Trump anuncia tarifa global de 15% após decisão da Suprema Corte e redefine cenário para o Brasil
Nova tarifa global substitui modelo derrubado pela Justiça dos EUA. Veja como ficam as exportações brasileiras.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado (21) a criação de uma nova tarifa global de 15% sobre importações, após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar as chamadas tarifas “recíprocas”, implementadas anteriormente com base em uma lei de emergência.
A nova cobrança entra em vigor às 00h01 (horário de Washington) de terça-feira (24) e pode permanecer válida por até 150 dias, podendo ser prorrogada pelo Congresso norte-americano.
Decisão da Suprema Corte mudou a base legal
Na sexta-feira (20), a Suprema Corte decidiu que o governo não poderia utilizar uma legislação emergencial para impor tarifas amplas a diversos países. Com isso, foram anuladas as tarifas que começaram em 10% em abril de 2025 e, em alguns casos, chegaram a até 50%, incluindo sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros.
Como fica o Brasil após a nova tarifa
Com a nova política comercial, o Brasil passa a ser impactado pela tarifa global de 15%, aplicada como um adicional às alíquotas já existentes para cada produto.
No entanto, tarifas aplicadas por razões de segurança nacional permanecem em vigor. É o caso de:
- Aço: 50%
- Alumínio: 50%
- Peças de cobre: 50%
- Madeira: 10%
Além disso, alguns produtos estratégicos seguem isentos ou com regras específicas.
Comparação com 2025: cenário melhora, mas segue incerto
Apesar da nova tarifa, o Brasil apresenta uma redução relevante na carga média de impostos em relação ao pico de 2025, quando algumas exportações chegaram a enfrentar tarifas totais de até 50%.
Segundo dados da Global Trade Alert, a tarifa média sobre produtos brasileiros caiu cerca de 13,6 pontos percentuais após a reconfiguração das medidas.
Ainda assim, o cenário permanece incerto, já que o governo dos EUA indicou que pode recorrer a outros instrumentos legais para implementar novas tarifas.
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