Você já pensou em investir em fundos imobiliários (FIIs? Para quem busca diversificar sua carteira de investimentos, os fundos de investimentos imobiliários são boas alternativas. Reconhecidos no mercado, são acessíveis para investidores de todos os portes e podem ser opções viáveis para qualquer perfil.

Isso não significa que é possível aplicar o seu dinheiro sem pensar. Afinal, toda decisão precisa ser bem analisada para aumentar a chance de ganhos e acertos. De toda forma, os dados comprovam que a escolha pelos FIIs está sendo feita por muitas pessoas.

Segundo levantamento feito pela XP, o total de investidores que optam por esse produto financeiro aumentou 950%. Isso significa que quase 2 milhões de pessoas estavam alocando seu capital nessa modalidade em 2022.

Você também pensa em fazer parte dessa estatística? Saiba mais sobre os fundos de investimento imobiliário, entenda como funciona e veja se vale a pena investir. É só continuar lendo!

O que são fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são fundos de investimentos voltados para a alocação do patrimônio em imóveis ou títulos relacionados a eles. Eles reúnem um grande número de investidores, também chamados cotistas, e todo o capital é gerenciado por um gestor especializado.

Assim, propriedades podem ser adquiridas para locação, venda ou arrendamento. Ou há o financiamento de obras por meio dos papéis emitidos. De toda forma, os ganhos são distribuídos entre os participantes do FII, de maneira proporcional.

Toda a decisão dos gestores é feita de acordo com políticas e objetivos previamente determinados. Isso faz com que o potencial cotista tenha acesso a essas informações antes mesmo de alocar seu capital. Por isso, pode fazer uma análise condizente com o seu perfil de investidor.

A partir dos resultados obtidos, há a valorização ou desvalorização das cotas, que são frações do FII. Portanto, quanto maior for o número de unidades na sua carteira de investimentos, maior é a proporção recebida no momento de dividir os proventos pagos.

Por outro lado, não existe nenhum direito real sobre os imóveis que compõem o portfólio do fundo. Da mesma forma, o investidor não precisa responder por obrigações relacionadas a esses empreendimentos.

Quais são os tipos de fundos imobiliários?

Os tipos de fundos imobiliários são definidos pela composição do patrimônio. Entenda.

Fundos de papel

Também chamados fundos de recebíveis, têm um patrimônio formado por títulos do mercado imobiliário. Por isso, abrange:

Essa categoria tende a sofrer menos oscilação, porque a alocação do capital é feita em ativos da renda fixa atrelados ao mercado imobiliário. Além disso, os ganhos são derivados da remuneração da dívida dos imóveis com os credores.

Com essa informação, já é possível considerar os prós e contras do fundo imobiliário de papel. Os pontos positivos são a liquidez, a diversificação da carteira e o baixo risco. Por sua vez, o negativo é a baixa capacidade de crescimento patrimonial.

Fundos de tijolo

Também conhecidos como fundos de renda, investem em ativos físicos. Ou seja, imóveis de verdade. Aqui, o ganho é derivado do aluguel ou da venda desses bens.

O patrimônio dos fundos de tijolo pode ser formado por um ou mais empreendimentos imobiliários. Além disso, esses imóveis podem ser de uma ou mais categoria. Entre as opções estão:

Esse tipo de fundo tende a sofrer com a vacância nos períodos de crise do mercado imobiliário. Porém, traz resultados bastante positivos quando o ciclo do setor está em alta.

Fundos híbridos

São fundos que misturam títulos e imóveis físicos. Essa estratégia está previamente definida e pode indicar um percentual maior da composição de patrimônio em papéis ou em bens.

Como funcionam os Fundos Imobiliários – FIIs?

Os fundos imobiliários funcionam como condomínios. Existe um gestor especializado (síndico) que aloca o capital dos cotistas. Os investidores adquirem frações do patrimônio do FII (apartamentos) e podem ter várias cotas. Em troca, recebem os proventos de forma proporcional.

Apesar dessa explicação ser simples, existem outros fatores que influenciam a dinâmica desse produto financeiro. Veja o que conhecer para entender mais.

Portfólio

É a carteira do fundo de investimento imobiliário. Pode ser formado por vários empreendimentos do setor ou títulos emitidos para financiar atividades desse mercado. O nível de risco e o potencial de rentabilidade desse portfólio serão determinados pela seleção dos ativos.

Ticker

Representa o código do FII na bolsa de valores. Os tickers são usados para as ações, mas também servem para esse produto financeiro. Ele tem 4 letras maiúsculas e o número 11. Por exemplo, NSLU11. Caso ele tenha a letra após o número 11, indica que está listado no mercado de balcão organizado da B3.

Fundos imobiliários são renda fixa ou variável?

Os fundos imobiliários integram a renda variável. Muita gente acredita que eles são da renda fixa por fazerem a distribuição de rendimentos mensais. No entanto, existem duas principais características para que a categoria seja outra::

  • ausência de garantia de manutenção dos rendimentos com o passar do tempo. Isso ocorre, por exemplo, devido à vacância de um imóvel;
  • oscilação das cotas na bolsa de valores. A volatilidade ocorre devido à gestão da carteira ou às condições de mercado. Portanto, não existe certeza de retorno.

Essa questão da incerteza de rentabilidade é, inclusive, a principal diferença entre renda fixa e variável. Ainda assim, é importante destacar que os fundos imobiliários têm algumas vantagens para quem é conservador.

A gestão especializada é um deles. Assim, o investidor que preza a segurança pode analisar os dados do FII e tomar uma decisão mais acertada. De toda forma, é importante relembrar que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Portanto, é preciso fazer uma boa avaliação e pensar se vale a pena saber como investir no mercado imobiliário sem comprar um imóvel. Aqui, não existe resposta única, porque tudo depende do contexto em que você se insere. Ainda assim, a oportunidade de fazer a diversificação da carteira é um ponto positivo.

Quais são as vantagens e desvantagens dos fundos imobiliários?

As vantagens e desvantagens dos fundos imobiliários são:

Vantagens:

  • Gestão de um profissional especializado, que tomará as decisões de investimento.
  • Possibilidade de investir valores mais baixos, até mesmo menos de R$ 100.
  • Investimento fracionável, o que permite vender somente uma parte das cotas, caso você precise resgatar o dinheiro.
  • Sem necessidade de pagar alguns impostos do mercado imobiliário, escrituras e certidões.
  • Sem responsabilidade de fazer a manutenção, o reparo e a conservação dos imóveis.
  • Diluição dos custos de administração entre todos os cotistas.
  • Possibilidade de rendimento mensal.
  • Pagamento de impostos reduzido, porque os dividendos são isentos.

Desvantagens:

  • Impossibilidade de interferir nas decisões do gestor e escolher os ativos.
  • Dificuldade de conhecer os imóveis.
  • Impossibilidade de usar o imóvel como garantia.
  • Tributação no ganho de capital.
  • Oscilação patrimonial.
  • Não ter o controle da propriedade de forma direta.

Como funcionam as cotas dos fundos de investimento imobiliário?

As cotas são partes do patrimônio do fundo. Quando o investidor aplica seu capital, ele compra uma quantidade de cotas. A partir dessa proporção, é feita a distribuição dos rendimentos.

Apesar de as cotas mais populares serem negociadas na B3, nem todos são listados no pregão. Isso porque existe o mercado secundário, que implica a negociação entre investidores. Nesse ambiente, a liquidez tende a ser menor.

Qual o valor mínimo para investir nos fundos imobiliários?

Não existe um valor mínimo para investir nos fundos imobiliários. Isso porque o que determina a quantia a ser alocada é o preço de uma cota. De toda forma, é possível encontrar opções de FIIs baratos por menos de R$ 100, o que faz esse produto financeiro ser bastante acessível.

O ideal é verificar diretamente na corretora de valores quais são as opções de fundos imobiliários disponíveis. A partir disso, você sabe qual é o valor de cada cota e pode investir naquele FII mais adequado ao seu orçamento.

Qual o rendimento de um fundo de investimento imobiliário?

O rendimento dos fundos imobiliários depende dos resultados obtidos pelo gestor, a partir da política adotada. Eles podem sofrer mais volatilidade — quando a alocação de capital é voltada para imóveis físicos — ou menos oscilação — nos casos em que o investimento é feito em papéis do mercado. De toda forma, há a distribuição de dividendos, assegurada por lei.

Segundo a legislação, a distribuição deve ser de 95% do resultado financeiro líquido acumulado. Essa obrigação deve ser cumprida uma vez a cada semestre, pelo menos.

No entanto, o volume de rendimentos varia conforme a política de investimento adotada. Nesse sentido, os ganhos podem vir de:

  • aluguel de imóveis;
  • incorporação;
  • venda de direitos reais;
  • juros de títulos ou valores mobiliários.

A análise dos fundos de investimento imobiliários mais rentáveis deve considerar alguns fatores. O principal é o dividend yield (DY), um indicador que representa o total pago pelo FII por cota dividido pela cotação do papel.

Fundos imobiliários têm dividendos mensais?

Os FIIs podem ter dividendos mensais, mas essa não é uma obrigação. A Lei 9.779/1999 apenas determina que 95% do lucro líquido deve ser distribuído para os cotistas, pelo menos, a cada 6 meses. Apesar disso, na prática, o mais frequente é que o pagamento desses proventos ocorra a cada 30 dias.

Isso é positivo, porque os dividendos são isentos de IR. Dessa forma, você não tem perdas nesse processo e ainda pode reinvestir a quantia para aumentar a sua rentabilidade a longo prazo.

Como funciona a amortização dos FIIs?

Em alguns casos, amortizações podem acontecer no FII. Elas são um pagamento que representa a devolução do dinheiro alocado pelo investidor. Por exemplo, isso ocorre quando um dos imóveis é vendido pelo fundo, mas o dinheiro não será reinvestido.

Também acontece na liquidação do fundo. Como todo FII é fechado, os investidores não podem solicitar o resgate das cotas. Porém, a maioria tem um prazo de duração. Quando ele termina, o dinheiro é devolvido aos investidores.

Esse processo funciona como uma transferência de patrimônio. Por não ser um aumento de capital, as regras tributárias são diferentes e sofrem a incidência de uma alíquota de 20% sobre o ganho obtido por cota.

Afinal, o dinheiro deixa de estar na aplicação financeira e segue para o saldo da conta-corrente. Assim, essa quantia não representa lucro, por isso, não conta com a isenção do IR.

Para fins tributários, a amortização é considerada um ganho de capital. A regra é seguida nos casos em que o pagamento é feito de forma parcial ou anual, e também quando o fundo é liquidado e vendido por um valor mais alto que o do imóvel.

Em qualquer situação, o recolhimento do valor referente à alíquota é feito pelo administrador do fundo. A responsabilidade do investidor é declarar esse dado no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Quais as taxas, os custos e as tributações dos FIIs?

As taxas, os custos e as tributações dos FIIs se referem à administração e gestão do fundo, performance, corretagem e Imposto de Renda. Os valores podem variar. Especialmente, a alíquota do IR, já que parte do rendimento é isenta e o restante sofre aplicação de impostos.

Em relação à tributação, o rendimento é isento de IR se cumprir os seguintes critérios:

  • o investidor tem menos de 10% das cotas do FII;
  • o fundo tiver menos de 50 investidores;
  • as cotas forem negociadas na bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado de maneira exclusiva.

Quando o ganho de capital é alcançado pela valorização das cotas, a alíquota é de 20%. O recolhimento do tributo deve ser feito pelo próprio investidor. Para isso, é preciso emitir uma guia do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) diretamente do site da Receita Federal.

Esse procedimento precisa ser feito até o último dia útil do mês seguinte à obtenção de lucro. Por exemplo, se os ganhos foram em março de 2023, a DARF deve ser emitida e paga até o dia 28 de abril, já que dia 30 cai em um domingo.

Por sua vez, as taxas mudam conforme o fundo e a corretora de valores. Isso exige que você tenha atenção a esses detalhes antes de comprar as cotas de um fundo.

Vale a pena destacar, ainda, que a taxa de corretagem e os emolumentos incidem sobre na negociação das cotas. Também verifique se a corretora faz a cobrança da custódia. Esses são os principais custos sobre os investimentos, que podem diminuir a sua rentabilidade.

Qual o principal índice dos fundos imobiliários?

O principal índice dos fundos imobiliários é o IFIX. Ele é formado por cotas dos FIIs negociados na bolsa de valores e no mercado de balcão organizado.

Assim, o indicador reflete as variações dos preços desses produtos financeiros e a distribuição dos rendimentos aos investidores.

Para garantir que esteja atualizado, o IFIX é revisado a cada 4 meses. Assim, um fundo pode ser incluído ou retirado de sua composição.

Para ser acrescentado, é preciso que o fundo de investimento imobiliário (FII) tenha sido negociado em 60% dos pregões da bolsa de valores durante a vigência das 3 carteiras anteriores.

De maneira mais técnica, o IFIX representa uma carteira teórica. Por isso, ele demonstra como está o mercado dos FIIs na atualidade.

Essa métrica é um bom início para análise do desempenho do produto financeiro, já que, a partir do resultado do índice, você percebe a rentabilidade acumulada pelos principais fundos do mercado.

Qual o papel do gestor do fundo imobiliário?

O papel do gestor do fundo imobiliário é decidir como a alocação do capital será feita. Assim, ele tem a responsabilidade de gerenciar o dinheiro dos investidores, considerando a política e a estratégia do FII.

Ainda existem outras atribuições, como a seleção e o relacionamento com os intermediários necessários para executar as operações e a divisão do patrimônio em cotas.

Para tomar a sua decisão de alocação, o gestor também avalia o nível de risco, a perspectiva de retorno e a liquidez por ativo. Por isso, vale a pena verificar o histórico de rentabilidade, a fim de saber se os resultados obtidos foram positivos.

Qual é o melhor: fundos imobiliários ou ações?

A decisão sobre qual é melhor, entre fundos imobiliários ou ações, deve partir de uma análise individual. No entanto, os FIIs tendem a apresentar dividendos mais elevados. Isso porque existe a obrigatoriedade de distribuir 95% do lucro a cada 6 meses. Enquanto isso, as ações precisam repassar somente 25% dos ganhos anualmente.

Além disso, os fundos de investimento imobiliário tendem a distribuir dividendos mensalmente. Por outro lado, as ações apresentam um potencial de valorização maior.

De qualquer modo, a verdade é que se torna difícil comparar esses dois produtos financeiros, porque eles apresentam diferenças significativas. Portanto, é preciso avaliar as características e ver o que faz mais sentido para a formação da sua carteira de investimentos.

Comprar um imóvel ou investir em FIIs?

Se existe a dúvida entre investir em FIIs ou comprar imóveis, é importante analisar o seu caso e considerar vários fatores. De modo geral, os fundos de investimento imobiliário são melhores se:

  • tem um orçamento limitado para investir;
  • tem pouco tempo para administrar uma carteira de imóveis de forma direta;
  • é apto a analisar e escolher bons imóveis físicos para investir;
  • deseja alocar seu dinheiro em outros ativos, além dos imóveis físicos.

Por outro lado, a compra de imóveis físicos é indicada para quem:

  • prefere ter uma propriedade;
  • quer ter uma renda passiva proveniente de aluguéis e não se importa de lidar com inquilinos;
  • não quer lidar com o ambiente da bolsa de valores;
  • acredita que existem oportunidades que vão além dos FIIs.

Além dessas dicas, vale a pena usar um simulador que permita comparar a compra de imóveis físicos com os fundos imobiliários.

Assim, você descobrirá a melhor opção preenchendo os campos, como prazo do investimento e valores do imóvel e médio de aluguel para o bem que deseja adquirir.

Avalie se é melhor comprar um imóvel ou investir em um fundo imobiliário no nosso simulador de investimentos!

Por que escolher os fundos imobiliários?

Existem vários fatores que justificam a decisão de investir nos fundos imobiliários.

Aproveitar a valorização constante dos imóveis

Os imóveis são ativos mais estáveis que as ações e outros produtos de renda variável, valorizando-se de forma contínua. Além disso, os resultados recentes mostram o setor à frente da renda fixa.

Ganhos médios dos imóveis entre 2012 e 2022, segundo a ABRAINC

  • imóvel (aluguel + aumento de valor de mercado) — 12,2% a.a;
  • CDB — 8,6% a.a.;
  • poupança — 5,8% a.a;
  • inflação — 6,6% a.a.

Os FIIs podem ser usados para proteção do patrimônio, isto é, hedge. Assim, em vez de conhecer os riscos envolvidos na compra de imóveis, você tem a chance de ganhar com as transações valorizadas de bens físicos.

Geralmente, os imóveis competem com os títulos de renda fixa por investidores que desejam proteger o patrimônio. Por isso, são uma boa alternativa para diversificação.

Aproveitar as vantagens competitivas dos fundos de investimento

Os fundos imobiliários não operam nas mesmas condições do investidor comum. Há uma série de vantagens competitivas, que possibilitam resultados muitos mais expressivos que a compra de imóveis por pessoas físicas.

Os FIIs costumam participar de grandes projetos, desde a construção. Por exemplo, enquanto o investidor comum terá de pagar o valor de mercado para comprar uma sala comercial, o fundo imobiliário constrói um prédio, minimizando a despesa com cada unidade.

Outra vantagem é que a captação de recursos no mercado é mais barata que os financiamentos. O fundo pagará os juros aos investidores conforme os resultados obtidos, enquanto o investidor que recorre ao crédito tem despesas com o banco.

Esse capital expressivo à disposição dos gestores dos fundos de investimento possibilita a participação nos imóveis mais bem localizados e nos melhores modelos de negócio. As chances de obter resultados acima da média são elevadas.

Obter uma rentabilidade mais expressiva

Um exemplo dos resultados positivos dos fundos imobiliários é o IFIX. Nos últimos cinco anos, o índice dos fundos imobiliários superou o Ibovespa, que é o principal índice de ações brasileiras.

IFIX x Ibovespa entre 19 de fevereiro de 2019 e 20 de fevereiro de 2024:

  • IFIX — 39,1%
  • Ibovespa — 32,72%.

Os índices refletem as médias ponderadas do mercado. Como resultado, podemos dizer que os resultados médios do setor de fundos imobiliários foram superiores aos das principais ações.

Ademais, por ser uma média, haverá FIIs com ganhos ainda maiores. Para ter uma ideia, em 2022, os fundos do IFIX que apresentaram as maiores altas tiveram um crescimento entre 16,23% e 26,08%. Vale lembrar que o ano foi de dificuldades para muitos produtos financeiros. Então, o crescimento do índice demonstra a resiliência dos FIIs.

Conquistar as oportunidades com ganhos mais expressivos dependerá da expertise do investidor em selecionar os melhores fundos imobiliários. Por isso, antes de começar nesse setor, um passo importante é procurar uma assessoria de investimentos, recebendo o apoio técnico para tomar as suas decisões.

Como escolher o fundo imobiliário para começar a investir?

A escolha do investimento em fundos imobiliários deve passar por uma avaliação criteriosa dos produtos disponíveis no mercado.

Entenda o modelo de negócios

O ponto de partida é entender o empreendimento. É preciso saber em quais projetos os recursos serão alocados, considerando os riscos e ganhos potenciais.

De certa forma, é como se você fosse investir em uma empresa. Além da sustentabilidade financeira, o investidor deve ponderar se o modelo de negócios faz sentido. Por exemplo, será que adquirir as salas comerciais propostas para locação será lucrativo? Um prédio de apartamentos residenciais terá compradores na região em que serão construídos?

Conheça o local do empreendimento

Para entender o negócio, é importante levantar informações sobre o local dos empreendimentos para uma avaliação minuciosa. Por exemplo, se o fundo imobiliário pretende construir um shopping center, é importante conhecer a localidade, pesquisar o perfil da população local, a demanda por imóveis na região etc.

Considere o tempo necessário para resgatar os valores

Os recursos podem ficar alocados por longos períodos nos fundos imobiliários. Mesmo um empreendimento bem-sucedido pode demorar para atingir um equilíbrio financeiro e gerar lucro para remunerar os investidores.

Ao considerar um FII, avalie o custo de oportunidade. A renda fixa é uma boa base para essa comparação, pensando se o potencial do fundo imobiliário é superior ao desempenho dos títulos com pagamentos recorrentes e seguros.

Verifique quem são os gestores responsáveis

A gestão do fundo terá papel decisivo. Procure fundos ligados a gestoras com credibilidade no mercado, especialmente que tenham histórico de sucesso em operações similares. O fundo imobiliário dependerá bastante do sucesso do negócio, porque pertence à renda variável.

Uma alternativa interessante são os fundos de fundos. Essa categoria contém FIIs especializados em identificar fundos imobiliários com grande potencial, considerando o modelo de negócios, riscos, gestão, entre outros fatores.

Observe a diversificação do fundo imobiliário

Os fundos imobiliários podem se concentrar em poucos projetos ou distribuir os recursos em diferentes ativos. Assim, no momento de adquirir uma cota, essa característica deve ser considerada pelo investidor.

Se o modelo de negócio for muito concentrado, a tendência é o investimento ser mais volátil. Afinal, as oscilações em poucos projetos impactam a carteira do fundo como um todo, produzindo altos e baixos.

Caso você se interesse por um fundo com esse fator de risco, pode ser interessante buscar  ativos com características diferentes para complementar a estratégia. Por exemplo, junto à cota do fundo de investimento, o investidor pode buscar títulos de renda fixa com ganhos mais previsíveis.

Uma assessoria de investimentos pode ajudar no desenho da estratégia ideal. Com o auxílio de profissionais, você pode chegar a uma carteira diversificada. A diversificação permite que você explore melhor os fundos imobiliários, balanceando o investimento com outros ativos.

Afinal, como investir em fundos imobiliários?

Para investir em fundos imobiliários, siga as dicas abaixo:

  • abra uma conta em uma corretora confiável, que tenha experiência no mercado. Você precisará preencher seu cadastro e fazer o teste de suitability para saber qual é seu perfil de investidor;
  • transfira dinheiro para a conta da corretora;
  • selecione os fundos imobiliários no home broker;
  • faça a ordem de compra, inserindo o código do FII, o total de cotas que pretende comprar e a quantia.

A partir disso, a ordem será executada e, tendo alguém com interesse em vender as cotas pelo preço indicado, você adquire as cotas.

Como declarar os FIIs no Imposto de Renda?

Para declarar os FIIs no Imposto de Renda, execute os seguintes passos:

  • abra a ficha “Bens e Direitos”;
  • escolha o grupo “07 — Fundos”;
  • selecione o código “03 — Fundos Imobiliários (FIIs)”;
  • insira a quantidade de cotas, o CNPJ e o nome da administradora do fundo, e os seus dados como titular no campo “Discriminação”;
  • digite os valores relativos às cotas no ano-exercício atual e o anterior nos campos “Situação em 31/12”.

É importante destacar que os dados devem estar condizentes com o Informe de Rendimentos disponibilizado pela gestora do fundo.

Por sua vez, para declarar os dividendos de fundos de investimento imobiliário, faça o seguinte:

  • acesse a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”;
  • escolha o código “26 – Outros”;
  • indique o valor dos dividendos recebidos ao longo do ano, inserindo as mesmas informações no campo “Discriminação”.

Ainda é preciso declarar os ganhos de capital. Nesse caso, o passo a passo é este:

  • entre na ficha “Renda Variável”;
  • informe os ganhos obtidos com a negociação das cotas, inserindo os dados no campo “Discriminação”;
  • acesse a aba “Operações Fundos de Investimento Imobiliário”;
  • insira os lucros, os prejuízos e os impostos mensais.

Nesse último caso, é bom reforçar que é preciso fazer o recolhimento do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF). O código para esse procedimento é 6015.

Conte com uma assessoria de investimentos!

Com todas essas informações, você já pode decidir se deseja investir em fundos imobiliários e começar a formar seu patrimônio com a ajuda desse produto financeiro. Agora, se você ainda tem dúvidas ou não sabe quais são os melhores FIIs a escolher, o ideal é contar com uma assessoria especializada em investimento.

A InvestSmart é parceira da XP e oferece um atendimento personalizado para entender as suas demandas e encontrar as melhores soluções.

Assim, você tomará a decisão certa e poderá investir nos melhores FIIs do momento. Isso ajudará a ter uma carteira diversificada e capaz de aumentar os resultados alcançados.

Então, que tal começar agora mesmo? Baixe gratuitamente o ebook “Como investir em fundos imobiliários para ter renda mensal” e acesse um guia completo para explorar o potencial desses ativos!

Resumindo

O que são fundos imobiliários e como funciona?

Fundos imobiliários são instrumentos para investimento coletivo que aplicam seus recursos em compra, venda, aluguel e títulos do setor. Assim, pertencem à renda variável, remunerando os investidores conforme o desempenho da operação.

O que é melhor comprar imóvel ou investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários possibilitam a renda passiva. Quem investe não precisa atuar na operação, destinando os recursos para o empreendimento coletivo e recebendo conforme os resultados obtidos pelos gestores. Assim, é uma forma mais simples e efetiva de investir no mercado de imóveis.

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.