Top 10 fundos imobiliários de tijolo para investir em 2026
Os top fundos de tijolo para 2026 combinam gestão sólida, imóveis de qualidade, dividendos recorrentes, valuation atrativo e desempenho consistente no mercado imobiliário.
Os fundos imobiliários do segmento de tijolo estão entre as alternativas mais buscadas por investidores que desejam exposição ao mercado imobiliário, com isenção de imposto de renda e potencial de valorização patrimonial.
Neste artigo, vamos explorar a fundo os fundos de tijolo: como avaliá-los, quais são suas principais vantagens e quais são os 10 principais fundos para investir em 2026.
As informações foram elaboradas com base em uma entrevista com Rafael Bellas, coordenador de produtos da InvestSmart XP, que compartilhou uma visão estratégica sobre o mercado de FIIs e os pontos que merecem atenção ao investir nesse tipo de ativo.
Você é novo no mercado de FIIs?
comece pelo artigo: Fundos imobiliários: guia completo para você investir
Fundos de Papel ou Fundos de Tijolo? O que são e quais pagam mais dividendos?
Antes de entrar nos fundos de tijolo em destaque, é importante entender a diferença entre eles e os fundos de papel. Estes últimos investem majoritariamente em ativos de crédito imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), debêntures incentivadas e letras de crédito.
De maneira geral, esses fundos costumam entregar dividend yields maiores que os fundos de tijolo, tradicionalmente em torno de 1% ao mês. Os rendimentos vêm dos juros e amortizações dos títulos, o que garante uma certa previsibilidade no curto prazo.
Por outro lado, o valor patrimonial dos fundos de papel tende a se manter mais estável.
Fundos de Tijolo: Dividend yield menor, mas com potencial de valorização
Os fundos de tijolo investem diretamente em imóveis físicos, como galpões, shoppings, lajes corporativas, hospitais e agências bancárias. Eles tendem a pagar dividendos menores que os fundos de papel (entre 0,7% e 0,8% ao mês, também isentos de IR) mas apresentam um diferencial importante: o potencial de valorização dos ativos.
Esse ganho ocorre principalmente quando os imóveis são reavaliados, reformados ou passam a gerar mais receita. A valorização é refletida na cotação das cotas no mercado secundário, beneficiando o investidor que carrega o ativo por mais tempo.
Pontos positivos dos Fundos de Tijolo
De acordo com o coordenador da InvestSmart, o diferencial está exatamente na perspectiva de ganho de capital.
“Quando a gestão atua de forma ativa, realizando melhorias ou reposicionando os imóveis, é possível atrair novos inquilinos e, com isso, aumentar a demanda pelas cotas no mercado secundário”, explica Bellas.
Além disso, os fundos de tijolo oferecem previsibilidade de receitas, já que seus contratos de locação tendem a ser reajustados por índices como o IPCA ou o IGP-M.
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O que analisar antes de investir em Fundos de Tijolo?
Antes de alocar recursos em fundos de tijolo, é essencial observar alguns critérios fundamentais. Para Rafael Bellas, esses pontos são primordiais para uma análise de investimento em fundos imobiliários de tijolo:
- Localização dos imóveis: quanto mais valorizada a região, maior a resiliência do ativo.
- Qualidade da construção e manutenção: imóveis bem conservados atraem inquilinos premium.
- Taxa de vacância: representa o percentual de imóveis desocupados.
- Perfil dos inquilinos: contratos com empresas sólidas oferecem menor risco.
- Endividamento do fundo: fundos alavancados exigem atenção redobrada, principalmente em ciclos de juros altos.
⚠️ Disclaimer: investidores conservadores devem priorizar fundos com contratos atípicos e baixa vacância. Já perfis moderados e arrojados podem considerar fundos com maior exposição a shoppings ou lajes, mesmo que ainda em fase de recuperação. Descubra seu perfil de investidor clicando aqui.
Top 10 Melhores Fundos Imobiliários de Tijolo em 2026
O critério para construção desse ranking prioriza fundos com patrimônio elevado, dividend yield sustentável, negociação próxima ou abaixo do valor patrimonial e desempenho consistente nos últimos 12 meses, com foco em solidez, previsibilidade de resultados e menor risco ao investidor. Confira os destaques:
1. HGLG11 – Pátria Log
- PL: R$ 7,06 bi
- DY: 8,40% | P/VP: 0,94
- Por que está aqui: referência absoluta em logística, portfólio premium e gestão top tier.
2. XPML11 – XP Malls
- PL: R$ 6,33 bi
- DY: 9,98% | P/VP: 1,02
- Destaque: exposição a shoppings dominantes e excelente recuperação operacional.
3. BTLG11 – BTG Pactual Logística
- PL: R$ 5,49 bi
- DY: 9,17% | P/VP: 1,00
- Ponto forte: imóveis de alta qualidade e gestão muito ativa.
4. XPLG11 – XP Log
- PL: R$ 4,22 bi
- DY: 9,55% | P/VP: 0,98
- Por que entra: logística bem diversificada, boa previsibilidade de caixa.
5. VISC11 – Vinci Shopping Centers
- PL: R$ 3,40 bi
- DY: 8,97% | P/VP: 0,92
- Destaque: shoppings resilientes, gestão conservadora e desconto relevante.
6. KNRI11 – Kinea Renda Imobiliária
- PL: R$ 4,60 bi
- DY: 7,42% | P/VP: 1,00
- Perfil: híbrido defensivo, foco em estabilidade e contratos longos.
7. TRXF11 – TRX Real Estate
- PL: R$ 3,35 bi
- DY: 12,57% | P/VP: 0,91
- Por que chama atenção: renda elevada com contratos atípicos e imóveis bem localizados.
8. HGRE11 – Pátria Escritórios
- PL: R$ 1,75 bi
- DY: 9,93% | P/VP: 0,86
- Tese: lajes corporativas descontadas com upside claro de ciclo.
9. BRCO11 – Bresco Logística
- PL: R$ 2,10 bi
- DY: 8,94% | P/VP: 1,02
- Diferencial: galpões AAA e perfil mais institucional.
10. LVBI11 – VBI Logístico
- PL: R$ 1,94 bi
- DY: 8,25% | P/VP: 0,91
- Por que fecha o top 10: logística bem localizada, desconto e boa gestão.
Vale a pena investir em fundos imobiliários de tijolo?
Contudo, vimos que os fundos de tijolo seguem como uma opção sólida para investidores que desejam construir renda passiva com imóveis sem precisar adquirir propriedades diretamente. Embora os dividend yields sejam mais modestos do que os de fundos de papel, a possibilidade de ganho de capital é real e deve ser considerada.
⚠️ Atenção: este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Avalie seu perfil de risco e consulte um profissional habilitado antes de investir.