IGP-M cai mais que o esperado em fevereiro e amplia deflação no acumulado

Queda foi puxada pelo atacado, com recuo de commodities como minério, soja e café.

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26 de fev, 2026 às 14:00
Gráfico + Café, ilustrando o IGP-M: Queda foi puxada pelo atacado, com recuo de commodities como minério, soja e café. Foto: Adobe Stock

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,73% em fevereiro, resultado mais intenso do que a expectativa de mercado, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o índice passou a acumular deflação de 2,67% em 12 meses.

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Commodities puxam recuo no atacado

O principal fator por trás da queda foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 1,18% no mês. O movimento foi influenciado pela retração nos preços de commodities relevantes, como minério de ferro, soja e café, indicando menor pressão no atacado.

Inflação ao consumidor desacelera

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,30%, desacelerando em relação ao mês anterior. O resultado reflete uma perda de força em itens sazonais, como mensalidades escolares, que haviam pressionado a inflação em janeiro.

Construção mantém alta moderada

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,34% no período, mostrando desaceleração frente ao mês anterior, mas ainda sustentando pressão em custos do setor.

O que o IGP-M sinaliza

O IGP-M é amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos, especialmente de aluguel. A sequência de quedas reforça um cenário de menor pressão inflacionária no atacado, embora os efeitos no consumidor final possam ser mais graduais.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.