Commodities em correção: prata tomba quase 10% e petróleo também recua
Mercado devolve parte dos ganhos recentes após recordes históricos e fortalecimento do dólar
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O mercado global de commodities enfrenta um dia de forte correção nesta quinta-feira (5). Após semanas de valorização intensa, os investidores reduziram posições em ativos reais, pressionando especialmente a prata, que registra queda próxima de 10%, e o petróleo, que opera em baixa de cerca de 2%.
O movimento reflete uma combinação de alívio nas tensões geopolíticas, fortalecimento do dólar e dissipação do excesso especulativo que levou diversas matérias-primas a níveis recordes nas últimas semanas.
Prata e Ouro recuam após picos históricos
Entre os destaques negativos do dia, a prata chegou a cair mais de 15% nas primeiras horas de negociação e, por volta das 10h (horário de Brasília), era negociada na faixa de US$ 76, acumulando perda próxima de dois dígitos. O ouro também operava em queda, com recuo de 1,4%, cotado a US$ 4.883 a onça.
A correção ocorre após uma sequência de máximas históricas. Na semana passada, o ouro atingiu US$ 5.594,82 a onça, enquanto a prata chegou a US$ 121,64, maior nível já registrado para o metal.
Leia em detalhes:
Analistas avaliam que o ajuste era esperado diante da volatilidade elevada. Para o mercado, o cenário atual indica uma normalização dos preços após uma corrida por proteção em meio a incertezas globais.
Petróleo cai, mas permanece em patamar elevado
Os preços do petróleo também recuam nesta sessão, com o Brent sendo negociado próximo de US$ 68 por barril. Apesar da queda, as cotações seguem em níveis elevados, sustentadas pela atenção dos investidores às negociações envolvendo o Irã e ao risco de eventuais impactos sobre o fornecimento no Oriente Médio.
O recuo desta quinta reflete, sobretudo, a redução do prêmio de risco geopolítico embutido nos preços nos últimos dias.
Dólar forte amplia pressão sobre commodities
Outro fator que pesa sobre o mercado é a valorização do dólar, que alcançou o maior patamar em cerca de duas semanas. Como as commodities são precificadas na moeda americana, um dólar mais forte tende a reduzir a demanda global, ao encarecer os produtos para países que utilizam outras moedas.
Em um ambiente de liquidez mais restrita, esse efeito cambial intensifica os movimentos de baixa, especialmente em mercados que vinham operando próximos de extremos históricos.
Cobre e minério de ferro também perdem força
O cobre ampliou o afastamento das máximas recentes, pressionado por preocupações com a demanda global e pelo aumento dos estoques monitorados pela Bolsa de Metais de Londres. O metal é considerado termômetro da atividade econômica, especialmente nos setores de energia e construção.
Na Ásia, os preços do minério de ferro encerraram o pregão em queda, refletindo níveis elevados de estoques e uma postura mais cautelosa em relação à recuperação da atividade industrial chinesa.