Quanto rende R$ 1 milhão no Tesouro Direto em 2026? Confira o que vale a pena

Saiba quanto rende R$ 1 milhão no Tesouro Direto em 2026 e veja as melhores opções de investimento para o seu perfil financeiro.

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Última atualização:  03 de fev, 2026 às 11:54
Pessoa empilhando moedas, simbolizando investimento e quanto rende 1 milhão no Tesouro Direto.

Você já se perguntou quanto rende R$ 1 milhão no Tesouro Direto? Investir esse valor é uma decisão que muitos consideram quando buscam segurança e rendimento previsível. O Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite aplicar em títulos públicos com perfis diferentes, como Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado.

Em um cenário em que a taxa básica de juros ainda está elevada, o Tesouro Direto voltou a ser opção de destaque para quem busca retorno real e previsibilidade.

A Selic está em 15% ao ano, mantida no encontro do Copom em 28 de janeiro de 2026, e o banco central sinalizou a possibilidade de cortes iniciando em março de 2026.

Se você tem R$ 1 milhão disponível para investir em 2026, é importante saber quanto esse valor pode render e qual a melhor opção para o seu perfil de investidor. Continue lendo e descubra quanto esse patrimônio pode gerar mês a mês e se vale a pena apostar no Tesouro Direto agora.

Como funciona o rendimento do Tesouro em 2026?

Em 2026, o Tesouro Direto continua sendo uma das opções mais procuradas por investidores que buscam uma alternativa segura e rentável.

O rendimento dos títulos do Tesouro Direto varia conforme o tipo de título escolhido: Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado. Vamos entender como cada um funciona.

O Tesouro Selic é o título mais popular entre os investidores conservadores, já que sua rentabilidade é atrelada à taxa básica de juros, a Selic.

Com a Selic em 15% ao ano, a rentabilidade do Tesouro Selic se mantém bem acima da poupança e de vários CDBs de grandes bancos, mas é preciso considerar impostos e taxas para saber o rendimento líquido. Cada ponto percentual equivale a R$ 10.000 por ano sobre R$ 1 milhão.

O Tesouro IPCA+, por sua vez, oferece uma rentabilidade composta pela inflação (IPCA) mais uma taxa fixa, protegendo o poder de compra do investidor. Já o Tesouro Prefixado oferece uma taxa de juros fixa, definida no momento da compra, o que garante previsibilidade de rendimento.

Dica rápida: se você busca segurança com liquidez, o Tesouro Selic é ideal. Mas se quiser blindar o poder de compra, o IPCA+ é o caminho.

Como as taxas afetam o rendimento em 2026?

A inflação influencia diretamente o valor real do que você recebe nos títulos corrigidos pelo IPCA. O IPCA acumulado em 12 meses foi de 4,26% em 2025, segundo o IBGE, o que reforça a importância de avaliar títulos atrelados ao IPCA se o objetivo é preservar poder de compra.

Além disso, é preciso considerar tributos e cobrança de custódia. Para aplicações feitas a partir de 2026, a Medida Provisória 1.303/2025 introduziu alterações na tributação, unificando em 17,5% a alíquota aplicável a muitas aplicações de renda fixa para novas emissões e novas aplicações; investimentos realizados até 31/12/2025 seguem o regime antigo até o resgate. Consulte a data de aquisição para saber qual regra vale para o seu caso.

A taxa de custódia cobrada pela B3 sobre os títulos do Tesouro Direto é 0,20% ao ano, provisionada diariamente na posição do investidor. Inclua essa taxa nas suas simulações e some possíveis tarifas da sua corretora.

Rendimento Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ é uma opção interessante para quem deseja ter uma rentabilidade acima da inflação, garantindo o poder de compra do seu dinheiro. Esse título tem uma rentabilidade composta pela variação do IPCA (inflação) mais uma taxa fixa, que é definida no momento da compra.

Se você investir R$ 1 milhão no Tesouro IPCA+ em 2026, o rendimento dependerá da taxa de juros contratada no momento da compra e da inflação observada durante o período de investimento.

A expectativa é de que a inflação continue elevada, o que torna o Tesouro IPCA+ uma boa escolha para quem deseja preservar o valor real do seu investimento.

Por exemplo, se o Tesouro IPCA+ oferecer uma taxa de 6% ao ano mais a inflação de 5%, seu rendimento total seria de 11% ao ano. Em um investimento de R$ 1 milhão, isso significaria um retorno de R$ 110 mil no primeiro ano, sem contar os impostos.

Rendimento Tesouro Direto

O rendimento do Tesouro Direto em 2026 varia conforme o tipo de título escolhido. Se você escolher o Tesouro Selic, por exemplo, seu rendimento será diretamente atrelado à Selic, que está em 15% ao ano.

Já o Tesouro IPCA+ e o Tesouro Prefixado oferecem rentabilidade maior ou menor dependendo das taxas de juros e inflação. O Tesouro Prefixado, por exemplo, garante uma taxa fixa, o que pode ser vantajoso caso você acredite que a Selic vá cair ao longo do tempo.

Em todos os casos, a rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto é composta por um pagamento periódico (se o título for de juros semestrais, como o Tesouro Prefixado) ou ao final do vencimento (nos títulos de juros compostos, como o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+).

Quer comparar os rendimentos? Acesse a calculadora do Tesouro Direto e veja, em tempo real, quanto seu investimento renderia nas três modalidades.

Rendimento Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado é uma boa alternativa para quem deseja garantir uma rentabilidade fixa e previsível. Ele oferece uma taxa de juros que é definida no momento da compra e não sofre alterações durante o período de investimento.

Se a taxa de juros no momento da compra for, por exemplo, de 15% ao ano, esse será o rendimento do seu investimento, independentemente de flutuações nas taxas de juros do mercado.

Em 2026, a expectativa é de que a Selic continue relativamente alta, o que torna o Tesouro Prefixado atraente, já que ele oferece uma rentabilidade superior a outros investimentos mais conservadores, como o Tesouro Selic.

Afinal, quanto rende R$ 1 milhão no Tesouro Direto em 2026?

A seguir há uma simulação prática considerando valores atuais e regras que valem para novas aplicações em 2026. Substitua os números pela taxa oferecida na data da compra para ver o resultado exato.

Suponha que você aplique R$ 1.000.000 em um título que renda 15% bruto ao ano. Para aplicações realizadas em 2026, usando a alíquota de IR aplicável a novas aplicações e a taxa de custódia, o cálculo fica assim:

  • Rendimento bruto anual = R$ 1.000.000 × 15% = R$ 150.000.
  • IR (alíquota de 17,5% para novas aplicações) = R$ 150.000 × 17,5% = R$ 26.250.
  • Taxa de custódia (0,20% a.a.) = R$ 1.000.000 × 0,20% = R$ 2.000.
  • Rendimento líquido anual ≈ R$ 150.000 − R$ 26.250 − R$ 2.000 = R$ 121.750.
  • Rendimento mensal aproximado ≈ R$ 121.750 ÷ 12 ≈ R$ 10.146 por mês.

Esses valores não consideram eventuais taxas cobradas pela corretora, nem efeitos de marcação a mercado caso você venda o título antes do vencimento.

Se o título foi comprado antes de 1º de janeiro de 2026, confira se a alíquota do IR aplicada ao seu investimento segue a tabela regressiva antiga, pois isso pode resultar em IR menor conforme o prazo de permanência.

Mas atenção: o valor final pode variar conforme imposto de renda, taxas da corretora, prazos e liquidez.

Como funciona a calculadora do Tesouro em 2026

O Tesouro Direto disponibiliza uma calculadora que permite aos investidores simular os rendimentos dos títulos. Em 2026, essa ferramenta continua sendo um excelente recurso para estimar o retorno de um investimento, considerando o tipo de título escolhido, o valor investido e o prazo de vencimento.

Vencimentos

Os títulos do Tesouro Direto possuem diferentes prazos de vencimento. O Tesouro Selic, por exemplo, pode ser resgatado a qualquer momento, enquanto o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ têm prazos mais longos.

Ao utilizar a calculadora do Tesouro Direto, você pode simular o impacto do vencimento na rentabilidade, ajustando o prazo de acordo com seus objetivos financeiros.

Com R$ 1 milhão no Tesouro Selic, preciso declarar imposto de renda?

Depende do seu padrão de consumo. Com o exemplo acima, o rendimento mensal líquido de aproximadamente R$ 10.146 pode ser suficiente para muitas pessoas, especialmente se o estilo de vida for moderado.

Para quem precisa de mais renda, diversificar com outros ativos, como fundos ou uma parcela em renda variável, costuma ser recomendado.

Vale lembrar que, se o Copom iniciar o ciclo de cortes em 2026, como sinalizado pela autoridade monetária, a rentabilidade nominal de títulos atrelados à Selic tende a cair ao longo do tempo. Por isso, revise suas expectativas antes de aplicar

Tem como viver de renda passiva com 1 milhão de reais no Tesouro Direto?

A possibilidade de viver de renda passiva com R$ 1 milhão no Tesouro Direto depende do seu estilo de vida e das suas necessidades financeiras.

Com um investimento de R$ 1 milhão em Tesouro Selic, você pode esperar um rendimento mensal de cerca de R$ 10.625, como mencionamos antes. Esse valor pode ser suficiente para cobrir as despesas mensais de muitas pessoas, especialmente se tiverem um estilo de vida mais simples.

No entanto, é importante lembrar que a rentabilidade do Tesouro Direto pode ser impactada pela inflação e pelas flutuações das taxas de juros. Por isso, se seu objetivo for viver de renda passiva, é aconselhável diversificar os investimentos e buscar outras fontes de renda.

Vale a pena investir R$ 1 milhão no Tesouro Direto?

Investir R$ 1 milhão no Tesouro Direto pode ser uma excelente opção, especialmente para quem busca segurança e previsibilidade.

Os títulos do Tesouro Direto são considerados de baixo risco, pois são garantidos pelo governo federal. Além disso, as opções de Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado permitem que você escolha o perfil de investimento que mais se adequa aos seus objetivos financeiros.

Como qualquer investimento, é importante avaliar o cenário econômico e as opções disponíveis. Se a rentabilidade do Tesouro Direto não for suficiente para alcançar seus objetivos de longo prazo, você pode considerar outras alternativas, como CDBs, fundos de investimento ou ações.

Outras opções além de investir no Tesouro

Além do Tesouro Direto, existem outras alternativas interessantes para investir R$ 1 milhão. Entre as opções estão:

  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário): rentabilidade fixa ou pós-fixada, dependendo da instituição financeira.
  • LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio): isentas de Imposto de Renda.
  • Fundos de investimento: oferecem uma gestão profissional e diversificação em diversos ativos.
  • Ações: para investidores dispostos a correr mais risco em busca de rentabilidade superior.

Portanto, vale a pena analisar todas as opções antes de tomar uma decisão final. Diversificar seus investimentos pode ser uma estratégia eficiente para maximizar os rendimentos e proteger seu patrimônio.

Use a calculadora oficial do Tesouro Direto e as ferramentas da sua corretora para simular cenários com a taxa oferecida no dia da compra. Verifique sempre a data de aquisição para saber qual regra de IR se aplica ao seu investimento e inclua a taxa de custódia de 0,20% a.a. nas simulações.

Continue acompanhando o Melhor Investimento e fique por dentro das últimas novidades do mercado financeiro!

Disclaimer: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações apresentadas não constituem, em hipótese alguma, recomendação, indicação ou aconselhamento de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros, e decisões de investimento devem considerar o perfil, os objetivos e a situação financeira de cada investidor. Antes de investir, avalie as condições dos produtos, os riscos envolvidos e, se necessário, consulte um profissional qualificado.

Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.