No último sábado (13), o Irã realizou um ataque contra Israel, envolvendo drones e mísseis que atravessaram os céus do Oriente Médio. Segundo informações do Trita Parsi, esse ataque foi meticulosamente planejado, buscando evitar desencadear uma guerra regional. O analista sugeste que houve uma coordenação entre os Estados Unidos e Irã.

Parsi, que é nascido no Irã e um dos fundadores do Conselho Nacional Iraniano Americano em Washington, agora atua como vice-presidente do Quincy Group, um instituto de pesquisa sediado na capital dos EUA.

O ataque iraniano era aguardado após dias de promessas. O Irã acusava Israel de bombardear seu consulado em Damasco no início de abril, intensificando um conflito indireto de longa data entre os dois países, que vinha se manifestando em batalhas em territórios alheios e, agora, se desdobrando de forma mais explícita.


Indo contra as expectativas de um ataque surpresa, Teerã afirmou no domingo que lançou drones e mísseis com aviso prévio, proporcionando tempo suficiente para que Israel e seus aliados, como Estados Unidos, Reino Unido e Jordânia, pudessem interceptá-los no ar. Autoridades israelenses afirmaram que neutralizaram 99% dos projéteis, com os que atingiram o solo causando danos mínimos em uma base militar e ferindo uma criança, que foi levada ao hospital para cirurgia.

Segundo Parsi, a intenção do ataque era demonstrar retaliação ao ataque israelense sem escalar o conflito para uma guerra aberta. Relatos da imprensa estatal iraniana indicam que Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, insinuou que o ataque havia sido encerrado, mas também afirmou que o país responderia a qualquer retaliação adicional por parte de Israel.

Impactos do embate Irã x Israel no mercado de investimentos

O embate entre Irã e Israel no Oriente Médio tem gerado impactos no mercado de investimentos, provocando preocupações com um potencial ciclo de ataques e contra-ataques que poderiam elevar os preços da energia. Essa situação ocorre em um momento em que os bancos centrais europeu e americano estão empenhados em conter a inflação.

No entanto, até o momento, os efeitos parecem estar contidos. Na segunda-feira (15), o dólar começou o dia em leve queda, mas reverteu sua trajetória para alta por volta das 9h30. Nesse horário, a moeda estava em alta de 0,32%, sendo vendida a R$ 5,1460.

Embora houvesse expectativas de que o conflito causaria impactos nos preços do petróleo, isso não se concretizou. Na mesma manhã, o petróleo Brent, uma referência internacional, registrou uma queda de 1%, chegando a US$ 89,52 por barril. O West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, também caiu 1,2%, alcançando US$ 84,63 por barril. No mercado de ações, as reações foram igualmente moderadas.

Com informações de Folha de São Paulo

Pedro Gomes

Jornalista e Redator do Melhor Investimento.