Brasil recebe US$ 6,1 bilhões e volta a liderar investimentos chineses no mundo

Energia limpa, mineração e veículos elétricos impulsionaram avanço dos aportes chineses no país.

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Última atualização:  07 de maio, 2026 às 12:59
Imagem que simboliza a crise econômica entre China e Brasil, com moedas e elementos que representam ambos os países separados por uma rachadura. Imagem: Envato Elements (Editada com IA - Google Gemini)

O Brasil voltou a ocupar a primeira posição entre os destinos globais de investimentos chineses em 2025, segundo dados divulgados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). De acordo com o levantamento, o país recebeu 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no mundo neste ano, superando Estados Unidos, com 6,8%, e a Guiana, que ficou com 5,7%.

Segundo o relatório, o Brasil atraiu cerca de US$ 6,1 bilhões em investimentos chineses distribuídos em dezenas de projetos ao longo de 2025. O volume representa um crescimento de 45% em relação ao ano anterior, refletindo o aumento do interesse de empresas chinesas em ampliar presença na maior economia da América Latina.

Energia limpa e mineração puxam aportes

O setor elétrico continuou liderando a entrada de capital chinês no país, mas a mineração ganhou destaque em 2025.

Segundo o CEBC, os investimentos chineses em mineração triplicaram no período, impulsionados pela demanda global por minerais estratégicos ligados à transição energética.

A combinação entre o câmbio favorável e diferenciais estruturais, como o robusto mercado consumidor e a oferta de energia limpa, consolida o Brasil como um destino estratégico para os investimentos da China.

Setor automotivo também avança

A indústria automotiva ficou na terceira posição entre os segmentos que mais receberam investimentos chineses no Brasil, respondendo por 15,8% do total.

Nos últimos anos, empresas como GWM e BYD adquiriram antigas fábricas de montadoras ocidentais no Brasil e passaram a utilizá-las como centros de produção de veículos elétricos e híbridos.

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Empresas ampliam presença no país

Além dos setores tradicionais, o capital chinês também expandiu presença em áreas como:

  • tecnologia da informação;
  • logística;
  • manufatura de eletrônicos;
  • economia digital;
  • alimentação e fast food.

Um dos exemplos citados foi a entrada da marca de smartphones Jovi no mercado brasileiro, ligada à Vivo Mobile.

Brasil reúne fatores estratégicos

Segundo Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, o Brasil reúne características consideradas estratégicas para investidores chineses.

Entre os principais fatores estão:

  • grande mercado consumidor;
  • abundância de recursos naturais;
  • matriz energética limpa;
  • potencial ligado à transição energética.

“São poucos países no mundo hoje que têm todos esses atrativos”, afirmou Cariello.

Tendência é de continuidade dos investimentos

Na avaliação do CEBC, os investimentos chineses no Brasil devem continuar crescendo nos próximos anos, especialmente em setores ligados à descarbonização, novas energias e mineração.

O relatório também aponta que fatores geopolíticos e a reorganização das cadeias globais de produção seguem influenciando a estratégia internacional das empresas chinesas.

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.