IPCA: inflação sobe 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26%

Do Uber à energia elétrica: por que o custo de vida apertou em dezembro.

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Última atualização:  09 de jan, 2026 às 09:57
IPCA dezembro conta de luz mais cara Foto: Arquivo / Agência Brasil

O IPCA, índice que mede a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,33% em dezembro, segundo dados divulgados pelo IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 2025 chegou a 4,26%, encerrando o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central.

Na prática, o resultado indica que os preços continuaram subindo no fim do ano, com impacto direto em itens do dia a dia como transporte, saúde, vestuário e combustíveis.

Inflação: o que ficou mais caro em dezembro?

Apesar de uma desaceleração em relação a dezembro do ano anterior, quase todos os grupos de consumo tiveram aumento de preços no mês. A única exceção foi Habitação, que apresentou queda.

Os principais destaques foram:

  • Transportes: alta de 0,74%, maior impacto do mês
  • Artigos de residência: avanço de 0,64%
  • Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,52%
  • Vestuário: aumento de 0,45%

Já o grupo Habitação recuou 0,33%, ajudando a conter uma aceleração maior do índice.

Transporte pesa mais no bolso

O grupo Transportes foi o que mais pressionou o IPCA em dezembro. A alta foi influenciada principalmente por:

  • Transporte por aplicativo, com forte aumento de preços
  • Passagens aéreas, que tiveram o maior impacto individual no índice do mês

Os combustíveis também voltaram a subir, após queda em novembro. O destaque ficou para o etanol, enquanto a gasolina teve alta moderada e o diesel apresentou recuo.

Setores onde os preços subiram mais

No acumulado do ano, o IPCA mostrou que a inflação foi concentrada em alguns grupos essenciais para as famílias:

  • Habitação: alta de 6,79%
  • Educação: avanço de 6,22%
  • Despesas pessoais: aumento de 5,87%
  • Saúde e cuidados pessoais: alta de 5,59%

Esses quatro grupos responderam por cerca de dois terços da inflação de 2025, evidenciando pressão sobre custos fixos e serviços.

Energia elétrica foi o principal vilão do ano

Entre todos os itens analisados, a energia elétrica residencial teve o maior impacto individual no IPCA de 2025, com alta superior a 12% no acumulado do ano.

O resultado refletiu reajustes tarifários, mudanças nas bandeiras tarifárias ao longo do ano e a incorporação de encargos ao sistema elétrico, o que afetou diretamente as contas de luz das famílias.

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IPCA dentro da meta do Banco Central

Com o resultado de 4,26%, o IPCA fechou dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, que é de 3%, com margem de até 4,5%. Foi a primeira vez desde 2019 que a inflação acumulada em 12 meses permaneceu dentro desse intervalo.

Para o consumidor, isso não significa queda de preços, mas indica um ritmo de alta mais controlado, fator relevante para decisões de política monetária, juros e crédito ao longo de 2026.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.