XP eleva projeção para o PIB do Brasil e reduz estimativa de inflação em 2026
A XP Investimentos revisou para cima sua projeção de crescimento do PIB do Brasil em 2026, de 1,7% para 2,0%, sustentada por um mercado de trabalho forte e maiores transferências de renda.
Imagem: Shutterstock
A XP Investimentos elevou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 e reduziu a estimativa para a inflação, segundo relatório macroeconômico mensal divulgado nesta semana. A revisão reflete a avaliação de que, apesar da perda de fôlego da atividade econômica, o cenário de curto prazo segue favorável, sustentado principalmente por um mercado de trabalho resiliente e pelo aumento das transferências de renda do governo às famílias.
De acordo com a instituição financeira, a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 passou de 1,7% para 2,0%. Ao mesmo tempo, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano foi reduzida de 4,0% para 3,8%, em um contexto de inflação mais benigna do que o esperado anteriormente.
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A XP Investimentos elevou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 e reduziu a estimativa para a inflação, segundo relatório macroeconômico mensal divulgado nesta semana. A revisão reflete a avaliação de que, apesar da perda de fôlego da atividade econômica, o cenário de curto prazo segue favorável, sustentado principalmente por um mercado de trabalho resiliente e pelo aumento das transferências de renda do governo às famílias.
De acordo com a instituição financeira, a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 passou de 1,7% para 2,0%. Ao mesmo tempo, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano foi reduzida de 4,0% para 3,8%, em um contexto de inflação mais benigna do que o esperado anteriormente.
XP eleva projeção para o PIB do Brasil diante de mercado de trabalho forte
Segundo a XP, embora indicadores recentes apontem para uma desaceleração gradual da atividade econômica, o nível de crescimento segue sólido. O principal fator de sustentação continua sendo o mercado de trabalho, que permanece aquecido, com baixo desemprego e crescimento da renda, favorecendo o consumo das famílias.
Além disso, o relatório destaca o papel das transferências de renda do governo, que seguem em patamar elevado e contribuem para manter a demanda doméstica aquecida. Esse conjunto de fatores levou a XP a revisar para cima a expectativa de crescimento econômico em 2026, mesmo em um ambiente de juros ainda restritivos.
Para 2027, no entanto, a instituição adota uma postura mais cautelosa. A projeção de crescimento do PIB foi fixada em 1,2%, refletindo a expectativa de menor impulso fiscal e parafiscal nos próximos anos. A XP avalia que a redução desses estímulos deve limitar o ritmo de expansão da economia no médio prazo.
Inflação mais baixa permite revisão do IPCA
Mesmo com a revisão para cima do crescimento econômico, a XP reduziu sua projeção para a inflação. Segundo o relatório, as leituras recentes do IPCA têm sido favorecidas por uma combinação de fatores positivos do lado da oferta.
Entre os principais pontos citados estão a valorização do real frente ao dólar, a oferta robusta de alimentos no mercado doméstico e a entrada de bens industrializados mais baratos importados da China. Esses elementos ajudaram a conter a pressão sobre os preços ao consumidor, permitindo a revisão da estimativa de inflação para 2026.
Apesar disso, a XP alerta que esse cenário pode não se manter no médio prazo. A instituição avalia que o estímulo fiscal em 2026 pode levar a uma reaceleração inflacionária em 2027, à medida que os efeitos positivos de oferta se dissipem.
Política fiscal cumpre metas, mas dívida segue em alta
No campo fiscal, a avaliação da XP é de que não houve mudanças relevantes no cenário recente. As receitas públicas continuam crescendo de forma expressiva, o que tem financiado a expansão das despesas. Com isso, o governo deve cumprir as metas fiscais em 2026 sem grande esforço.
No entanto, a instituição ressalta que esse cumprimento diz pouco sobre a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. A relação dívida/PIB deve seguir em trajetória ascendente, mantendo as preocupações em relação ao equilíbrio fiscal do país.
As despesas parafiscais também seguem em alta, movimento considerado esperado em um ano eleitoral. Ainda assim, a XP avalia que a execução fiscal em 2026 não deve gerar volatilidade relevante nos mercados financeiros no curto prazo.
Reformas fiscais ganham importância no próximo mandato
O relatório destaca que reformas fiscais, especialmente pelo lado das despesas, serão determinantes para o desempenho econômico brasileiro no próximo mandato presidencial, entre 2027 e 2030. Segundo a XP, ainda há pouca visibilidade sobre os candidatos e menos clareza sobre o compromisso do futuro governo com uma agenda de ajuste fiscal.
Essa incerteza aumenta os riscos para o crescimento econômico no médio prazo e pode afetar a condução da política monetária nos próximos anos.
Selic: cortes previstos, mas com espaço limitado
No cenário monetário, a XP mantém a expectativa de início do ciclo de cortes da taxa Selic. A projeção é de reduções de 0,50 ponto percentual a partir de março e nas reuniões subsequentes, até que a taxa básica de juros atinja 12,50%.
A partir desse nível, a instituição avalia que será necessário um cenário mais claro e favorável para permitir reduções adicionais em 2027, especialmente diante dos riscos fiscais e inflacionários projetados.
Câmbio se valoriza, mas riscos permanecem no radar
No ambiente externo, a XP observa que os ruídos geopolíticos gerados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm levado investidores a aumentar a exposição a ativos de mercados emergentes. Nesse contexto, o real acumula valorização de cerca de 4% no ano.
Apesar disso, a instituição avalia que incertezas políticas e fiscais internas tendem a pressionar a moeda brasileira mais adiante. A XP manteve suas projeções de câmbio em R$ 5,60 por dólar ao final de 2026 e R$ 5,80 ao final de 2027.
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