Romário abre mão do salário de senador durante a Copa do Mundo 2026
Romário abre mão do salário de senador durante a Copa do Mundo 2026 após pressão nas redes. Entenda a decisão e a ligação com a escala 6x1. Confira.
Foto: Lucas Figueiredo
Romário abre mão do salário de senador durante a Copa do Mundo de 2026. O parlamentar do PL-RJ anunciou a decisão nesta terça-feira (30), após forte pressão nas redes sociais. Portanto, ele não receberá a remuneração referente ao período entre 11 de junho e 19 de julho, datas que marcam o primeiro e o último dia da competição.
Por que Romário abre mão do salário de senador
A decisão veio depois de dias de críticas. Atualmente, Romário está nos Estados Unidos, onde comenta os jogos da Seleção na CazéTV e escreve uma coluna sobre a Copa para o jornal O Globo. No entanto, muitos internautas questionaram o fato de ele manter o mandato e o salário enquanto trabalha no exterior.
Diante da repercussão, o senador enviou um ofício pedindo providências administrativas para não receber os valores do período. “Foi uma escolha minha. Continuarei trabalhando normalmente e acompanhando as votações”, afirmou. Vale lembrar que um senador da República recebe, hoje, R$ 46.366,19 por mês.
A ligação com a votação da escala 6×1
O motivo de Romário não pedir licença tem nome: a escala 6×1. Segundo o senador, ele fez questão de manter o mandato para votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim desse modelo de jornada. Ou seja, sair de licença o impediria de participar da decisão.
“Fiz questão de permanecer no exercício do mandato e garantir a minha participação nas discussões e na votação da proposta”, declarou. Além disso, o tema mobiliza o Congresso há meses, como mostrou o adiamento da votação da PEC da escala 6×1 após um pedido de vista. O assunto também já rendeu propostas alternativas, como a escala 4×3 sugerida por outro senador.
Como Romário vota mesmo estando nos EUA
A participação à distância é possível graças às regras atuais do Senado. Até o início do recesso, no dia 18 de julho, a Casa realiza sessões semipresenciais. Dessa forma, os senadores podem participar de forma remota sem perder o salário.
Para isso, existe o Sistema de Deliberação Remota (SDR), criado pelo próprio Senado. Na prática, o parlamentar registra presença e vota por um aplicativo instalado em um dispositivo móvel. Assim, ele cumpre suas obrigações mesmo fora de Brasília.
Vale destacar um detalhe importante. Os senadores só têm desconto no salário quando não registram presença ou deixam de participar das votações do dia. Por isso, ao votar pelo SDR, Romário não sofreria a dedução automática, embora tenha optado por devolver a remuneração do período.
A defesa do presidente do Senado
No plenário, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa do colega. Segundo ele, Romário honra o país ao participar da Copa como ídolo do futebol mundial. Além disso, Alcolumbre criticou o que chamou de ataques infundados nas redes sociais, que atingem os parlamentares de forma pessoal e institucional.
Contudo, a polêmica continua a repercutir. Afinal, o episódio mistura política, futebol e o clima da estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026, o que amplia o interesse do público pelo caso.
Romário abre mão do salário: o que esperar agora
O recesso parlamentar começa em 18 de julho e vai até o dia 31. Portanto, a agenda de votações do Senado ainda deve movimentar a reta final da Copa. Enquanto isso, Romário segue acumulando as funções de senador e comentarista esportivo.
Por fim, o caso reacende o debate sobre a presença dos parlamentares e o uso do trabalho remoto no Congresso. Dessa forma, a decisão de Romário abre mão do salário tende a seguir em pauta, especialmente enquanto a Seleção avança no torneio.