Itaúsa, GIC e Equipav entram na disputa pela Copasa em privatização bilionária
Grupo ligado à Aegea monta veículo para disputar fatia da companhia mineira de saneamento.
Imagem: Copasa/Reprodução
A Itaúsa, o fundo soberano de Cingapura GIC e a Equipav anunciaram nesta segunda-feira a criação de um veículo conjunto para participar da privatização da Copasa. O grupo pretende disputar cerca de 30% da empresa mineira de saneamento por meio da estrutura chamada Livorno, segundo fatos relevantes divulgados ao mercado.
As três companhias já são sócias da Aegea, uma das maiores operadoras privadas de saneamento do Brasil.
Livorno terá participação simbólica da Aegea
De acordo com a Itaúsa, a Aegea terá participação de 1% na Livorno, enquanto os demais sócios dividirão fatias equivalentes dentro da estrutura criada para a operação. Segundo o comunicado, cada acionista ligado à Aegea deterá aproximadamente 33% da Livorno.
A movimentação reforça o interesse crescente do setor privado pelos ativos de saneamento no Brasil após o avanço do novo marco regulatório do setor.
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Governo de Minas prepara follow-on da Copasa
A privatização da Copasa será realizada pelo governo de Minas Gerais por meio de uma oferta subsequente de ações (follow-on). A administração estadual pretende vender pelo menos 45% do capital social da companhia, correspondente a quase 90% da atual participação do governo mineiro na empresa.
O teto da operação prevê a venda de até 100% da fatia estatal, equivalente a 50,03% do capital total da Copasa. Segundo a Itaúsa, o investidor de referência finalista deverá ser divulgado na próxima quarta-feira, enquanto o grupo vencedor será anunciado em 1º de junho.
Equatorial também apresentou proposta
Além do consórcio formado por Itaúsa, GIC e Equipav, a Equatorial Energia também teria apresentado proposta pela Copasa, segundo informações publicadas pela Revista VEJA.
Procurada pela publicação, a companhia afirmou apenas que acompanha continuamente oportunidades em suas áreas de atuação, sem comentar oficialmente potenciais aquisições. Parte do mercado, porém, demonstra cautela em relação à capacidade financeira da Equatorial para participar da operação.
Gestores ouvidos pela VEJA avaliam que uma eventual aquisição de grande porte poderia pressionar ainda mais o nível de alavancagem da companhia.
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Mercado acompanha disputa por ativo estratégico
A privatização da Copasa é vista como uma das operações mais relevantes do setor de infraestrutura em 2026. Analistas acompanham de perto a disputa devido ao potencial de expansão do saneamento básico no Brasil e às oportunidades abertas pelo marco regulatório do setor.
O interesse de grandes grupos privados e fundos internacionais reforça a percepção de que o segmento continuará atraindo investimentos bilionários nos próximos anos.