Top 13 empresas que mais pagaram dividendos em 2025

Veja o ranking atualizado das empresas que mais distribuíram dividendos em 2025 e entenda por que esses ativos chamam atenção de quem busca renda.

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28 de nov, 2025 às 21:05
Profissionais analisando gráficos e relatórios financeiros sobre empresas que mais pagaram dividendos em 2025 Imagem: Envato Elements

Se você investe com foco em renda passiva, 2025 certamente tem sido um ano excelente para acompanhar o mercado. A distribuição de proventos acelerou, o Dividend Yield (DY) de várias ações chamou atenção e setores como petróleo, bancos e commodities dominaram o ranking das maiores pagadoras de dividendos em 2025.

Segundo levantamentos da Elos Ayta, 13 empresas da B3 já distribuíram mais de R$ 3 bilhões até setembro. Juntas, elas entregaram aos acionistas R$ 158,8 bilhões, reforçando a força da política de dividendos no Brasil.

No Melhor Investimento, você confere a lista atualizada de 2025 das empresas que mais distribuíram dividendos e JCP. Vamos ao ranking e à análise aprofundada das campeãs do ano.

Por que 2025 está sendo um ano tão forte para dividendos?

Antes de mergulhar no ranking das maiores pagadoras de dividendos de 2025, é importante entender o contexto. Os relatórios mostram que:

  • Resultados sólidos no 1º e 3º trimestres impulsionaram o caixa das companhias.
  • Alguns setores registraram forte retomada, como energia e commodities.
  • A discussão sobre taxação de dividendos acima de R$ 50 mil mensais a partir de 2026 estimulou empresas a antecipar pagamentos ainda neste ano.
  • Empresas com histórico de constância no pagamento reforçaram sua política de distribuição de lucros e JCP.

Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, resumiu o momento dizendo que 2025 revela “um padrão recorrente no ciclo de remuneração de acionistas no Brasil”, caracterizado por companhias tradicionais com caixa forte, previsibilidade e negócios perenes.

Isso explica por que bancos, empresas de commodities e gigantes industriais dominam o ranking.

Ranking 2025: empresas que mais pagaram dividendos neste ano

A seguir está a lista das maiores pagadoras de proventos de 2025, considerando dividendos e JCP efetivamente distribuídos até setembro. Os dados foram consolidados pela consultoria Elos Ayta.

EmpresaSetor1Q252Q253Q252025
PetrobrasExploração, refino e distribuição16.7379.59811.02437.359
Itaú UnibancoBancos20.5897156.91928.223
ValeMinerais metálicos11.365–  8.09119.456
Ambev S/ACervejas e refrigerantes6.6112.0812.08210.774
ItausaHoldings diversificadas6.5999252.06810.132
BradescoBancos3.9962.0793.0899.164
Banco do BrasilBancos5.0144.4351.2268.675
BB SeguridadeSeguradoras4.504–  3.7308.274
Axia EnergiaEnergia elétrica2.1921.8053.9857.982
Santander BRBancos1.5822.2953.8887.765
BTG PactualBancos1.720–  2.3004.020
MarfrigCarnes e derivados–  –  3.8463.846
WegMotores, compressores e outros1.80921.3553.166

1. Petrobras (PETR4) — R$ 37,3 bilhões

A Petrobras (PETR4) segue soberana como a maior pagadora de dividendos do Brasil em 2025. A companhia sozinha respondeu por mais de 15% dos proventos distribuídos por toda a B3, um número que impressiona mesmo para os padrões da petroleira.

Os mais de R$ 37 bilhões pagos até setembro refletem um momento de caixa extremamente robusto, impulsionado por preços internacionais favoráveis, forte disciplina de custos e geração de receita consistente nas operações de exploração, refino e distribuição.

Outro ponto importante é a política de dividendos da empresa, frequentemente revisada, mas ainda bastante favorável aos acionistas. Isso tem mantido a Petrobras como protagonista entre investidores focados em renda passiva.

Mesmo em um cenário de volatilidade política, a companhia conseguiu equilibrar investimentos estratégicos e retorno ao acionista, mostrando maturidade operacional e força no setor de commodities.

2. Itaú Unibanco (ITUB4) — R$ 28,2 bilhões

O Itaú reforçou em 2025 sua posição como o banco mais lucrativo do país e, não por acaso, um dos mais generosos pagadores de dividendos.

Os mais de R$ 28 bilhões distribuídos até setembro refletem não apenas o lucro sólido da instituição, mas também seu histórico de consistência na remuneração aos acionistas.

Para o investidor de longo prazo, o Itaú costuma combinar estabilidade, previsibilidade operacional e uma estratégia clara de entrega de valor por meio de dividendos e JCP.

A eficiência do banco continua sendo um dos maiores diferenciais. Com um ROE (Retorno sobre Patrimônio) sempre acima da média do setor e uma carteira diversificada, o Itaú tem mantido resiliência mesmo diante de ciclos de crédito desafiadores. Isso reforça seu papel como uma ação essencial em carteiras de dividendos.

3. Vale (VALE3) — R$ 19,4 bilhões

A Vale permanece entre as top pagadoras de dividendos graças ao seu modelo de negócios altamente gerador de caixa.

Embora o preço do minério de ferro tenha oscilado ao longo do ano, a empresa mostrou capacidade de se adaptar às variações do mercado global de commodities, entregando margens robustas e mantendo seu compromisso com a remuneração ao acionista.

Os dividendos distribuídos refletem não apenas o desempenho operacional, mas também a estratégia de desalavancagem da última década, que tornou a Vale uma companhia mais previsível e preparada para enfrentar ciclos de baixa.

Em 2025, o destaque fica para o equilíbrio entre investimentos em segurança, sustentabilidade e retorno ao investidor.

4. Ambev (ABEV3) — R$ 10,77 bilhões

A Ambev costuma ser lembrada como uma pagadora recorrente, mas em 2025 ela subiu ainda mais de nível.

A empresa foi uma das poucas que conseguiu distribuir mais de R$ 1 bilhão por trimestre, um feito que demonstra não apenas força de caixa, mas também estabilidade em um setor tradicional e perene como o de bebidas.

Mesmo enfrentando desafios competitivos e variações no custo de insumos, a empresa manteve margens saudáveis e reforçou seu compromisso com a entrega de proventos.

Para investidores que buscam constância e previsibilidade na renda passiva, a Ambev se destaca como uma ação defensiva e resiliente.

5. Itaúsa (ITSA4) — R$ 10,13 bilhões

A Itaúsa se beneficiou diretamente do excelente desempenho do Itaú, seu principal ativo. A holding sempre foi conhecida pela política de dividendos generosa, e 2025 reforçou o motivo de ela ser uma das favoritas do investidor de longo prazo.

Mais diversificada do que no passado, a Itaúsa também tem ampliado sua atuação em setores industriais e de energia, o que contribui para estabilizar fluxos de caixa.

O ano mostrou uma Itaúsa mais dinâmica na alocação de capital e fortalecida na gestão de portfólio, o que a mantém como uma das ações mais buscadas em carteiras de dividendos.

6. Bradesco (BBDC4) — R$ 9,16 bilhões

O Bradesco atravessou anos mais desafiadores, mas 2025 marca uma recuperação importante. Os mais de R$ 9 bilhões pagos até setembro mostram que o banco voltou a gerar caixa com mais eficiência, especialmente após ajustes internos, reorganização da carteira de crédito e foco na qualidade dos ativos.

Como um dos principais bancos do país, o Bradesco continua sendo um protagonista do setor financeiro e uma das empresas mais regulares na distribuição de dividendos e JCP.

Para investidores que buscam ações defensivas, os bancos costumam oferecer estabilidade em cenários de juros elevados, e o Bradesco reforçou essa tradição em 2025.

7. Banco do Brasil (BBAS3) — R$ 8,67 bilhões

O Banco do Brasil teve um dos desempenhos mais sólidos entre os bancos em 2025, consolidando-se como uma máquina de geração de lucros.

A melhora na gestão, os resultados consistentes e a forte atuação em crédito agrícola, consignado e varejo contribuíram para fortalecer o fluxo de caixa.

O BB tem entregado dividendos crescentes ao longo de vários anos, e em 2025 não foi diferente. A comunicação transparente e o foco em governança reforçaram a percepção de que o Banco do Brasil se tornou uma das ações mais atrativas para investidores que buscam rentabilidade com proventos.

8. BB Seguridade (BBSE3) — R$ 8,27 bilhões

A BB Seguridade é, historicamente, uma líder em Dividend Yield, e em 2025 isso se manteve. O modelo de negócios altamente rentável, a baixa necessidade de reinvestimento e a previsibilidade das receitas permitiram à empresa distribuir mais de R$ 8 bilhões em dividendos no ano.

Com margens elevadas e uma operação que cresce de forma consistente, a companhia se consolida como uma das melhores pagadoras regulares de proventos da B3. Para quem busca renda passiva estável, BBSE3 é uma escolha clássica.

9. Axia Energia (AXIA3) — R$ 7,98 bilhões

Um dos fenômenos de 2025, a Axia Energia surpreendeu o mercado com uma escalada significativa na distribuição de proventos.

O setor elétrico já é conhecido por pagar bons dividendos, mas a Axia se destacou particularmente por combinar expansão com forte geração de caixa.

O terceiro trimestre foi especialmente expressivo, com mais de R$ 3 bilhões pagos. Esse desempenho reforça o papel das empresas de energia como pilares de estabilidade para quem investe em renda passiva.

10. Santander Brasil (SANB11) — R$ 7,76 bilhões

O Santander Brasil manteve sua tradição de pagar bons dividendos e reforçou sua posição como uma das instituições financeiras mais consistentes da B3.

Apesar de não ter o mesmo volume de lucro dos gigantes Itaú e Bradesco, o banco espanhol tem uma política estável de distribuição e continua mostrando boa eficiência operacional.

Em 2025, o banco foi uma das seis empresas que pagaram mais de R$ 1 bilhão em todos os trimestres, um indicativo claro de robustez financeira.

11. BTG Pactual (BPAC11) — R$ 4,02 bilhões

O BTG reforçou em 2025 seu papel como um dos bancos de investimento mais rentáveis do país. A empresa continuou expandindo suas áreas de atuação, aumentando receitas e consolidando-se como uma referência no mercado financeiro.

Os mais de R$ 4 bilhões distribuídos mostram que o banco segue entregando não apenas crescimento, mas também retorno constante ao acionista.

Para investidores que buscam diversificação dentro do setor financeiro, o BTG se destaca por ser uma alternativa mais voltada para mercados de capitais e gestão de ativos.

12. Marfrig (MRFG3) — R$ 3,84 bilhões

A Marfrig foi uma das surpresas do ranking de 2025. Após um período com distribuição reduzida, a empresa retornou com força ao pagamento de proventos, especialmente impulsionada pela melhora nos resultados operacionais e pela eficiência na gestão de custos.

Ainda que o setor de proteínas seja cíclico, 2025 marcou um momento positivo para a companhia, que conseguiu transformar lucro em robustos dividendos aos acionistas.

13. Weg (WEGE3) — R$ 3,16 bilhões

A Weg é uma das empresas mais admiradas da bolsa e, em 2025, voltou a demonstrar consistência na entrega de dividendos.

O pagamento de mais de R$ 3 bilhões reflete um crescimento contínuo, ampliação do portfólio global e eficiência operacional reconhecida internacionalmente.

Embora não seja uma blue chip tradicionalmente associada a altos Dividend Yields, a Weg se destaca pela regularidade, disciplina e histórico impecável de geração de valor ao acionista.

O que esperar do restante de 2025?

Com a iminente taxação de dividendos acima de R$ 50 mil mensais a partir de 2026, muitas empresas estão estudando antecipar proventos ainda este ano.

Isso significa que os pagamentos podem acelerar ainda mais no último trimestre, criando uma oportunidade única para quem investe em ações pagadoras de dividendos.

O panorama de 2025 reforça a força dos setores tradicionais (bancos, commodities, energia e bebidas) e deixa claro que empresas com caixa robusto e políticas estáveis seguem como campeãs da renda passiva na B3.

Se você busca uma carteira de dividendos que combine resiliência, histórico e previsibilidade, o ranking deste ano oferece excelentes referências.

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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter informativo e educacional. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. Antes de investir, avalie seu perfil de investidor e considere consultar um profissional especializado.

Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.