IGP-10 sobe 0,89% em maio e desacelera com queda de commodities, aponta FGV
O IGP-10 registrou alta de 0,89% em maio, segundo a FGV, ficando abaixo das expectativas do mercado.
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O IGP-10 registrou alta de 0,89% em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas, indicando uma desaceleração importante em relação ao mês anterior. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado e refletiu principalmente a queda nos preços de matérias-primas no atacado, especialmente commodities agrícolas e minerais.
O IGP-10 em maio chama atenção porque mostra uma mudança de ritmo na inflação medida pelo indicador, que havia avançado com mais força no mês anterior. A leitura mais recente ajuda a entender como os preços estão se comportando no atacado, no consumo e na construção civil no início do novo ciclo mensal.
IGP-10 em maio: desaceleração surpreende o mercado
O IGP-10 em maio subiu 0,89%, após ter registrado alta de 2,94% em abril. O resultado ficou abaixo da projeção de 1,11% esperada por analistas, o que reforça a percepção de perda de força inflacionária em alguns segmentos da economia.
No acumulado em 12 meses, o IGP-10 apresenta avanço de 1,46%, sinalizando um cenário de inflação mais contida no período recente.
A principal explicação para esse comportamento está na forte desaceleração dos preços no atacado, especialmente em itens ligados a commodities. Esse movimento ajuda a responder o “por quê” da variação mais moderada do índice: houve correção de preços após altas anteriores e maior estabilidade em matérias-primas estratégicas.
Queda de commodities puxa o IGP-10 para baixo
O comportamento do IGP-10 em maio foi fortemente influenciado pelo desempenho do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que representa cerca de 60% do indicador geral.
Entre os destaques de queda no atacado estão:
- Minério de ferro: -4,67%
- Café em grão: recuo relevante no mês
- Suínos: redução nos preços
- Cana-de-açúcar: queda em relação ao mês anterior
- Álcool etílico anidro: retração no período
Segundo análise técnica da FGV IBRE, esse movimento reflete um ajuste após fortes altas observadas em abril, especialmente em commodities agrícolas e minerais.
Esse fator responde ao “como” o IGP-10 foi impactado: a retração de preços no atacado reduziu a pressão inflacionária geral.
IPA-10 desacelera e confirma perda de força no atacado
O IPA-10, principal componente do IGP-10, subiu 0,95% em maio, desacelerando significativamente frente à alta de 3,81% registrada em abril.
Dentro do índice, o grupo de matérias-primas brutas praticamente perdeu força, avançando apenas 0,06% no mês, contra um salto de 7,01% no período anterior.
Esse comportamento é fundamental para entender o cenário do IGP-10 em maio, já que o atacado costuma ser a primeira etapa da cadeia de preços e influencia os demais componentes do índice.
Para quem acompanha inflação no Brasil, esse movimento indica que o choque de preços observado anteriormente perdeu intensidade.
Consumidor e construção também mostram desaceleração
Além do atacado, os outros dois componentes do IGP-10 também contribuíram para o resultado mais moderado.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que representa 30% do indicador, subiu 0,68% em maio, abaixo dos 0,88% registrados no mês anterior. Isso mostra que a inflação no varejo também perdeu ritmo, embora ainda permaneça positiva.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) avançou 0,86%, levemente inferior à alta de 0,88% de abril. O setor de construção segue com variações mais estáveis, sem grandes oscilações recentes.
Esses dados ajudam a responder o “o quê” da notícia: o IGP-10 em maio reflete uma desaceleração generalizada, ainda que em ritmos diferentes entre os setores.
O que é o IGP-10 e por que ele é importante
O IGP-10 é um indicador que mede a variação de preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. Ele é composto por três subíndices:
- IPA-10 (Atacado) – 60% do índice
- IPC-10 (Consumidor) – 30% do índice
- INCC-10 (Construção civil) – 10% do índice
Por reunir diferentes etapas da cadeia de preços, o IGP-10 em maio funciona como um termômetro importante da inflação em múltiplos níveis da economia.
Sua leitura ajuda investidores, empresas e analistas a antecipar tendências de preços e entender pressões inflacionárias futuras.