Super Quarta: mercado acompanha Selic, Fed e prévia do PIB brasileiro hoje (17)

Copom e Fed decidem juros em dia decisivo para mercados globais.

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Última atualização:  17 de jun, 2026 às 09:25
Edifício-sede do Banco Central em Brasília, local onde o Copom define a taxa básica de juros da economia. Foto: Leandro Fonseca/Exame

A chamada Super Quarta desta semana coloca os mercados financeiros em atenção redobrada. Nesta quarta-feira (17), Banco Central do Brasil e Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, divulgam suas decisões de política monetária, enquanto uma série de indicadores econômicos ajuda a compor o cenário para investidores, empresas e consumidores.

No Brasil, a expectativa predominante é de um novo corte na taxa Selic. Já nos Estados Unidos, o mercado projeta manutenção dos juros, mas acompanha com atenção os sinais sobre os próximos passos da política monetária da maior economia do mundo.

A combinação dos dois eventos costuma aumentar a volatilidade dos mercados e influenciar ativos como ações, câmbio, juros futuros e títulos públicos.

Copom deve definir rumo da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão no fim do dia. A expectativa de boa parte dos analistas é de uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 14,50% ao ano.

Caso o corte se confirme, a taxa básica passará para 14,25% ao ano. No entanto, o foco do mercado não está apenas no número final, mas também no comunicado que acompanhará a decisão.

Os investidores buscam indicações sobre o ritmo dos próximos movimentos do Banco Central e se o ciclo de flexibilização monetária continuará nas reuniões seguintes.

Entre os fatores observados pela autoridade monetária estão a inflação, o comportamento do câmbio, o cenário fiscal e a atividade econômica.

Fed também está no centro das atenções

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Embora a decisão já esteja amplamente precificada pelo mercado, investidores devem analisar cuidadosamente o comunicado do Fed e as declarações de seu presidente, Kevin Warsh.

O objetivo é identificar possíveis sinais sobre quando poderão ocorrer novos cortes de juros na economia americana.

Mudanças nas expectativas para os juros dos Estados Unidos costumam impactar mercados globais, incluindo o Brasil, influenciando o fluxo de capital estrangeiro e a cotação do dólar.

Indicadores econômicos também entram no radar

Além das decisões dos bancos centrais, a agenda desta quarta-feira reúne dados importantes para medir o ritmo da economia.

No Brasil, o destaque é a divulgação do IBC-Br, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de abril.

Nos Estados Unidos, o mercado acompanha números do varejo, estoques empresariais, setor imobiliário e estoques de petróleo.

Entre os principais indicadores do dia estão:

  • IBC-Br de abril no Brasil;
  • Fluxo cambial semanal;
  • Decisão do Copom sobre a Selic;
  • Vendas no varejo dos Estados Unidos;
  • Estoques empresariais americanos;
  • Dados do mercado imobiliário dos EUA;
  • Estoques semanais de petróleo;
  • Decisão de juros do Federal Reserve.

Petróleo e cenário internacional seguem no foco

O mercado também monitora os desdobramentos do cenário internacional após avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

A perspectiva de redução das tensões geopolíticas ajudou a aliviar os preços do petróleo nos últimos dias, fator que pode contribuir para reduzir pressões inflacionárias em diversos países.

Além disso, investidores acompanham discussões realizadas durante a cúpula do G7, na França, incluindo temas relacionados ao comércio internacional, energia e crescimento econômico.

O que muda para investidores

As decisões desta quarta-feira podem influenciar diferentes classes de ativos nos próximos meses.

Na renda fixa, eventuais cortes adicionais da Selic tendem a reduzir gradualmente a rentabilidade de aplicações pós-fixadas. Já títulos indexados à inflação continuam sendo observados por investidores que buscam proteção de longo prazo.

No mercado acionário, o comportamento das empresas dependerá não apenas do nível dos juros, mas também das perspectivas para a atividade econômica e os lucros corporativos.

Por isso, além da decisão do Copom e do Fed, o mercado deve analisar cuidadosamente os comunicados e projeções divulgados pelas autoridades monetárias.

A Super Quarta marca um dos momentos mais importantes do calendário econômico de junho e pode ajudar a definir as expectativas para os mercados no segundo semestre de 2026.

Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.