ETFs disparam no Brasil e podem dominar mercado, segundo a XP Asset
Mudanças tributárias impulsionam o crescimento dos ETFs (Exchange Traded Fund) e podem popularizar ainda mais ativos deste segmento.
Foto: Adobe Stock
O mercado de ETFs no Brasil vive uma forte expansão, impulsionado principalmente pelos produtos de renda fixa, que vêm ganhando espaço entre investidores em busca de eficiência tributária e diversificação. Dados da Anbima mostram que o patrimônio líquido da indústria quase dobrou, saltando de R$ 46,4 bilhões no fim de 2024 para R$ 90,2 bilhões em janeiro de 2026.
Apesar do avanço, os ETFs ainda representam uma fatia pequena do mercado de fundos no país, menos de 1% , bem abaixo de mercados mais maduros, como os Estados Unidos.
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Segundo gestores da XP Asset, o crescimento recente está ligado a mudanças estruturais, como a tributação de fundos exclusivos e a busca por alternativas que evitem o come-cotas, além da maior atuação de assessores na distribuição desses produtos.
Outro fator relevante é a ampliação da oferta de ETFs atrelados à inflação e aos juros, o que ajudou a equilibrar uma indústria antes concentrada em renda variável.
Mesmo com o cenário positivo, ainda existem desafios importantes, como o patamar elevado dos juros reais, que torna títulos públicos bastante competitivos, e a baixa familiaridade do investidor com ETFs de renda fixa.
Ainda assim, a expectativa do mercado é que esses fundos ganhem ainda mais protagonismo em um eventual ciclo de alta da bolsa, consolidando-se como um dos principais vetores de crescimento do mercado de capitais brasileiro.
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