Cada aplicação financeira representa uma decisão na qual se espera retornos, todavia, para que essa expectativa se concretize, é fundamental que a movimentação seja submetida ao que é conhecido como análise de investimentos

Para quem deseja investir, seja um novato no mundo dos investimentos ou um veterano experiente, este processo é indispensável. Contar com uma boa análise é o primeiro passo na direção de escolhas sólidas e potencialmente rentáveis. 

É natural ter receios ao considerar fazer investimentos. Afinal, nem sempre é possível prever com clareza o potencial de retorno de uma aplicação, e os riscos associados. Contudo, estas inseguranças podem ser, significativamente, reduzidas por meio da análise de investimentos. 

Pensando nisso, o Melhor Investimento elaborou este artigo para falar um pouco mais sobre como funciona esse importante processo. Portanto, continue sua leitura para se manter atualizado e bem informado.

Para que serve a análise de investimentos?

Em definição, análise de investimentos é um processo cujo intuito é avaliar a viabilidade e o potencial de retorno de oportunidades de investimento. Por meio dela, é possível identificar se o investimento está em conformidade com seu perfil e objetivos, além de esclarecer sobre os riscos e possíveis ganhos que envolvem a aplicação. 

Em suma, este processo funciona como um facilitador na tomada de decisões do investidor, uma vez que ele fornece fundamentações para avaliar quais são os ativos mais vantajosos para ele. Afinal, existem diferentes perfis de investidores, desde os moderados e conservadores até os mais agressivos, o que influencia diretamente os tipos de aplicações a serem consideradas.

Uma boa análise considera diversos fatores, examinando o desempenho passado, as projeções futuras, a saúde financeira, a custo de capital, entre outros aspectos que podem influenciar nos retornos do investimento. 

Cabe salientar que a análise também pode ser feita após um aporte. É possível que um investimento, por mais que embasado, não dê os retornos esperados. Neste caso, o gestor será responsável por buscar soluções para contornar a situação.

No geral, a análise de investimento visa ajudar os investidores a tomar decisões mais informadas e embasadas, minimizando os riscos e aumentando as chances de obter retornos satisfatórios. Podemos pensar a análise de investimentos como uma bússola para o investidor que busca a rentabilidade de seus aportes, com base em uma avaliação detalhada. 

Tal orientação, especialmente, para aqueles que são iniciantes no mundo dos investimentos, é indispensável, dada a complexidade que o setor pode apresentar. Nesse sentido, é sempre ideal consultar escritórios especializados no assunto, como a InvestSmart, empresa credenciada pela XP investimentos que, hoje, se destaca no segmento..

Tipos de análises de investimentos

Existem diferentes métodos para realizar a análise de investimento. Cada abordagem utiliza diferentes ferramentas e indicadores para avaliar as aplicações. Atualmente, na dinâmica do mercado financeiro, a maioria dos investidores recorre à análise fundamentalista ou à análise técnica.

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista se concentra na análise profunda dos fundamentos financeiros, econômicos e setoriais de uma empresa. Em suma, o intuito é avaliar o negócio, buscando determinar o preço justo de ações, bem como suas perspectivas para resultados de médio e longo prazo. 

Neste tipo de análise, para estabelecer se as ações de uma determinada empresa representam um investimento sólido, o analista, geralmente, considera aspectos como indicadores macroeconômicos e setoriais, além de projeções futuras da empresa. Tudo isso, buscando identificar seu potencial de crescimento lucrativo. 

Análise técnica

Já na análise técnica, o foco principal está na avaliação do comportamento dos preços e do fluxo de um ativo financeiro, em vez de nos fundamentos subjacentes das empresas ou ativos. A estratégia dos analistas, é prever o movimento de ações, com base nos seus dados históricos, sobretudo, por meio de gráficos. 

Devido a estas conjunturas, ela também pode ser chamada de análise gráfica. Seu intuito é identificar tendências e padrões que possam sugerir oportunidades de compra ou venda de ativos. 

A análise gráfica é amplamente conhecida por sua relação intrínseca com Wall Street, rua localizada ao sul da Ilha de Manhattan, na cidade Nova York (EUA), que representa o maior centro financeiro do mundo. Ele é utilizado, principalmente, para operações de curto prazo na bolsa de valores

Principais métodos usados na análise de investimentos

Para avaliar a qualidade e o potencial de um aporte, é crucial que os analistas conheçam os métodos criados para a análise de investimentos. Com isso em mente, separamos aqui as principais técnicas utilizadas. Confira: 

Payback

Entre os métodos amplamente utilizados, talvez o mais comum seja o payback financeiro. Sua lógica é simples, ele determina basicamente o período necessário para recuperar o investimento inicial em um projeto.

Em outras palavras, esta técnica avalia em quanto tempo o investimento se paga. O cálculo do payback é relativamente simples: basta somar os rendimentos periódicos até o cálculo atingir o valor do investimento inicial. O período necessário para atingir esse ponto é o payback.

VPL

Em contraste com o payback, o Valor Presente Líquido (VPL), é considerado um método mais sofisticado de análise de investimento. Seu objetivo é quantificar, em termos monetários, o valor agregado por um determinado projeto aos investidores.

Em termos simples, o VPL nos ajuda a responder a seguinte pergunta: “Quanto vale, hoje, todo o dinheiro que iremos ganhar ou gastar no futuro com esse projeto?”. 

Para calcular o VPL, utiliza-se uma taxa de desconto, chamada de Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que representa o retorno mínimo que um investimento deve ter para ser considerado atrativo. A partir daí, transporta-se todos os ganhos e custos futuros para valores de hoje, somando e subtraindo tudo para descobrir se o projeto resultará em um ganho líquido ou prejuízo, considerando o custo de oportunidade do investimento.

TIR

A Taxa Interna de Retorno, ou apenas TIR, calcula a taxa de retorno esperada de um projeto ou investimento ao longo do tempo, considerando o fluxo de caixa estimado. Esta métrica, é amplamente utilizada para avaliar a viabilidade e comparar a rentabilidade de diferentes projetos ou investimentos.

Em suma, a taxa de retorno é aquela que iguala o valor das entradas aos das saídas. Com isso, ela complementa a análise do VPL e reflete os rendimentos reais proporcionados por um investimento em determinado período. A grosso modo, quanto maior a TIR, mais atrativo é o investimento. 

Índice de lucratividade 

O índice de lucratividade, como o próprio nome indica, avalia se uma aplicação ou projeto está gerando lucro. Sua fórmula é simples, calculada pela relação entre o valor presente dos fluxos de entrada e saída de caixa. 

Essa técnica pode ser aplicada a um único investimento ou a um conjunto deles, permitindo identificar sua rentabilidade.

Ponto de Fischer

Por fim, cabe elencar o Ponto de Fischer que determina o momento em que dois investimentos têm o mesmo valor presente líquido. 

Em suma, descobrir esse momento é útil para ajudar os investidores a tomar decisões quando estão escolhendo entre dois investimentos. Isto porque, através do método, é possível discernir quando um investimento se torna mais vantajoso que outro, com base na mínima de atratividade e na taxa de retorno. 

Como analisar investimentos com a análise fundamentalista

Para uma boa análise fundamentalista, é necessário avaliar alguns pilares essenciais, são eles: 

Perspectiva de crescimento

Um dos principais critérios da análise fundamentalista é a avaliação do desempenho e potencial de crescimento de uma empresa. Examinar suas projeções futuras e capacidade de expansão é crucial para estimar a possível valorização das ações da empresa ao longo do tempo.

Em síntese, para entender as perspectivas futuras de uma empresa, é essencial avaliar sua posição no mercado de ações, considerando diversas fontes de crescimento, como o aumento do PIB, desempenho do setor em que atua e ganhos com participação no mercado

Situação financeira

Outro ponto crucial que demanda análise é o panorama financeiro de uma empresa. Afinal, sua saúde financeira determina não apenas sua capacidade de sobrevivência a longo prazo, mas também sua estabilidade diante de desafios econômicos.

A saúde financeira de uma empresa pode ser determinada por vários aspectos, como os custos associados a dívidas e a forma da empresa gerenciar esses compromissos. 

Na análise fundamentalista, geralmente, se observa a relação de diferentes indicadores financeiros com o montante de dívidas. Neste escopo, pode-se destacar a comparação entre ativos e passivos, bem como a relação do patrimônio líquido e do Ebitda com a dívida líquida. 

Vantagens competitivas

O terceiro pilar a ser destacado para uma análise fundamentalista, são as vantagens competitivas. Em resumo, essas características são o que, de certa forma, distinguem uma empresa de suas concorrentes e possibilitam que ela mantenha ou aumente sua participação de mercado.

Uma empresa pode se destacar em relação às concorrentes no mercado por diversas razões, como um poder de negociação diferenciado, operações com custos menores, capacidade de vender em maior volume e a preços mais competitivos, entre outros fatores.

Governança corporativa

Para os analistas fundamentalistas, a qualidade da governança corporativa é um indicador-chave da saúde e da sustentabilidade de uma empresa. 

Uma boa governança corporativa está intimamente ligada à gestão eficaz de risco e à proteção dos interesses dos acionistas.  Em suma, sua importância reside em garantias essenciais, como transparência, equidade, prestação de contas numa empresa. 

Companhias com responsabilidade corporativa, em geral, passam mais confiança aos seus investidores, e tendem a apresentar melhores resultados. Afinal, quando uma empresa possui estruturas robustas de governança, ela evita a incidência de práticas antiéticas, fraudes ou má alocação de recursos, fatores nocivos ao seu desempenho.

Valuation

Em tradução do termo para português, valuation significa algo como “avaliação de empresas”, logo, não é uma surpresa que esse aspecto seja talvez o mais importante em análise fundamentalista. 

Resumidamente, o valuation auxilia os investidores a determinar se uma empresa está subvalorizada, sobrevalorizada ou precificada corretamente pelo mercado. Quando um analista avalia que uma empresa está sendo negociada abaixo de seu valor intrínseco, surge uma oportunidade de investimento interessante.

Isto porque, a tendência é que o valor do ativo cresça no futuro, pois se espera que o mercado reconheça o real valor da companhia. Isto é, caso estimativa se confirme, o investidor terá ganhos, podendo obter lucros ao vender suas ações a um preço mais alto do que comprou, por exemplo. 

Para determinar o valuation utilizam-se diversas métricas, como o múltiplo preço/lucro, o fluxo de caixa descontado (DCF) e a análise comparativa com empresas similares do setor. Desta forma se estima o valor justo de uma empresa.

Como usar a análise técnica para investir

A análise técnica é amplamente recomendada para quem busca ganhos de curto prazo. Devido a isso, ela é muito utilizada na modalidade de investimento conhecida como trading

Os traders são investidores ou especuladores que negociam ações na bolsa de valores visando obter lucros rapidamente, muitas vezes por meio de operações de curtíssimo prazo. 

Confira as operações que mais utilizam análise técnica: 

Day trade

O day trade consiste em uma estratégia arrojada de negociação de ativos financeiros. Como o nome sugere, as operações de compra e venda são realizadas em único dia na bolsa de valores.

O objetivo do day trader é lucrar com as pequenas variações de preço ao longo do dia, aproveitando a volatilidade do mercado.

Swing trade

Diferentemente do day trade, no swing trade as negociações não necessariamente ocorreram no mesmo dia, abrangendo também operações de médio prazo. 

A estratégia envolve adquirir ações ou outros ativos, com a intenção de vendê-los em um período que pode variar de dias a semanas, e até mesmo alguns meses. Em suma, o investidor mantém o ativo negociável durante o período, com a finalidade de lucrar com as variações de preço ou “swings”. 

Position trade

No position trade, a dinâmica do mercado de ações é combinada com a tática de investimentos a longo prazo, em relação a outras categorias de trading

Vale ressaltar que este tipo de operação permanece sendo considerado um trade, fator que o difere do investimento a longo prazo tradicional. Nesta abordagem, o trader por um período mais longo, que pode variar de algumas semanas a vários meses, ou até mesmo anos, em alguns casos. 

A ideia central é aproveitar as tendências de longo prazo do mercado, realizando menos operações (que um day trader, por exemplo) e permitindo que suas posições se desenvolvam ao longo do tempo. 

Lucas Machado

Redator do Melhor Investimento e estudante de Psicologia, com mais de dois anos de experiência em redação de artigos relacionados aos mais variados assuntos e campos do saber.