Itaú (ITUB4) é a ação mais indicada para março de 2026, segundo o BTG
Bancos no topo, energia em alta: veja as ações mais indicadas para março e onde os analistas estão apostando agora.
(Imagem: Money Times)
O BTG Pactual indicou Itaú Unibanco (ITUB4) como principal aposta na carteira recomendada de março, reforçando a preferência por bancos, empresas de energia e exportadoras em um cenário de maior seletividade na bolsa.
A casa destacou a consistência dos resultados do banco, que lucrou R$ 12,3 bilhões no 4T25, com ROE de 24,4% e expansão da carteira de crédito, sustentando a tese de geração recorrente de valor mesmo em ambiente macroeconômico desafiador.
Bancos seguem como destaque no mês de março
Além do Itaú, outras instituições financeiras também ganharam espaço nas recomendações. O Bradesco (BBDC4) entrou nas carteiras após apresentar lucro de R$ 6,5 bilhões e sinais de recuperação operacional, enquanto casas seguem apostando em bancos como forma de capturar rentabilidade elevada com risco controlado.
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Energia e utilities ganham peso nas indicações
O BB Investimentos incluiu Axia Energia (AXIA6), Auren Energia (AURE3) e C&A (CEAB3) em sua carteira, aumentando a exposição a empresas com fluxo de caixa previsível. Já o BTG elevou participação em utilities, priorizando ativos ligados a renda estável e menor volatilidade.
Commodities e exportadoras seguem no radar
A Vale (VALE3) também aparece entre as ações mais recomendadas, após registrar produção recorde e manter baixa alavancagem. O setor segue como peça-chave diante do cenário global, com empresas exportadoras se beneficiando do câmbio e da demanda externa.
Fluxo estrangeiro sustenta bolsa, mas exige cautela
O fluxo de capital estrangeiro continua sustentando a bolsa brasileira, com entrada acumulada de bilhões no ano, segundo o BTG. Ainda assim, casas como a Genial Investimentos alertam que o Ibovespa já negocia próximo da média histórica, reduzindo o espaço para novas altas baseadas apenas em múltiplos.
Estratégia das casas: mais qualidade, menos risco
No geral, as recomendações convergem para empresas com balanços sólidos, forte geração de caixa e menor dependência de crescimento agressivo.
A Ágora Investimentos, por exemplo, adicionou nomes como BPAC11, SUZB3, SBSP3 e PETR4, mantendo diversificação entre bancos, commodities e infraestrutura.
As casas adotam postura mais seletiva após a alta recente do mercado, priorizando qualidade e previsibilidade. A estratégia busca capturar oportunidades pontuais sem aumentar excessivamente o risco, em um momento em que parte relevante das expectativas positivas já aparece nos preços.
Com informações de Maíra Telles / Suno