IPCA: inflação sobe 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26%
Do Uber à energia elétrica: por que o custo de vida apertou em dezembro.
Foto: Arquivo / Agência Brasil
O IPCA, índice que mede a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,33% em dezembro, segundo dados divulgados pelo IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 2025 chegou a 4,26%, encerrando o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central.
Na prática, o resultado indica que os preços continuaram subindo no fim do ano, com impacto direto em itens do dia a dia como transporte, saúde, vestuário e combustíveis.
Inflação: o que ficou mais caro em dezembro?
Apesar de uma desaceleração em relação a dezembro do ano anterior, quase todos os grupos de consumo tiveram aumento de preços no mês. A única exceção foi Habitação, que apresentou queda.
Os principais destaques foram:
- Transportes: alta de 0,74%, maior impacto do mês
- Artigos de residência: avanço de 0,64%
- Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,52%
- Vestuário: aumento de 0,45%
Já o grupo Habitação recuou 0,33%, ajudando a conter uma aceleração maior do índice.
Transporte pesa mais no bolso
O grupo Transportes foi o que mais pressionou o IPCA em dezembro. A alta foi influenciada principalmente por:
- Transporte por aplicativo, com forte aumento de preços
- Passagens aéreas, que tiveram o maior impacto individual no índice do mês
Os combustíveis também voltaram a subir, após queda em novembro. O destaque ficou para o etanol, enquanto a gasolina teve alta moderada e o diesel apresentou recuo.
Setores onde os preços subiram mais
No acumulado do ano, o IPCA mostrou que a inflação foi concentrada em alguns grupos essenciais para as famílias:
- Habitação: alta de 6,79%
- Educação: avanço de 6,22%
- Despesas pessoais: aumento de 5,87%
- Saúde e cuidados pessoais: alta de 5,59%
Esses quatro grupos responderam por cerca de dois terços da inflação de 2025, evidenciando pressão sobre custos fixos e serviços.
Energia elétrica foi o principal vilão do ano
Entre todos os itens analisados, a energia elétrica residencial teve o maior impacto individual no IPCA de 2025, com alta superior a 12% no acumulado do ano.
O resultado refletiu reajustes tarifários, mudanças nas bandeiras tarifárias ao longo do ano e a incorporação de encargos ao sistema elétrico, o que afetou diretamente as contas de luz das famílias.
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IPCA dentro da meta do Banco Central
Com o resultado de 4,26%, o IPCA fechou dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, que é de 3%, com margem de até 4,5%. Foi a primeira vez desde 2019 que a inflação acumulada em 12 meses permaneceu dentro desse intervalo.
Para o consumidor, isso não significa queda de preços, mas indica um ritmo de alta mais controlado, fator relevante para decisões de política monetária, juros e crédito ao longo de 2026.
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