Selic em 2026: XP, JP Morgan e Itaú divergem sobre cortes de juros
A Selic vai a quanto no final de 2026? Confira as projeções para a taxa de juros segundo XP, JP Morgan e Itaú
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo Foto: Andressa Anholete/Agência Senado (Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)
Em dia de super-quarta, as projeções das principais instituições financeiras para a taxa básica de juros brasileira em 2026 mostram consenso quanto ao início do ciclo de afrouxamento monetário, mas divergências relevantes sobre a velocidade dos cortes e o nível final da Selic.
Relatórios recentes de indicam que o Banco Central deve começar a reduzir os juros a partir de março, embora o desfecho do movimento ainda seja alvo de debate no mercado.
XP projeta cortes consecutivos e Selic em 12,5% ao final do ano
Na avaliação da XP Investimentos, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve adotar uma postura mais firme no início do ciclo. A casa projeta cinco cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual, entre março e setembro, seguidos por uma pausa nas últimas reuniões do ano. Com isso, a Selic encerraria 2026 em 12,5%, refletindo um cenário de inflação em desaceleração gradual, mas ainda cercado por riscos fiscais.
JP Morgan prevê cortes mais agressivos e Selic em 11,5%
Já o JP Morgan trabalha com um cenário mais agressivo. O banco norte-americano também prevê o início dos cortes em março, com redução inicial de 0,50 ponto, mas estima que o ritmo avance para 1 ponto percentual por trimestre. Nesse cenário, a Selic passaria por seis cortes consecutivos e terminaria 2026 em 11,5%, patamar mais próximo de um juro considerado neutro para a economia brasileira, segundo a leitura da instituição.
Itaú adota postura mais gradual e cautelosa
O Itaú, por sua vez, adota uma visão mais conservadora. Para o banco, o Copom deve iniciar o ciclo com um corte menor, de 0,25 ponto percentual em março, mantendo uma trajetória mais gradual ao longo do ano. A projeção do Itaú é que a Selic chegue a 12,25% no fim de 2026, em um contexto de cautela diante do comportamento das expectativas de inflação e da política fiscal.
No conjunto, as estimativas apontam para um piso da Selic entre 11,5% e 12,5% ao final do próximo ano. A amplitude das projeções reflete as incertezas que ainda cercam o cenário macroeconômico, incluindo a trajetória da inflação, o grau de compromisso fiscal do governo e o ritmo da atividade econômica.
Dados do Boletim Focus, do Banco Central, mostram que o mercado segue ajustando suas expectativas à medida que novos indicadores são divulgados, reforçando que o caminho dos juros seguirá dependente dos próximos sinais da economia.
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