Heineken deve cortar até 6 mil empregos, com retração do mercado

Os cortes representam quase 7% do quadro global e fazem parte de plano de eficiência diante de demanda mais fraca por bebidas.

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Última atualização:  11 de fev, 2026 às 20:52
Foto cervejaria da Heineken. Imagem: Central do Varejo/Reprodução

A Heineken informou que vai cortar entre 5 mil e 6 mil postos de trabalho ao redor do mundo como parte de um novo programa de eficiência operacional.

O movimento representa quase 7% da força de trabalho global, atualmente estimada em cerca de 87 mil funcionários, e ocorre em um momento de demanda mais fraca por bebidas alcoólicas e revisão para baixo das perspectivas de crescimento.

A fabricante holandesa, segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, também ajustou suas projeções financeiras. Para 2026, a companhia espera crescimento do lucro operacional em uma faixa de 2% a 6%, abaixo do intervalo estimado para 2025, de 4% a 8%.

Reestruturação mira produtividade

Segundo a empresa, o plano de cortes será implementado ao longo dos próximos dois anos e faz parte de uma estratégia mais ampla para tornar a operação mais enxuta e liberar recursos para investimentos em áreas de maior potencial de crescimento.

O diretor financeiro Harold van den Broek afirmou que a companhia busca fortalecer sua estrutura e aumentar a eficiência para sustentar a expansão no longo prazo.

Parte das reduções deve ocorrer na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, além de áreas como cadeia de suprimentos, unidades regionais e sede corporativa.

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Setor enfrenta consumo mais fraco

A revisão de custos acontece em meio a um cenário desafiador para a indústria de bebidas. Consumidores pressionados por questões financeiras e condições climáticas desfavoráveis têm reduzido o consumo, afetando o desempenho de várias companhias do setor.

A Carlsberg, por exemplo, também anunciou cortes de empregos recentemente, enquanto outras fabricantes vêm adotando medidas como venda de ativos e redução de produção.

Saiba+:

Troca no comando e reação do mercado

O anúncio ocorre enquanto a Heineken procura um novo presidente-executivo após a saída inesperada de Dolf van den Brink, em janeiro. A companhia tenta responder a críticas de investidores sobre eficiência operacional e desempenho frente a concorrentes.

Apesar do cenário de ajustes, o resultado anual trouxe um ponto positivo: o lucro operacional da empresa avançou 4,4% em 2025, superando levemente as expectativas de mercado, que apontavam crescimento de 4%.

Após o anúncio das medidas, as ações da companhia registraram alta, acumulando valorização desde o fim de 2025, em meio à percepção de que a reestruturação pode melhorar a rentabilidade nos próximos anos.

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.