IPC-S desacelera em seis das sete capitais na segunda quadrissemana de maio, aponta FGV

O IPC-S desacelerou na segunda quadrissemana de maio, segundo a FGV, passando de 0,75% para 0,66%.

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Última atualização:  19 de maio, 2026 às 16:15
Vista superior de uma banca de feira ou hortifrúti repleta de alimentos frescos, ilustrando a variação de preços de itens essenciais do cotidiano. Em primeiro plano, destacam-se abacaxis, gengibre, ervas aromáticas e caixas com tomates-cereja e tomates maduros. Ao centro, há caixas com batatas e maços de temperos verdes como coentro e salsa. Ao fundo, estão organizadas fileiras de frutas como maçãs verdes e vermelhas, abacates, mangas e uvas, algumas delas acompanhadas de pequenas placas de preços manuscritas. Foto: Freepick

O IPC-S desacelera em seis das sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (19) pela Fundação Getulio Vargas. O índice, que mede a variação semanal dos preços ao consumidor em diferentes regiões do Brasil, mostrou perda de força inflacionária no período, passando de 0,75% para 0,66%.

A desaceleração do IPC-S desacelera reflete um movimento mais amplo de alívio no ritmo de alta dos preços ao consumidor em grandes capitais brasileiras. O resultado foi influenciado principalmente por quedas mais intensas em cidades como o Rio de Janeiro e Salvador, que tiveram os recuos mais significativos na comparação semanal.

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IPC-S desacelera e mostra perda de força inflacionária nas capitais brasileiras

O dado mais recente do IPC-S desacelera evidencia uma mudança no comportamento da inflação ao consumidor no curto prazo. Na segunda quadrissemana de maio, o índice geral registrou alta de 0,66%, abaixo dos 0,75% observados na leitura anterior.

Esse movimento indica que o ritmo de aumento dos preços perdeu intensidade, ainda que o indicador continue em campo positivo. A desaceleração foi observada em seis das sete capitais pesquisadas, reforçando a tendência de moderação inflacionária em diferentes regiões do país.

O IPC-S desacelera é acompanhado de perto por analistas justamente por refletir variações de preços em um intervalo mais curto, oferecendo uma leitura mais sensível do comportamento da inflação ao consumidor.

Capitais impulsionam a desaceleração do IPC-S

Entre as localidades analisadas, algumas capitais tiveram papel decisivo na redução do índice geral. O destaque ficou com o Rio de Janeiro, que apresentou a maior desaceleração, passando de 1,02% para 0,78%.

Outro destaque foi Salvador, onde o índice caiu de 0,96% para 0,87%. Essas duas capitais foram as principais responsáveis por puxar o resultado geral para baixo, reforçando o cenário em que o IPC-S desacelera de forma mais expressiva em algumas regiões.

Além delas, também registraram desaceleração:

  • São Paulo: de 0,68% para 0,65%
  • Porto Alegre: de 0,70% para 0,64%
  • Belo Horizonte: de 0,72% para 0,63%
  • Brasília: de 0,66% para 0,62%

Esses dados mostram que o IPC-S desacelera de maneira relativamente disseminada, com redução do ritmo inflacionário em diferentes regiões metropolitanas do país.

Recife mantém estabilidade no índice

Em contraste com as demais capitais, Recife foi a única cidade que não apresentou variação. O índice permaneceu em 0,63%, repetindo exatamente o mesmo resultado da quadrissemana anterior.

Esse comportamento isolado ajuda a explicar por que o IPC-S desacelera de forma desigual entre as capitais, já que nem todas seguem a mesma tendência de arrefecimento dos preços no curto prazo.

O que explica a desaceleração do IPC-S?

A leitura do IPC-S desacelera sugere um ambiente de menor pressão inflacionária em componentes do consumo urbano. Embora o índice ainda apresente variação positiva, a redução do ritmo indica que alguns grupos de preços podem estar se ajustando após períodos de alta mais intensa.

A Fundação Getulio Vargas utiliza o IPC-S como um termômetro semanal da inflação ao consumidor, o que permite identificar mudanças rápidas no comportamento dos preços antes de indicadores mensais mais amplos.

Para o mercado e para o consumidor, o fato de o IPC-S desacelera em várias capitais pode ser interpretado como um sinal de alívio gradual da pressão inflacionária, ainda que o cenário continue exigindo acompanhamento.