IGP-M sobe 0,86% na prévia de maio e desacelera ante abril, diz FGV
Indicador da FGV mostrou perda de força nos preços ao produtor, consumidor e construção
Foto: Envato Elements
O IGP-M avançou 0,86% na segunda prévia de maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (20) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador desacelerou em relação à alta de 2,64% registrada na mesma leitura de abril, mostrando perda de força em componentes importantes da inflação, principalmente nos preços ao produtor.
Conhecido como “inflação do aluguel”, o índice é acompanhado pelo mercado financeiro, empresas e consumidores por servir de referência para contratos de locação, tarifas e reajustes de serviços. O resultado também ajuda investidores e economistas a avaliar o comportamento da inflação no país.
Na primeira prévia de maio, o IGP-M havia subido 0,27%. Agora, o novo avanço mostra que os preços continuam em alta, mas em ritmo mais moderado do que o observado no mês anterior.
O que puxou o resultado do IGP-M
Entre os grupos que compõem o índice, o destaque ficou para o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), responsável por 60% do cálculo total do IGP-M. O indicador subiu 0,98% na segunda prévia de maio, desacelerando frente à alta de 3,41% registrada em abril.
O IPA mede a variação de preços no atacado e costuma ser impactado por commodities, câmbio e custos de produção. Quando há desaceleração nesse grupo, o mercado entende que parte da pressão inflacionária pode estar perdendo intensidade.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que representa 30% do IGP-M, avançou 0,52% em maio. Na mesma leitura de abril, a alta havia sido menor em alguns levantamentos, mas o dado atual ainda mostra pressão sobre itens consumidos pelas famílias.
Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que responde por 10% do índice geral, teve alta de 0,73%, abaixo do avanço de 1,01% registrado anteriormente.
Principais números da prévia de maio
- IGP-M: alta de 0,86%
- IPA: avanço de 0,98%
- IPC: alta de 0,52%
- INCC: avanço de 0,73%
- Segunda prévia de abril: alta de 2,64%
Mercado acompanha sinais da inflação
A desaceleração do IGP-M ocorre em um momento em que investidores acompanham os próximos passos da política monetária e os impactos da inflação sobre juros, crédito e consumo.
Apesar do resultado mais moderado, economistas seguem atentos ao comportamento dos preços no atacado e ao cenário internacional, especialmente diante das oscilações das commodities e do câmbio.
O IGP-M tem peso relevante em setores como construção civil, mercado imobiliário e contratos empresariais. Por isso, mudanças no índice costumam influenciar negociações de aluguel e reajustes de contratos privados.
Nos últimos anos, o indicador ganhou ainda mais atenção após períodos de forte volatilidade, impulsionados por inflação global, alta das commodities e variações cambiais.
Entenda por que o IGP-M é importante
O índice calculado pela FGV reúne diferentes etapas da economia, desde os preços no atacado até o consumidor final e os custos da construção civil.
Por isso, o IGP-M é considerado um termômetro importante para medir pressões inflacionárias no país. Quando o indicador acelera, empresas podem repassar custos para produtos e serviços. Já uma desaceleração tende a reduzir parte dessa pressão.
O comportamento do índice também influencia expectativas do mercado sobre inflação futura e decisões relacionadas aos juros básicos da economia.
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