Renda fixa ganha força e CDBs alcançam R$ 2,8 trilhões em 2025, aponta B3

Renda fixa ganha espaço no portfólio dos investidores em meio a juros elevados

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Última atualização:  19 de jan, 2026 às 12:07
cdbs em alta (Imagem: Canva /Montagem: Giovanna Figueredo)

O estoque de produtos de captação bancária registrados na B3 avançou 17% em 2025 na comparação com o ano anterior, alcançando R$ 4,9 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela operadora da Bolsa brasileira. Em 2024, o volume somava R$ 4,2 trilhões, evidenciando a expansão da renda fixa no portfólio dos investidores.

Os números englobam títulos emitidos por instituições financeiras, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Letras Financeiras (LFs). De acordo com a B3, o CDB segue como o produto mais popular do segmento.

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CDB lidera captação e concentra maior volume

Ao final de 2025, o estoque de CDBs atingiu R$ 2,8 trilhões, o que representa um crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reforça o papel do título como principal instrumento de captação bancária no mercado doméstico, especialmente entre investidores pessoa física.

Segundo a B3, o ambiente de juros elevados e a percepção de menor risco explicam a maior demanda por esses produtos. “O crescimento dos produtos de captação bancária reflete a tendência de que a renda fixa continua ganhando espaço no portfólio dos investidores. O alto patamar das taxas de juros, somado a uma menor avaliação de risco, torna esses títulos mais atrativos”, afirmou Bernardo Mello, superintendente de produtos de captação e crédito da B3.

LCI tem maior avanço percentual no ano

Entre os demais instrumentos, as Letras de Crédito Imobiliário apresentaram o maior crescimento percentual em 2025. O estoque de LCIs subiu 29% no ano, totalizando R$ 508,8 bilhões. Já as Letras de Crédito do Agronegócio avançaram 16%, com volume de R$ 599,9 bilhões ao fim do período.

As Letras Financeiras também registraram expansão relevante, com alta de 24% em relação a 2024, somando R$ 976,8 bilhões. Esse tipo de título costuma ser utilizado em captações de longo prazo e tem maior presença entre investidores institucionais.

Juros sustentam interesse por renda fixa

O avanço dos produtos de captação ocorre em um contexto de política monetária ainda restritiva, com taxas de juros em patamar elevado, o que favorece a atratividade dos títulos bancários frente a ativos de maior risco. A tendência, segundo analistas do mercado, é que a renda fixa siga ocupando espaço relevante nas carteiras enquanto o cenário de juros altos persistir.

Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.