Congresso registra forte mobilização por investigação do caso Banco Master
Imagem WERTHER SANTANA/ESTADÃO
A possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar questões relacionadas ao Banco Master vem ganhando força no Congresso Nacional. Levantamento realizado até 22 de maio aponta que mais de 70% dos deputados e senadores em exercício manifestaram apoio a requerimentos que defendem a abertura de investigações sobre o caso.
Ao todo, 423 parlamentares aderiram a propostas de CPI ou Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), número que representa pouco mais de 71% dos integrantes do Congresso Nacional. Atualmente, o Parlamento é composto por 594 congressistas, entre deputados federais e senadores.
No Senado Federal, a mobilização é ainda mais expressiva. Cinco requerimentos apresentados para criação de CPI ou CPMI receberam apoio de 64 senadores, equivalente a cerca de 79% da composição da Casa. O número supera amplamente a quantidade mínima de assinaturas exigida para formalização de uma CPI no Senado.
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Na Câmara dos Deputados, 359 parlamentares titulares também demonstraram apoio à abertura de uma investigação parlamentar envolvendo o Banco Master. Os pedidos foram apresentados por representantes de diferentes partidos e correntes políticas, evidenciando que o tema ultrapassa divisões ideológicas.
Entre as iniciativas protocoladas, há propostas tanto para CPIs exclusivas em cada Casa legislativa quanto para CPMIs, que reúnem deputados e senadores em uma única comissão de investigação. Alguns requerimentos já alcançaram o número necessário de assinaturas, enquanto outros seguem em fase de coleta de apoios.
O debate sobre a instalação das comissões, entretanto, depende de uma decisão da presidência do Congresso Nacional. Cabe ao presidente do Congresso autorizar a criação e definir a instalação de CPIs mistas, mesmo diante da pressão de parlamentares favoráveis à investigação.
Recentemente, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, criticou as cobranças pela abertura de novas comissões de inquérito e afirmou que determinadas iniciativas podem acabar sendo utilizadas como instrumento de disputa política. Segundo ele, a proliferação de CPIs pode transformar o ambiente legislativo em palco de confrontos eleitorais, desviando o foco das prioridades nacionais.
Enquanto isso, os pedidos relacionados ao caso Banco Master continuam mobilizando parlamentares e mantendo o tema entre os assuntos de maior repercussão no cenário político de Brasília.