasileira, assim como a do México, pode reduzir o consumo da bebida durante o torneio e pressionar o desempenho da AB InBev e da Heineken nos próximos meses.

Em relatório divulgado após os confrontos, os analistas afirmam que o avanço das seleções nas fases decisivas da competição costuma estimular a venda de cervejas, principalmente em mercados de grande consumo, como o brasileiro.

Brasil era uma das principais apostas

De acordo com o Morgan Stanley, a eliminação da seleção brasileira representou uma surpresa significativa para o mercado.

Antes do início das oitavas de final, as projeções baseadas nas probabilidades das casas de apostas indicavam que o Brasil tinha grandes chances de disputar fases mais avançadas da Copa. Essa expectativa sustentava projeções mais otimistas para o consumo de cerveja durante o torneio.

Na avaliação do banco, o resultado ficou muito abaixo do esperado e representa o principal fator negativo entre os grandes mercados acompanhados. O México também deixou a competição antes do previsto, mas o impacto estimado é menor devido ao peso mais reduzido do mercado mexicano nas projeções.

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Consumo tende a crescer com seleções classificadas

Os analistas destacam que o consumo de cerveja costuma aumentar conforme as seleções nacionais seguem vivas na competição, impulsionado pelo maior número de transmissões, reuniões entre torcedores e eventos ligados ao Mundial.

Com a eliminação antecipada do Brasil, o Morgan Stanley revisou suas estimativas para o desempenho da AB InBev e identificou um efeito negativo sobre as perspectivas de crescimento das vendas durante o ano fiscal.

Segundo o banco, a diferença em relação às projeções feitas antes do torneio representa uma deterioração relevante para o mercado brasileiro, considerado um dos maiores consumidores de cerveja do mundo.

Estados Unidos passam a ser foco

Após as eliminações de Brasil e México, o desempenho da seleção dos Estados Unidos passou a ser acompanhado com maior atenção pelos analistas.

Isso porque o mercado norte-americano respondeu por aproximadamente 20% da receita da AB InBev em 2025, tornando o avanço da equipe americana um fator importante para as projeções de consumo durante o restante da Copa.

Segundo o Morgan Stanley, a partida entre Estados Unidos e Bélgica tornou-se um dos principais eventos acompanhados pelos investidores interessados no desempenho da companhia.

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Mercado acompanha reflexos do Mundial

Grandes eventos esportivos costumam influenciar o desempenho de empresas ligadas ao consumo, especialmente dos setores de bebidas, alimentação, entretenimento e varejo.

Embora fatores como clima, renda e atividade econômica continuem sendo determinantes para o desempenho das cervejarias, o banco destaca que campanhas longas de seleções populares normalmente elevam a demanda em mercados estratégicos.

Com a eliminação de duas importantes seleções do continente americano antes das quartas de final, investidores passam a monitorar se o restante da competição conseguirá compensar parte do consumo inicialmente esperado para Brasil e México.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.