Ouro e IA em alta: ações da B3 que podem se beneficiar de tendências globais em 2026
Ano novo, novas investidas. Veja empresas que podem se beneficiar do cenário global em 2026.
Imagem: Sora / ChatGPT
Embora o Brasil não figure como protagonista direto dos principais temas globais que impulsionaram os mercados nos últimos anos, empresas listadas na B3 podem capturar ganhos relevantes em 2026 por meio de efeitos indiretos, segundo análise do Santander.
A combinação de ciclos favoráveis de commodities, aumento da demanda global por energia, defesa e infraestrutura ligada à inteligência artificial sustenta a tese para ações brasileiras selecionadas.
Quais temas globais devem influenciar o mercado financeiro em 2026
Entre os temas que dominaram o desempenho dos mercados internacionais estão ouro, metais estratégicos, defesa e inteligência artificial. ETFs ligados à mineração de ouro e terras raras acumularam fortes valorizações, enquanto empresas do setor de defesa e semicondutores avançaram com o aumento dos gastos militares e a expansão do uso de IA.
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Mesmo sem liderar essas tendências, companhias brasileiras com exposição a esses vetores podem se beneficiar.
Veja, a seguir, as ações que podem se beneficiar das tendências do cenário global:
Ações de mineração e commodities com potencial na Bolsa brasileira
No setor de mineração, a Aura Minerals (AURA33) aparece como uma das principais apostas. A empresa tem forte exposição ao ouro, que segue apoiado pela busca global por proteção, e ao cobre, metal estratégico para a transição energética e eletrificação da economia.
Defesa e indústria aeroespacial: Embraer no radar dos investidores
A Embraer (EMBJ3) se destaca pelo braço de defesa, impulsionado pela maior demanda por aeronaves militares, especialmente na Europa. O portfólio inclui o KC-390, avião de transporte estratégico, e o Super Tucano, utilizado em missões de defesa e segurança, ambos alinhados ao ciclo global de rearmamento.
Inteligência artificial e data centers impulsionam ações de energia
A WEG (WEGE3) surge como peça-chave na infraestrutura energética necessária para a expansão de data centers e projetos de inteligência artificial. A companhia atua em geração, transmissão, distribuição, armazenamento e eficiência energética, áreas diretamente impactadas pelo crescimento do consumo de energia associado à digitalização e à IA.
Setor elétrico pode ganhar com demanda estrutural por energia
No setor elétrico, Axia Energia (AXIA3; AXIA6) e Copel (CPLE3) tendem a se beneficiar de um cenário de oferta e demanda mais apertado no Brasil. Ambas mantêm parcela relevante da capacidade ainda não contratada a partir de 2027, o que pode favorecer preços e receitas caso a demanda continue crescendo, especialmente com novos investimentos em data centers.
Saúde e varejo farmacêutico entram no radar em 2026
Hypera (HYPE3) e RD Saúde (RADL3) com a expiração da patente do semaglutida
O Santander também identifica oportunidades no segmento de saúde. A Hypera (HYPE3) pode ganhar espaço com a expiração da patente do semaglutida, prevista para 2026. Já a RD Saúde (RADL3) aparece bem posicionada para capturar o aumento do consumo desses medicamentos, apoiada por sua forte presença no varejo farmacêutico e elevado market share no Brasil.
Nota: Este conteúdo possui caráter jornalístico e informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Para orientações personalizadas, consulte um assessor de investimentos.