Guerra entre EUA, Israel e Irã faz dólar subir e ameaça bolsas globais

Escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã aumenta aversão ao risco, pressiona commodities e pode mexer com juros e câmbio no mundo.

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Última atualização:  28 de fev, 2026 às 11:31
Imagem de Teerã, capital do Irã, após ataque conjunto dos EUA e de Israel Foto: AP Photo Imagem de Teerã, capital do Irã, após ataque conjunto dos EUA e de Israel Foto: AP Photo

Os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra alvos estratégicos no Irã neste sábado (28), atingindo cidades como Teerã, Isfahan e Qom. A ofensiva ocorre após semanas de negociações frustradas sobre o programa nuclear iraniano.

O governo iraniano afirmou que houve mortes e feridos em áreas civis e prometeu uma “resposta esmagadora”. Segundo agências internacionais, são 40 óbitos contabilizados até o momento.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra bases americanas no Oriente Médio e contra Israel, ampliando o risco de escalada militar na região.

Líderes como Donald Trump e Benjamin Netanyahu justificaram a ação como necessária para conter ameaças nucleares.

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Como o conflito EUA, Israel e Irã impacta o mercado financeiro

A escalada no Oriente Médio já acende alerta entre investidores globais. Historicamente, eventos geopolíticos dessa magnitude provocam três efeitos principais: valorização do dólar, alta do petróleo e queda nas bolsas.

Dólar tende a se fortalecer com “flight to quality”

Em momentos de guerra ou instabilidade global, investidores migram para ativos considerados mais seguros; movimento conhecido como flight to quality.

O dólar costuma ser o principal beneficiado, já que é a moeda mais líquida do mundo e funciona como reserva de valor em períodos de incerteza.

Além disso, cresce o risco de interrupções logísticas no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Qualquer ameaça ao fluxo na região aumenta a aversão ao risco e fortalece ainda mais a moeda americana.

Momento atual do dólar:

Petróleo pode disparar com risco de oferta

O Irã é um dos principais produtores globais de petróleo e membro relevante da OPEP.

Com ataques a infraestruturas ou bloqueios logísticos, o mercado passa a precificar risco de escassez. Analistas apontam que o barril pode sair da faixa de US$ 70 para níveis próximos ou acima de US$ 80, dependendo da intensidade do conflito.

Além do impacto direto na energia, a alta do petróleo pode:

  • pressionar a inflação global
  • dificultar cortes de juros por bancos centrais
  • aumentar custos de produção em diversos setores

Bolsas globais podem cair com aumento da aversão ao risco

Mercados de ações tendem a reagir negativamente a conflitos armados, especialmente quando envolvem grandes potências e regiões estratégicas.

Investidores reduzem exposição a ativos de risco, como ações e mercados emergentes, provocando quedas nos índices globais.

Setores mais afetados:

  • tecnologia (sensível a juros)
  • consumo (impactado pela inflação)
  • mercados emergentes (como o Brasil)

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Por outro lado, empresas ligadas a energia e defesa podem se beneficiar no curto prazo. Analistas avaliam que o impacto macro dependerá de três fatores principais:

  1. duração do conflito
  2. intensidade das retaliações
  3. possível interrupção no fluxo de petróleo

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.