10 criptomoedas para investir em janeiro de 2026
Conheça as criptomoedas promissoras para janeiro de 2026 com destaque em fundamentos, adoção e tecnologia.
Foto: Envato Elements
Começar o ano investindo em criptomoedas costuma levantar a mesma dúvida: quais projetos realmente fazem sentido em um cenário ainda instável? Janeiro de 2026 chega com expectativas de melhora gradual da liquidez global, mas também com incertezas macroeconômicas e um mercado que segue sensível a movimentos bruscos de preço.
Focar apenas em promessas de curto prazo pode aumentar os riscos. Pensando nisso, o Melhor Investimento reuniu 10 criptomoedas que unem fundamentos técnicos, adoção crescente e casos de uso bem definidos, combinando ativos já consolidados com projetos que ainda têm espaço para crescer ao longo do próximo ciclo.
Um começo de ano marcado por cautela e oportunidades
O mercado de criptomoedas encerrou 2025 sob forte volatilidade. Movimentos de correção foram intensificados pelo uso de alavancagem no mercado futuro, com liquidações que ultrapassaram US$ 500 milhões em determinados momentos, segundo dados da plataforma CoinGlass, que monitora o mercado de derivativos cripto.
Esses episódios mostraram, mais uma vez, como oscilações técnicas podem se transformar rapidamente em movimentos amplificados de queda.
Ao mesmo tempo, o pano de fundo para 2026 começa a mudar. A expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos e de maior liquidez global volta a colocar ativos de risco no radar dos investidores.
Nesse ambiente, a busca deixa de ser apenas por valorização rápida e passa a considerar quais projetos têm estrutura para atravessar períodos de instabilidade e se beneficiar de um cenário mais favorável adiante.
Quais são as 10 criptomoedas promissoras para janeiro de 2026?
Escolher criptomoedas promissoras para janeiro de 2026 exige olhar além do preço. É importante considerar fundamentos, adoção real, atualizações técnicas e o contexto do mercado.
A seguir, reunimos 10 projetos que se destacam por esses fatores e merecem atenção no início do ano.
1. Bitcoin (BTC) continua sendo a principal referência do setor
Mesmo com as oscilações recentes, o Bitcoin segue ocupando um papel central no mercado cripto. A dificuldade de se manter acima da região dos US$ 91,7 mil no fim de 2025 levantou dúvidas sobre a força da tendência de alta no curto prazo, especialmente após uma sequência de liquidações no mercado futuro.
O suporte em torno de US$ 85,4 mil foi fundamental para conter a primeira etapa da correção. Caso esse nível seja perdido, aumenta o risco de novas quedas em direção a faixas mais baixas, próximas de US$ 81 mil.
Por outro lado, se o mercado conseguir recuperar resistências importantes, os alvos voltam a se concentrar na região entre US$ 97,5 mil e US$ 102 mil.
No médio prazo, o cenário estrutural segue positivo. A adoção institucional, especialmente via ETFs de Bitcoin, continua avançando e reforça o papel do ativo como base de carteiras mais equilibradas para atravessar diferentes ciclos de mercado.
2. Ethereum (ETH) reforça sua posição como infraestrutura financeira
O Ethereum chega a 2026 apoiado em avanços técnicos e em uma adoção institucional cada vez mais evidente. A atualização implementada no início de dezembro trouxe melhorias relevantes na distribuição de dados entre os nós da rede, aumentando a capacidade da blockchain e reduzindo custos de transação.
Mesmo com esse ganho estrutural, o preço do ETH encontrou dificuldade para romper a faixa entre US$ 3,3 mil e US$ 3,5 mil, retornando ao suporte próximo de US$ 2,8 mil. A defesa dessa região é vista como essencial para manter a estrutura atual e permitir uma retomada gradual ao longo de janeiro.
Paralelamente, grandes instituições financeiras vêm utilizando o Ethereum para a emissão de ativos tokenizados, o que reforça sua importância como principal infraestrutura da tokenização global.
Essa combinação de maturidade tecnológica e confiança institucional sustenta uma visão construtiva para o ativo no longo prazo.
3. Solana (SOL) ganha espaço com atividade e receita crescentes
A Solana entra em 2026 fortalecida por números que ajudam a explicar sua crescente relevância no mercado. Em 2025, a rede acumulou cerca de US$ 1,4 bilhão em receita anual, um valor que superou o de outras grandes blockchains e chamou a atenção de analistas e investidores.
Esse desempenho está ligado ao aumento expressivo da atividade on-chain. O ecossistema de exchanges descentralizadas da Solana passou a registrar volumes comparáveis, e em alguns períodos superiores, aos de grandes plataformas centralizadas.
Isso sinaliza uma mudança importante na dinâmica do mercado, com mais operações acontecendo diretamente na blockchain.
Além disso, o uso da rede por empresas globais para liquidação com stablecoins reforça a percepção de que a Solana oferece escala, rapidez e custos competitivos.
Para 2026, as projeções de preço variam bastante, refletindo tanto o potencial de crescimento quanto os desafios de sustentar esse ritmo acelerado.
4. Chainlink (LINK) segue essencial para o ecossistema Web3
A Chainlink continua sendo uma das engrenagens mais importantes da Web3 ao permitir que contratos inteligentes acessem dados do mundo real de forma segura.
Movimentos recentes de grandes investidores, como retiradas relevantes de tokens de exchanges, foram interpretados como sinais de confiança e posicionamento estratégico.
Outro ponto que chama atenção é a intensa atividade de desenvolvimento da rede. Indicadores recentes mostram que a Chainlink registrou um nível de desenvolvimento significativamente superior ao de outras blockchains importantes, o que reflete o ritmo acelerado de entregas técnicas.
As perspectivas para o LINK em 2026 dependem diretamente da continuidade desse avanço e da expansão do uso de seus serviços por aplicações institucionais.
Em um cenário de mercado mais favorável, analistas veem espaço para uma valorização expressiva ao longo do próximo ciclo.
5. Celestia (TIA) aposta em uma nova arquitetura de blockchain
A Celestia (TIA) se diferencia por adotar uma arquitetura modular, separando consenso e disponibilidade de dados da execução de contratos inteligentes.
Essa proposta permite que outras redes utilizem sua infraestrutura como base, ganhando flexibilidade e escalabilidade.
A atualização Matcha ampliou significativamente a capacidade da rede e trouxe mudanças importantes na política monetária do token, com redução da inflação anual. Esses ajustes ajudam a tornar o projeto mais atraente tanto para desenvolvedores quanto para investidores de longo prazo.
Do ponto de vista técnico, o ativo apresenta níveis bem definidos de suporte e resistência. Caso o mercado confirme uma tendência de alta, a Celestia pode se beneficiar do crescimento da demanda por soluções modulares ao longo de 2026.
6. Helium (HNT) leva blockchain para o mundo físico
A Helium (HNT) se destaca por aplicar a tecnologia blockchain a um problema concreto: conectividade para dispositivos de internet das coisas. A rede é formada por hotspots instalados por usuários, que recebem recompensas em HNT ao fornecer cobertura.
A expansão para novos mercados, incluindo o Brasil por meio de parcerias locais, reforça a viabilidade do modelo em regiões com desafios de infraestrutura. A integração com a blockchain Solana trouxe ganhos de eficiência, tornando o sistema mais rápido e acessível.
Com o preço próximo de regiões técnicas importantes, o comportamento do HNT no início de 2026 pode indicar se o mercado voltará a precificar o potencial de longo prazo do projeto.
7. Ethena (ENA) cresce com stablecoins sintéticas
A Ethena ganhou espaço ao propor uma alternativa às stablecoins tradicionais, utilizando estratégias de hedge com derivativos de Ethereum.
Esse modelo tende a se beneficiar de ambientes com maior liquidez e juros mais baixos, cenário considerado possível para 2026.
Parcerias estratégicas e a expansão para redes como a Solana ampliaram o alcance do protocolo e fortaleceram sua presença no ecossistema DeFi.
Projeções de mercado indicam uma ampla variação de preços possíveis para o ENA nos próximos anos, refletindo tanto o potencial de crescimento quanto os desafios regulatórios e operacionais.
8. Aster (ASTER) aposta em trading descentralizado
A Aster atua como uma exchange descentralizada de contratos perpétuos e tem chamado atenção pela forma como estrutura sua economia de tokens.
Parte relevante das receitas da plataforma é direcionada para programas de recompra, reduzindo gradualmente a oferta em circulação.
Esse modelo cria uma demanda recorrente pelo token e ajuda a suavizar os impactos da volatilidade. Em um ambiente de maior apetite por risco, ativos com geração de receita real costumam ganhar destaque, o que explica o interesse crescente pelo ASTER.
9. Ripple (XRP) se aproxima ainda mais do sistema financeiro
A Ripple entra em 2026 focada em ampliar o uso do XRP como infraestrutura financeira. A implementação de mecanismos nativos de empréstimos no XRP Ledger representa um avanço importante, permitindo operações de crédito diretamente na rede, com regras claras e previsibilidade.
Esse movimento aproxima o ativo das necessidades de bancos, fintechs e empresas de pagamentos, criando novos casos de uso ligados a tesouraria e gestão de liquidez.
Projeções conservadoras indicam espaço para valorização ao longo de 2026, sustentada mais pela utilidade do que pela especulação.
10. Arbitrum (ARB) é uma das principais soluções de escalabilidade do Ethereum
Encerrando a lista, Arbitrum é uma das soluções Layer 2 mais usadas para escalar aplicações Ethereum e tem um ecossistema de rollups e dApps em crescimento.
A adoção contínua de rollups e o aumento de atividade de aplicações financeiras e infra fazem do ARB um candidato natural para quem busca exposição a melhorias de escala do ecossistema Ethereum sem depender somente do Layer 1.
Em janeiro, observe TVL em rollups, taxas de utilização e parcerias de integração com wallets e serviços de custódia como sinais práticos de que a adoção está avançando.
Como montar uma estratégia para janeiro de 2026
Ao pensar em criptomoedas para investir, especialmente no início do ano, vale considerar uma combinação entre ativos consolidados e projetos emergentes. Bitcoin e Ethereum tendem a oferecer maior estabilidade, enquanto altcoins ampliam o potencial de valorização.
Diversificação, gestão de risco e visão de longo prazo seguem sendo fundamentais. O mercado cripto continua volátil, mas projetos com fundamentos sólidos tendem a atravessar melhor períodos de incerteza.
Janeiro pode não ser um mês de movimentos explosivos, mas costuma ser um bom momento para posicionamento estratégico, mirando oportunidades ao longo de 2026.
O início de 2026 pede uma postura mais equilibrada do investidor em criptomoedas. Bitcoin e Ethereum seguem como pilares do mercado, enquanto projetos como Solana, Chainlink, Celestia, Helium, Ethena, Aster e Ripple oferecem exposição a tendências que vão desde infraestrutura blockchain até aplicações no mundo real.
Mais do que buscar ganhos rápidos, o momento favorece a análise de fundamentos, adoção e relevância de cada projeto dentro do ecossistema. Em um mercado ainda volátil, entender onde está o valor de longo prazo continua sendo o diferencial para atravessar o ano com mais consistência.
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Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos de alta volatilidade e envolvem riscos. Antes de investir, avalie seu perfil, seus objetivos financeiros e, se necessário, consulte um profissional qualificado.