Ouro e prata recuam após renovarem máximos históricos
Juros elevados nos EUA e ajustes em Wall Street derrubam metais preciosos. Saiba mais no Melhor Investimento
Foto: Canva
O ouro e a prata operam em forte queda nesta sexta-feira (30), após atingirem novos máximos históricos na sessão anterior, em um movimento marcado por realização de lucros, ajuste técnico e maior cautela nos mercados globais.
Segundo dados de mercado compilados pela agência EFE, por volta das 7h15 (horário local), o ouro recuava cerca de 3,8%, negociado em torno de US$ 5.173, depois de ter tocado mínimas próximas de US$ 5.121 durante a madrugada.
Já a prata registrava uma queda ainda mais intensa, de aproximadamente 5%, cotada a US$ 110,05, afastando-se dos níveis recordes alcançados na quinta-feira.
Recordes na véspera e mudança de humor do mercado
Na sessão anterior, o ouro havia renovado máximas históricas ao atingir US$ 5.594, impulsionado por uma combinação de fatores:
- manutenção dos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed) na faixa entre 3,50% e 3,75%;
- aumento das tensões geopolíticas, especialmente após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, envolvendo o Irã;
- busca por ativos considerados porto seguro em meio à incerteza global.
No entanto, o forte rali abriu espaço para realização de lucros, movimento comum após altas tão acentuadas, especialmente em mercados com forte participação de investidores institucionais.
Wall Street pressiona metais preciosos
Além do ajuste técnico, o desempenho negativo de ações de grandes empresas de tecnologia em Wall Street contribuiu para a virada de humor. A queda desses papéis reduziu o apetite por risco e levou investidores a ajustar posições, inclusive em commodities que vinham acumulando ganhos expressivos.
Na quinta-feira, o ouro chegou a cair quase 8% intradiário, enquanto a prata recuou cerca de 12%, sinalizando um movimento de correção mais amplo após semanas de valorização intensa.
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Prata também se afasta dos recordes
A prata, que havia alcançado US$ 121,65 na véspera, acompanha o movimento do ouro, refletindo tanto a correção técnica quanto a sensibilidade maior do metal à atividade econômica global e ao mercado financeiro.
Apesar da queda recente, analistas destacam que o desempenho acumulado dos metais preciosos segue forte, sustentado por juros reais elevados, incertezas geopolíticas e demandas de proteção patrimonial.
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