Braskem (BRKM5) dispara 27% após JP Morgan ver alta de 63%
As ações da Braskem (BRKM5) dispararam na B3 após o JP Morgan elevar a recomendação do papel para compra e aumentar o preço-alvo para R$ 15, indicando potencial de valorização de até 63%.
Imagem: Reprodução / Braskem
As ações da Braskem (BRKM5) registraram uma forte valorização no pregão desta semana após uma mudança relevante na visão do mercado. A revisão positiva feita pelo JPMorgan Chase reacendeu o interesse dos investidores e levou o papel a uma disparada de quase 27% na B3. O movimento reflete uma combinação de fatores externos e internos, que incluem melhora no setor petroquímico global, incentivos fiscais no Brasil e avanços na governança da companhia.
A Braskem (BRKM5) passou a ser vista como uma possível aposta de recuperação para 2026, com potencial de valorização estimado em até 63%, segundo o banco.
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O principal destaque do mercado foi a reação imediata das ações da Braskem (BRKM5), que chegaram a subir 26,96%, atingindo R$ 11,68 ao longo do pregão. O movimento colocou o papel entre as maiores altas do Ibovespa no dia.
A valorização ocorreu após o JPMorgan Chase elevar a recomendação da companhia de neutro para compra, além de aumentar o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15.
Esse movimento reforçou a percepção de que a Braskem (BRKM5) pode estar entrando em uma nova fase de reprecificação positiva no mercado.
O que está acontecendo com a Braskem?
A Braskem (BRKM5) teve forte valorização após revisão positiva do JP Morgan. O movimento ocorreu na B3, em São Paulo, e foi impulsionado por fatores como melhora no setor petroquímico global, incentivos fiscais no Brasil e mudanças na governança da empresa. O banco projeta potencial de alta de até 63% para os papéis, o que aumentou o apetite dos investidores.
O cenário combina expectativas de melhora operacional com um ambiente externo mais favorável, especialmente para o setor químico global.
Impacto do cenário global no setor petroquímico
Um dos principais pontos destacados pelo JP Morgan é a mudança no cenário internacional. A oferta global de produtos petroquímicos tem enfrentado restrições relevantes, especialmente no Oriente Médio, onde interrupções logísticas e tensões geopolíticas reduziram a disponibilidade de insumos essenciais.
A região é estratégica, representando uma parcela significativa da produção mundial de etileno e polietileno. Essa redução na oferta global tende a elevar preços e melhorar margens operacionais para empresas como a Braskem (BRKM5).
Com isso, o banco revisou suas projeções para cima, considerando spreads mais altos e um ambiente mais favorável para o setor ao longo de 2026.
Os incentivos fiscais no Brasil
Outro fator relevante para a tese positiva é o avanço de políticas industriais no Brasil. A Braskem (BRKM5) pode se beneficiar diretamente de medidas voltadas ao fortalecimento do setor químico, incluindo:
- ampliação do benefício do REIQ;
- aumento do incentivo fiscal de 0,73% para 5,8%;
- criação do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, com vigência futura entre 2027 e 2031.
Esses incentivos podem aumentar a competitividade da indústria nacional frente ao mercado externo, ajudando a sustentar margens mais saudáveis para a companhia.
Mudanças na governança corporativa
A governança também foi um ponto destacado pelo mercado. A entrada de uma nova estrutura envolvendo a IG4 Capital e a Petrobras marca uma mudança relevante no controle da companhia, substituindo a influência anterior da Novonor.
O novo modelo estabelece um conselho mais equilibrado, com participação igualitária entre os principais acionistas e presença de membros independentes.
Além disso, decisões estratégicas passam a exigir consenso, o que reduz riscos de decisões concentradas e aumenta a previsibilidade da gestão da Braskem (BRKM5).
Perspectivas para a Braskem em 2026
Com a combinação de fatores externos e internos, o JP Morgan avalia que a Braskem (BRKM5) pode entrar em um ciclo mais positivo em 2026. Entre os principais pontos estão:
- recuperação gradual do setor petroquímico global;
- melhora das margens operacionais;
- fortalecimento da governança;
- impacto positivo dos incentivos fiscais.
Apesar do otimismo, o banco ressalta que o desempenho futuro ainda depende da continuidade do aperto na oferta global e da estabilidade do cenário geopolítico.