IPCA+10,98%: confira os títulos de renda fixa recomendados pela XP para maio

A XP Investimentos divulgou sua carteira recomendada de renda fixa para maio, destacando uma estratégia conservadora diante de juros ainda elevados.

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04 de maio, 2026 às 18:00
Mesa de madeira com diversas notas de Real (5, 10, 50 e 100) e moedas espalhadas ao redor de uma placa de acrílico transparente com a inscrição "RENDA FIXA %". Imagem gerada por IA

A carteira de renda fixa com retorno de até IPCA+10,98%, recomendada pela XP Investimentos para maio, chama atenção dos investidores em meio a um cenário ainda desafiador. A estratégia da casa combina cautela e busca por rendimento, priorizando ativos mais seguros, mas sem deixar de lado oportunidades com prêmios elevados, especialmente em crédito privado e títulos atrelados à inflação.

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A recomendação da XP foi divulgada após a decisão do Comitê de Política Monetária, que reduziu a taxa Selic para 14,50% ao ano no fim de abril. Mesmo com o início do ciclo de cortes, os juros seguem em patamar elevado, o que mantém o chamado “carrego” atrativo no curto prazo.

Diante disso, a carteira sugerida para maio adota um posicionamento defensivo. O foco está em ativos pós-fixados, que acompanham a taxa básica de juros e oferecem menor volatilidade. Ao mesmo tempo, a XP também inclui papéis prefixados e atrelados ao IPCA para capturar ganhos em diferentes cenários econômicos.

Esse movimento reflete uma leitura cautelosa do ambiente macroeconômico, ainda marcado por incertezas. Fatores externos, como o preço do petróleo e tensões geopolíticas, continuam pressionando a inflação e influenciando as decisões de investimento.

IPCA+10,98%: diversificação marca carteira recomendada

A carteira com potencial de retorno de até IPCA+10,98% é composta por uma combinação de títulos públicos e privados, com diferentes indexadores e prazos. A proposta é equilibrar segurança, liquidez e rentabilidade.

Entre os principais destaques:

Ativo / EmissorVencimentoIndexadorDuration (anos)TickerTaxa IndicativaIsento de IR?Taxa Gross-Up
LFT01/03/2029% SelicSelic + 0,0%NãoSelic + 0,0%
CDB BMG26/04/2029IPCA+3,0IPCA + 8,41%NãoIPCA + 8,41%
LCA Banco Original05/04/2029% CDI3,091% CDISim104,25% CDI
CDB Banco C626/04/2030Prefixado4,014,35%Não14,35%
NTN-B15/08/2030IPCA+3,8IPCA + 7,25%NãoIPCA + 7,25%
NTN-F01/01/2031Prefixado3,713,12%Não13,12%
CRA Marfrig15/03/2034IPCA+5,4CRA024002MLIPCA + 9,40%SimIPCA + 10,98%
NTN-B Principal15/05/2035IPCA+9,0IPCA + 6,74%NãoIPCA + 6,74%
Debênture Isa Energia (CTEEP)15/10/2036IPCA+9,7TRPLA7IPCA + 6,65%SimIPCA + 7,88%

Crédito privado exige cautela, apesar dos retornos elevados

Mesmo com o apelo de taxas mais altas, a XP reforça que o investimento em crédito privado exige atenção redobrada. O cenário de juros elevados por mais tempo aumenta o custo de financiamento das empresas, o que pode elevar o risco de inadimplência.

Por isso, a recomendação é adotar limites claros na carteira. A exposição a um único emissor deve ficar em até 5%, enquanto a participação total de crédito privado não deve ultrapassar 20% do portfólio.

Além disso, a escolha dos ativos deve priorizar empresas com fundamentos sólidos, boa geração de caixa e histórico consistente. Essa seletividade é vista como essencial para reduzir riscos em um ambiente ainda incerto.

Cenário macroeconômico segue no radar do investidor

A estratégia da carteira com foco em IPCA+10,98% também reflete preocupações com a inflação. Apesar do início do ciclo de queda da Selic, os preços ainda sofrem influência de fatores externos, como commodities e conflitos geopolíticos.

Esse contexto reforça a importância de incluir ativos indexados ao IPCA, que funcionam como proteção contra a corrosão do poder de compra. Ao mesmo tempo, os títulos pós-fixados continuam atrativos no curto prazo, aproveitando o nível elevado dos juros.

Para o investidor, o momento exige equilíbrio. A diversificação entre diferentes tipos de ativos permite capturar oportunidades sem abrir mão da segurança.