XP Asset lança novos ETFs e aposta em ouro e dólar para ampliar oferta de indexados
XP Asset lança os ETFs GOLX11 e DOLX11, com foco em ouro e dólar, ampliando sua estratégia de crescimento no mercado de fundos indexados.
Foto: Pexels
A XP Asset anunciou nesta sexta-feira (30) o lançamento de dois novos ETFs (Exchange Traded Funds) com foco em ouro e dólar, reforçando sua estratégia de expansão no segmento de produtos indexados. Os fundos GOLX11 e DOLX11 já estão disponíveis para negociação na B3.
O movimento ocorre em um momento de forte crescimento da indústria de ETFs no Brasil. Dados da bolsa mostram que o patrimônio sob gestão desses fundos saltou de R$ 54 bilhões para R$ 91 bilhões em 2025, impulsionado pelo interesse de investidores por instrumentos mais simples, líquidos e com custos reduzidos.
GOLX11: exposição ao ouro sem efeito cambial
O GOLX11 oferece exposição ao desempenho do ouro no mercado local, por meio de contratos futuros negociados na B3, sem variação do dólar. A proposta é atender investidores que buscam o metal como reserva de valor e proteção, mas com menor volatilidade, ao eliminar o impacto cambial.
O lançamento ocorre após um ano de forte valorização do ouro em 2025, período marcado por incertezas geopolíticas, expectativa de juros mais baixos no exterior e aumento da demanda por ativos considerados defensivos.
DOLX11: acesso ao dólar com eficiência tributária
Já o DOLX11 permite exposição ao dólar, combinando contratos futuros da moeda com títulos públicos pós-fixados. A estrutura do ETF busca eficiência tributária, com alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda e isenção de come-cotas, comum em fundos tradicionais.
Segundo a gestora, o produto foi desenhado para facilitar o uso do dólar como instrumento de diversificação e hedge dentro da carteira dos investidores.
Estratégia de crescimento em ETFs
Com os novos lançamentos, a XP Asset amplia uma prateleira que já inclui ETFs ligados a criptoativos, renda fixa, mercado internacional e índices globais, acompanhando a crescente sofisticação da demanda no mercado brasileiro.
A gestora avalia que o avanço dos ETFs no país abre espaço para produtos mais segmentados, alinhados a diferentes perfis e objetivos de investimento, consolidando os fundos de índice como uma alternativa relevante na alocação de recursos.
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