Tarifaço de Trump: governo diz que não sai da mesa e critica ação de Flávio

Tarifaço de Trump: o governo diz que não deixa a mesa de negociação com os EUA, mira o prazo de 15 de julho e critica a politização por Flávio. Entenda.

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07 de jul, 2026 às 21:00
Uma imagem em plano médio foca no rosto de Donald Trump de perfil de três quartos, olhando para a esquerda com a boca aberta como se estivesse falando. Ele tem cabelos loiros claros penteados para trás e pele bronzeada. Ele usa um paletó de terno azul-marinho, camisa social branca e uma gravata azul-escura com bolinhas vermelhas e brancas. Um pequeno broche da bandeira dos Estados Unidos está preso na lapela esquerda de seu paletó. À esquerda, em segundo plano, parte do tronco de um jovem é visível, vestindo uma camiseta azul-escura com um logotipo circular amarelo e azul no peito. O fundo está ligeiramente desfocado, mostrando tons de azul e um vislumbre de um objeto vermelho à direita. A iluminação é clara e direta, destacando as feições de Trump. Foto: Getty Imagens

O tarifaço de Trump entrou na reta final das negociações e domina o debate político nesta semana. O governo brasileiro afirma que não vai abandonar a mesa de negociação com os Estados Unidos e corre contra o tempo para evitar a taxação extra de produtos nacionais. Portanto, a queda de braço comercial ganha ares de urgência, com prazo marcado e forte disputa política em torno do tema.

A seguir, entenda o que o governo disse sobre o tarifaço de Trump, qual é o prazo em jogo e por que a oposição virou alvo de críticas.

O que o governo disse sobre o tarifaço de Trump

A posição foi reforçada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. Segundo ele, o Brasil vai insistir no diálogo, seguindo uma orientação direta do presidente Lula. “Nunca abandone a mesa de negociação”, reproduziu o ministro.

Além disso, o governo intensificou os contatos. De acordo com Márcio Elias, já foram realizadas quatro reuniões de alto nível e outras oito de nível técnico. A mais recente ocorreu por videoconferência com a Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), responsável pela política tarifária americana.

A corrida contra o prazo de 15 de julho

O tempo é o principal adversário do Brasil. Isso porque o prazo para o início da cobrança das tarifas é 15 de julho. Ou seja, o país tem poucos dias para fechar um acordo e evitar o impacto sobre as exportações.

Na reunião mais recente, os dois lados trataram de temas variados. Entre eles, a cooperação entre as polícias brasileira e americana contra o crime organizado, a atração de data centers e a proteção de patentes. Dessa forma, o governo tenta ampliar a agenda para destravar as conversas.

A crítica à politização do tarifaço de Trump

O ministro também mirou a oposição. Para ele, questões eleitorais têm atrapalhado as negociações comerciais. “Não cabe na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, afirmou.

Sem citar nomes, Márcio Elias criticou a atuação da família Bolsonaro. Ele mencionou um ex-deputado que, nos Estados Unidos, se apresentaria como “patrocinador” da medida, enquanto aliados comemoravam a taxação nas redes. A referência é ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, temas que também aparecem na condenação de Eduardo por coação.

Por que os EUA querem taxar o Brasil

A ameaça tem origem em uma investigação comercial. A orientação da USTR, divulgada no início de junho, se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Na prática, o governo de Donald Trump acusa o Brasil de concorrência desleal.

Entre os alvos, o Pix aparece como uma das práticas que, segundo Washington, prejudicariam empresas americanas. No entanto, o governo brasileiro rebateu a acusação. Além disso, refutou argumentos sobre desmatamento e comércio ilegal de madeira, ao afirmar que mantém o controle das exportações.

O impacto do tarifaço de Trump para o mercado

Para o investidor, o desfecho importa e muito. Afinal, uma taxação extra encareceria os produtos brasileiros no mercado americano. Além disso, pressionaria os setores exportadores. Assim, o câmbio e a bolsa tendem a reagir a cada sinal das negociações.