Tesouro Direto abre 2026 com queda forte; oportunidade ou alerta?

As taxas do Tesouro Direto caíram forte na abertura de 2026. Entenda o que mudou e quais títulos pagam menos

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Última atualização:  02 de jan, 2026 às 12:45
taxas do tesouro em baixa 2026 Imagem: Shutterstock

As taxas do Tesouro Direto iniciaram 2026 em queda acentuada na primeira atualização do ano, movimento que reacendeu a discussão entre investidores sobre se ainda há oportunidade nos títulos públicos após o ajuste dos preços. O recuo ocorreu em um pregão de liquidez reduzida, típico do início de janeiro, mas foi suficiente para derrubar os juros por toda a curva.

Na comparação com o último pregão de 2025, os títulos prefixados registraram quedas relevantes. O Tesouro Prefixado 2028 passou de 13,15% para 13,04% ao ano, enquanto o Prefixado 2032 recuou de 13,74% para 13,60%. Já os títulos atrelados à inflação também passaram a pagar menos prêmio real, afastando ainda mais as taxas do patamar próximo de 8% visto em momentos de maior estresse.

IPCA+ recua e prêmio real fica abaixo de 7% em alguns vencimentos

Entre os papéis indexados ao IPCA, o Tesouro IPCA+ 2029 caiu de 7,78% para 7,72% no componente prefixado. No longo prazo, o IPCA+ 2050 recuou de 7,00% para 6,93% ao ano, enquanto o título com juros semestrais e vencimento em 2035 passou de 7,35% para 7,30%.

O movimento passa a leitura de que o mercado começa 2026 precificando um cenário mais benigno para os juros, o que reduz o prêmio exigido para carregar títulos longos. Para o investidor, isso significa que os preços dos papéis já subiram, enquanto as taxas passaram a pagar menos.

Resumo das principais taxas do Tesouro Direto

  • Tesouro Prefixado 2028: 13,04%
  • Tesouro Prefixado 2032: 13,60%
  • Tesouro IPCA+ 2029: IPCA + 7,72%
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,93%
  • Tesouro Selic 2028: Selic + 0,0487%,

Tesouro Direto: queda das taxas é oportunidade ou alerta?

Para o investidor, a abertura de 2026 traz uma mensagem clara: os títulos do Tesouro Direto já começaram a reprecificar o cenário à frente. Prefixados e IPCA+ passaram a oferecer taxas menores, o que favorece quem já estava posicionado, mas exige mais cautela de quem entra agora.

Historicamente, movimentos como esse indicam que o mercado se antecipa às expectativas de queda dos juros, ajustando preços antes das decisões formais de política monetária. Isso reduz o prêmio disponível, mas também sinaliza que o debate deixa de ser apenas “quanto rende” e passa a ser qual o papel de cada título na carteira.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.