Novos títulos a R$ 10 e pode ampliar acesso ao Tesouro Direto
Decreto autoriza LFT de R$ 10 e pode ampliar acesso de pequenos investidores ao Tesouro Direto
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O governo federal publicou, em 12 de janeiro de 2026, o Decreto nº 12.814, que autoriza a emissão de uma nova série de Letras Financeiras do Tesouro (LFT-TD) com valor nominal a partir de R$ 10 no Tesouro Direto. A medida, confirmada pelo Tesouro Nacional, ainda passa por fase de testes e busca ampliar o acesso de pequenos investidores aos títulos públicos atrelados à taxa Selic.
A iniciativa reduz a barreira de entrada no mercado de renda fixa soberana e pode estimular a formação de poupança direta, especialmente entre investidores de varejo. Hoje, apesar da popularização do Tesouro Direto, muitos títulos ainda exigem valores mínimos mais elevados para aplicação.
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Segundo Rafael Bellas, head de alocações na InvestSmart XP, a mudança representa um avanço relevante para a democratização do investimento em títulos públicos.
“Ao permitir aplicações a partir de R$ 10, o Tesouro Direto se aproxima ainda mais do pequeno investidor, o que tende a ampliar a base de pessoas expostas à Selic e fortalecer a cultura de poupança no país”, afirma o gestor.
Além do impacto sobre o investidor pessoa física, o novo formato pode influenciar os volumes negociados na B3 e a dinâmica de liquidez dos títulos pós-fixados de curto prazo. Para Bellas, o cenário de juros elevados torna a proposta ainda mais atrativa.
“Com a Selic em patamar alto, a LFT já é um instrumento bastante demandado. A redução do valor nominal pode intensificar essa procura”, avalia Bellas.
Até o momento, o Tesouro Nacional não informou uma data oficial para o início da oferta da nova LFT-TD na plataforma do Tesouro Direto. Também não há detalhes sobre eventuais ajustes nos processos de custódia, liquidação ou negociação contínua dos papéis, temas que seguem em discussão entre o Tesouro e a B3.
Em nota oficial, o Tesouro destacou que o objetivo do título com valor nominal reduzido é ampliar o acesso da população ao investimento em renda fixa do governo, garantindo segurança operacional e maior acessibilidade ao investidor. O mercado acompanha a iniciativa como um passo relevante para a inclusão financeira, embora ressalte que o cronograma final ainda depende de definições regulatórias e ajustes técnicos.
Nota: Este conteúdo possui caráter jornalístico e informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Para orientações personalizadas, consulte um assessor de investimentos.