Melhores fundos imobiliários para investir em junho de 2026
Descubra quais são os Fundos Imobiliários que estão chamando a atenção das principais corretoras do país.
Imagem: Envato Elements
Os fundos imobiliários (FIIs) seguem entre as principais alternativas para quem busca renda passiva e diversificação na Bolsa. Em junho, o mercado continua oferecendo oportunidades em diferentes segmentos, como logística, shoppings, lajes corporativas e fundos de recebíveis, em um cenário marcado por juros ainda elevados e expectativas para a trajetória da Selic.
Neste cenário, o Melhor Investimento preparou uma seleção especial com os fundos imobiliários mais recomendados pelas principais corretoras do país para junho de 2026. A iniciativa busca auxiliar os investidores em suas tomadas de decisão.
FIIs mais recomendados de junho de 2026
| FII | Segmento | Nº de recomendações |
| TRXF11 | Renda Urbana | 4 |
| KNCR11 | Papel (CRI) | 4 |
| BRCO11 | Logística | 4 |
| BTLG11 | Logística | 4 |
| XPML11 | Shoppings | 4 |
| KNHF11 | FoF (Fundo de Fundos) | 3 |
| MCCI11 | Papel (CRI) | 3 |
| HSML11 | Shoppings | 3 |
| HGBS11 | Shoppings | 3 |
| PVBI11 | Lajes Corporativas | 3 |
Melhores fundos imobiliários para investir em junho
No cenário das recomendações para junho, três fundos ganham evidência ao reunir o consenso de ao menos quatro casas de análise:
Kinea Rendimentos Imobiliários
- Ticker: KNCR11
- Casas que recomendam: BTG; XP; Itaú BBA; Santander
- Variação nos últimos 12 meses: +18,06%.
Para janeiro, o Kinea Rendimentos Imobiliários permanece entre os mais recomendados, após encerrar 2025 com mais de 515 mil cotistas. Essa base robusta é respaldada por uma gestão ativa que, somente em dezembro, destinou R$ 461,7 milhões a novos CRIs, entre variados segmentos do mercado imobiliário.
Com uma recente captação de R$ 3,2 bilhões, o Santander reforça a forte capacidade de investimento do KNCR11. Segundo a casa, o fundo se destaca pela alta qualidade de crédito e diversificação de seu portfólio de CRIs, além de garantias robustas.
Alinhado a essa visão positiva, o BTG Pactual ressalta a relevância do fundo no segmento de recebíveis e sua elevada liquidez. A tese do BTG também baseia-se na “capacidade de estruturação própria, que permite negociar garantias adicionais, taxas mais atrativas e maior influência nas decisões dos créditos”, comentam os analistas da casa.
BTG Pactual Logística
- Ticker: BTLG11
- Casas que recomendam: EQI; BTG; XP; Itaú BBA
- Variação nos últimos 12 meses: +12,71%.
O BTG Pactual Logística é outro entre os fundos imobiliários recorrentes nas últimas carteiras de recomendações mensais. Recentemente, o fundo alcançou a ocupação plena do ativo BTLG Campinas após a locação de uma área de 1.300 m².
O Itaú BBA reitera o acerto da estratégia do fundo, fortemente ancorada nos segmentos de galpões logísticos e recebíveis imobiliários, frentes que hoje respondem por mais da metade de sua carteira e conferem resiliência ao portfólio.
A XP, por sua vez, ancora sua tese em cinco pilares fundamentais: ativos de alta qualidade, carteira de locatários resiliente e diversificada, mix equilibrado de contratos, excelente liquidez no mercado secundário e uma gestão qualificada, com histórico consistente na reciclagem de ativos para gerar valor no longo prazo.
XP Malls
- Ticker: XPML11.
- Casas que recomendam: EQI; XP; Itaú BBA; Santander
- Variação nos últimos 12 meses: +11,31%
Um dos fundos mais populares da B3 figura também entre os mais recomendados do mercado. Conforme os analistas da XP, o fundo permanece como o ativo que apresenta os indicadores operacionais mais sólidos da carteira.
Conforme relatório do Santander, o XP Malls (XPML11) segue como a principal recomendação da casa no segmento de shopping centers. O banco avalia positivamente a estratégia de reciclagem de portfólio do FII, destacando tanto as aquisições de participações em empreendimentos voltados ao público de média e alta renda quanto os desinvestimentos estratégicos realizados com geração de ganho de capital.
Bresco Logística FII
- Ticker: BRCO11
- Casas que recomendam: BTG; XP; Itaú BBA; Santander
- Variação nos últimos 12 meses: +15,02%.
Outro fundo que se destacou nas carteiras das corretoras foi o Bresco Logística FII (BRCO11). Entre os principais acontecimentos recentes, o fundo formalizou um aditivo contratual com a Pax Tecnologia (Olist) no ativo Bresco Osasco e fechou a locação total do Bresco Embu para a Express 3300, com contrato vigente por 3 anos.
Conforme a XP Investimentos, espera-se um impacto positivo de R$ 0,02 por cota ao mês no resultado do fundo após o término da carência de 4 meses, reduzindo a vacância física para cerca de 7%. Esse cenário reforça nossa visão positiva tanto sobre o portfólio quanto sobre a gestão do ativo.
A tese de investimento no BRCO11, segundo a XP, sustenta-se em quatro pilares. A casa destaca a gestão experiente e especializada em logística, com forte alinhamento às práticas ASG, além de um portfólio de imóveis de alta qualidade e estrategicamente localizados próximos aos grandes mercados consumidores.
TRX Real Estate
- Ticker: TRXF11.
- Casas que recomendam: BTG; EQI; BB Investimentos; Santander
- Variação nos últimos 12 meses: +1,07%.
Encerrando a lista de ativos que completaram a quadra de indicações, aparece o TRX Real Estate (TRXF11). Na visão do BB Investimentos, o atual momento do fundo configura uma clara janela de oportunidade tanto para geração de renda quanto para ganho de capital.
Segundo o BTG Pactual, o fundo possui um portfólio diversificado, com imóveis localizados em regiões maduras e resilientes, além de uma sólida exposição ao varejo, tendo como contrapartes algumas das principais empresas do setor.
A tese das casas de análise considera ainda a segurança dos contratos atípicos, o potencial de ganho com a venda de imóveis e a alta liquidez do ativo no mercado secundário.
Outros FIIs a se considerar
Também há aqueles fundos imobiliários que, embora não sejam consenso entre a maioria das corretoras, foram destacados por pelo menos três das carteiras consultadas para produção deste artigo. São eles:
- KNHF11: Fundo de Fundos (FoF) focado em adquirir cotas de outros FIIs. Busca retornos por meio de dividendos mensais e ganho de capital na negociação dos ativos.
- MCCI11: FII de papel que investe majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Foca na geração de renda previsível via juros e correção monetária desses títulos de dívida.
- HSML11: FII de tijolo com portfólio focado em shopping centers espalhados pelo país. Gera receita através do aluguel de lojas e da exploração comercial dos empreendimentos.
- HGBS11: Fundo focado no setor de shoppings com carteira madura e diversificada geograficamente. Busca valorização e dividendos consistentes por meio da gestão ativa dos ativos.
- PVBI11: FII focado em lajes corporativas de alto padrão (AAA) nas regiões mais nobres de São Paulo. Sua receita vem do aluguel desses escritórios para grandes empresas.
Critérios de seleção
A seleção dos fundos apresentados neste artigo baseia-se nas carteiras de seis corretoras de renome, sendo elas: BB Investimentos, BTG Pactual, EQI Research, Itaú BBA, Santander e XP Investimentos (Carteira Fundamentalista).
Desta forma, o levantamento garante uma visão abrangente e representativa das principais recomendações do mercado, de modo que oferece tendências e perspectivas dos especialistas do setor.
Leia também: Investir em fundos imobiliários ou comprar lote: qual melhor opção?
Tendências do mercado de FIIs para 2026
O cenário para os fundos de investimento imobiliário (FIIs) aponta para uma possível inflexão positiva a partir de 2026, acompanhando a dinâmica natural dos ciclos econômicos. A leitura é de que, após um período de pressão provocado pelos juros elevados, o mercado começa a reunir elementos que sustentam uma retomada gradual dos preços e do apetite dos investidores de longo prazo.
Segundo Lana Santos, do Research do Clube FII, a economia atravessa movimentos cíclicos bem definidos — expansão, pico, recessão e recuperação — e os FIIs não fogem a essa lógica. Para ela, o investidor mais atento entende que o foco não deve estar nas oscilações de curto prazo, mas na antecipação das grandes mudanças de direção do mercado, especialmente quando os fundamentos permanecem sólidos.
Nesse ponto, os FIIs exibem uma característica singular: combinam o desempenho do mercado imobiliário com o comportamento do mercado financeiro. Hoje, essas duas forças caminham em sentidos opostos.
Enquanto o setor imobiliário físico segue aquecido, com demanda consistente, vacância controlada e ativos de boa qualidade, o ambiente financeiro ainda sofre os efeitos de uma política monetária restritiva. A expectativa, contudo, é que a queda gradual da Selic — acompanhada da redução das taxas de longo prazo, como as do Tesouro IPCA+ — seja o principal gatilho para a reprecificação das cotas.
Essa visão é compartilhada por Otmar Schneider, da Nord Investimentos, que enxerga um consenso crescente no mercado quanto à trajetória de queda dos juros. Nesse contexto, a diminuição do custo do dinheiro tende a favorecer ativos de renda variável, aproximando os preços das cotas de seus valores patrimoniais e abrindo espaço para novas emissões e movimentos de expansão dos portfólios.
Para o investidor, isso se traduz em oportunidade. Com as cotas ainda pressionadas, é possível adquirir ativos de qualidade a preços descontados, garantindo uma renda futura maior e acelerando o processo de construção patrimonial. A lógica é simples: comprar renda quando ela está barata, antes que o ciclo vire.
Apesar disso, o cenário exige cautela. Arthur Vieira de Moraes ressalta que a recente desvalorização dos FIIs não reflete uma fragilidade do mercado imobiliário em si, mas sim o impacto dos juros elevados sobre os ativos financeiros. Ainda assim, ele chama atenção para sinais de desaceleração da economia brasileira, que podem afetar resultados e níveis de ocupação no médio prazo caso o aperto monetário persista por mais tempo.
Em síntese, 2026 desponta como um ano-chave para os FIIs: se a esperada queda dos juros se confirmar, o setor tende a se beneficiar de uma combinação rara — fundamentos imobiliários sólidos e um ambiente financeiro mais favorável — criando as bases para uma nova fase de valorização e crescimento sustentável.
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