Braskem (BRKM5) sobe mais de 3% após avanço de projeto que amplia benefício fiscal em 2026

As ações da Braskem (BRKM5) registraram forte alta após a Câmara dos Deputados aprovar a urgência para votar um projeto que amplia o benefício fiscal do Reiq a partir de 2026.

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10 de fev, 2026 às 16:00
Logotipo da empresa Braskem fixado em uma parede cinza. Imagem: Reprodução / Braskem

As ações da Braskem (BRKM5) registraram forte alta no mercado acionário brasileiro nesta terça-feira (10), impulsionadas por um avanço relevante no Congresso Nacional. Os papéis da companhia subiam mais de 3%, negociados a R$ 9,87, figurando entre os melhores desempenhos do Ibovespa no dia. O movimento ocorre após a Câmara dos Deputados aprovar o pedido de urgência para a votação de um projeto de lei complementar que amplia os benefícios fiscais do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) a partir de 2026.

A reação positiva do mercado reflete a expectativa de melhora significativa nos resultados financeiros da empresa caso a proposta seja aprovada. O texto prevê a redução da carga tributária sobre o setor químico, o que pode gerar impacto direto no Ebitda da Braskem, maior petroquímica da América Latina.

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No pregão desta terça-feira, as ações da Braskem (BRKM5) avançavam mais de 3%, acumulando o terceiro dia consecutivo de valorização. Com isso, os papéis ampliam os ganhos registrados ao longo de 2026, período em que a empresa já soma alta próxima de 25%.

O desempenho coloca a companhia entre os destaques positivos do principal índice da Bolsa brasileira, em um dia marcado por maior seletividade dos investidores. Analistas apontam que o avanço legislativo relacionado ao Reiq foi o principal catalisador do movimento.

Câmara aprova urgência para projeto que amplia benefício fiscal

O fator central por trás da valorização foi a aprovação, na noite anterior, do regime de urgência para a tramitação do projeto de lei complementar que altera as regras do Regime Especial da Indústria Química. A medida acelera a votação do texto no plenário da Câmara dos Deputados, encurtando prazos e aumentando as chances de aprovação ainda neste semestre.

O Reiq é considerado estratégico para o setor químico, que enfrenta desafios estruturais como altos custos de produção, concorrência internacional e volatilidade nos preços das matérias-primas. A ampliação do benefício fiscal é vista como uma forma de fortalecer a competitividade das empresas instaladas no Brasil.

Redução de PIS/Cofins pode elevar resultados da Braskem

De acordo com a proposta em discussão, a alíquota de PIS/Cofins seria reduzida para 3,45%, ante os atuais 8,52%, ficando bem abaixo da alíquota estatutária de 9,25%. Na prática, isso representa um benefício fiscal de aproximadamente 5,8 pontos percentuais, um salto expressivo frente ao incentivo atualmente em vigor.

Segundo o analista Regis Cardoso, da XP Investimentos, o impacto fiscal estimado da medida é de R$ 3,1 bilhões. Para a Braskem (BRKM5), o efeito pode ser ainda mais relevante, considerando sua forte exposição ao segmento químico e petroquímico.

Impacto estimado no Ebitda anima investidores

Na avaliação da XP, se o projeto for aprovado, a Braskem pode registrar um benefício adicional de cerca de US$ 290 milhões em Ebitda em 2026. Esse montante equivale a aproximadamente 50% do Ebitda acumulado pela companhia nos últimos 12 meses, o que ajuda a explicar a reação imediata do mercado.

O ganho potencial melhora a perspectiva de geração de caixa da empresa, fortalece sua posição financeira e pode abrir espaço para redução de endividamento ou novos investimentos. Em análises anteriores, a casa já havia destacado que mudanças no ambiente regulatório seriam um dos principais gatilhos para reprecificação das ações.

Tramitação ainda depende do Congresso e da sanção presidencial

Apesar do avanço, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal. Após essas etapas, o texto seguirá para sanção presidencial.

Cardoso lembrou que uma proposta semelhante foi aprovada em novembro de 2025, dentro do Projeto de Lei Presiq, mas acabou sendo vetada pelo presidente da República. Desta vez, no entanto, a avaliação do mercado é de que um novo veto seja menos provável, especialmente diante do apoio político mais amplo e da pressão do setor industrial.

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