STF decide manter prisão de ex-presidente do BRB em investigação sobre Banco Master

Decisão considera indícios de repasses milionários ligados a negociações bancárias

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Última atualização:  24 de abr, 2026 às 15:45
Ex-presidente do BRB em escritório institucional, ligado a investigação financeira em análise no STF. Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira (24), manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A medida foi tomada pela Segunda Turma da Corte, que analisa o caso em plenário virtual, no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

A decisão ocorre após a identificação de indícios de irregularidades em transações envolvendo imóveis de alto valor, supostamente ligados a negociações entre o BRB e o Banco Master.

Segundo os investigadores, há suspeitas de que os bens tenham sido usados como forma de pagamento indevido em operações financeiras.

Até o momento, três ministros votaram pela manutenção da prisão, formando maioria. O julgamento segue aberto para eventuais manifestações restantes dentro do prazo estabelecido.

Investigação envolve imóveis de alto valor

De acordo com a apuração da Polícia Federal, o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, teria transferido seis imóveis de luxo avaliados em cerca de R$ 140 milhões. Os bens estariam associados a negociações envolvendo ativos financeiros entre as instituições.

A suspeita central é de que essas transferências tenham sido utilizadas como forma de viabilizar operações entre os bancos, levantando questionamentos sobre a legalidade dos processos.

Além de Paulo Henrique Costa, outro investigado no caso é o advogado Daniel Monteiro, apontado como intermediário nas tratativas. A situação dele também está sob análise do STF.

Operação apura irregularidades no sistema financeiro

A Operação Compliance Zero investiga possíveis fraudes estruturadas no sistema financeiro nacional, com foco em operações de grande porte e na atuação de executivos e intermediários.

Desde o início das investigações, há cerca de cinco meses, a operação já resultou em:

  • Bloqueio de aproximadamente R$ 29 bilhões em ativos;
  • Cumprimento de 14 mandados de prisão;
  • Identificação de esquemas envolvendo empresas e agentes do mercado financeiro;
  • Apuração de transações consideradas atípicas ou suspeitas.

Segundo os investigadores, o caso pode ter ramificações amplas e envolver diferentes agentes do setor.

Decisão aponta risco nas investigações

Ao manter a prisão preventiva, a maioria dos ministros da Segunda Turma considerou que há elementos suficientes para justificar a medida neste momento da investigação. Entre os pontos analisados está o risco de interferência nas apurações caso os investigados estejam em liberdade.

A decisão não representa julgamento definitivo sobre culpa ou inocência, mas indica que o STF vê necessidade de manter as restrições enquanto o caso segue em análise.

O julgamento ocorre em plenário virtual, modelo em que os ministros registram seus votos eletronicamente dentro de um prazo determinado.

Impacto no mercado

O caso ocorre em um momento de maior atenção sobre governança e transparência no sistema financeiro brasileiro. Investigações desse tipo tendem a impactar a percepção de risco no mercado, especialmente quando envolvem instituições financeiras e operações de grande valor.

Embora não haja, até o momento, conclusões definitivas, a continuidade das apurações pode trazer novos desdobramentos, tanto no campo jurídico quanto no ambiente de negócios.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.