Melhores fundos imobiliários para investir em março de 2026

Descubra quais são os Fundos Imobiliários que estão chamando a atenção das principais corretoras do país.

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Última atualização:  19 de mar, 2026 às 23:09
Fundos imobiliários em janeiro de 2025 Imagem: Envato Elements

O mercado de Fundos Imobiliários (FIIs) consolidou uma forte recuperação no último ano, com o IFIX subindo 1,3% no mês e acumulando altas de 3,6% no ano e 25,3% em 12 meses.

Este desempenho marca o sétimo mês consecutivo de valorização do índice, mantendo as perspectivas otimistas para o setor diante do ciclo de queda da taxa Selic iniciado este mês.

Neste cenário, o Melhor Investimento preparou uma seleção especial com os fundos imobiliários mais recomendados pelas principais corretoras do país para março de 2026. A iniciativa busca auxiliar os investidores em suas tomadas de decisão no início deste novo ciclo.

FIIs mais recomendados de março de 2026

CódigoSegmentoNº de recomendações
BTLG11Logística4
BRCO11Logística4
KNCR11Recebíveis4
XPML11Shoppings4
HSML11Shoppings3
PVBI11Lajes corporativas3
TRXF11Renda urbana3
GARE11Híbrido3
MCCI11Recebíveis3
KNHF11Multiestratégia3
Com base nas carteiras: BB Investimentos, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, EQI Research e XP Investimentos.

Melhores fundos imobiliários para investir em março

No cenário das recomendações para março, três fundos ganham evidência ao reunir o consenso de ao menos quatro casas de análise:

Kinea Rendimentos Imobiliários

  • Ticker: KNCR11
  • Casas que recomendam: BTG; XP; Itaú BBA; Santander
  • Variação nos últimos 12 meses: +16,62%

Para janeiro, o Kinea Rendimentos Imobiliários permanece entre os mais recomendados, após encerrar 2025 com mais de 515 mil cotistas. Essa base robusta é respaldada por uma gestão ativa que, somente em dezembro, destinou R$ 461,7 milhões a novos CRIs, entre variados segmentos do mercado imobiliário.

A XP Investimentos inclui o ativo em sua carteira fundamentalista, portfólio de viés mais defensivo, destacando, entre outros pontos, a qualidade da carteira de crédito (“pulverizada e de baixo risco”), garantias sólidas e um carrego atrativo diante do cenário de juros altos por tempo prolongado.

BTG Pactual Logística

  • Ticker: BTGL11
  • Casas que recomendam: EQI; BTG; XP; Itaú BBA
  • Variação nos últimos 12 meses: +14,82%

O BTG Pactual Logística é outro entre os fundos imobiliários recorrentes nas últimas carteiras de recomendações mensais. Recentemente,  o fundo alcançou a ocupação plena do ativo BTLG Campinas após a locação de uma área de 1.300 m².

Favorecido por indenizações de rescisões antecipadas, o fundo acumulou R$ 1,92 por cota em lucros retidos, garantindo a estabilidade das distribuições no curto prazo, segundo a XP.

A instituição ressalta que o fundo segue negociado a preços atrativos, oferecendo um potencial de alta de 6,9% frente ao preço-alvo e retornos de dividendos competitivos.

XP Malls

  • Ticker: XPML11
  • Casas que recomendam: BTG; XP; Itaú BBA; Santander
  • Variação nos últimos 12 meses: +18,78%

Um dos fundos mais populares da B3 figura também entre os mais recomendados do mercado. Recentemente, a carteira expandiu sua presença no setor ao adquirir participações em cinco shopping centers , em uma transação total de R$ 608,7 milhões .

Segundo a gestão, a aquisição desses ativos reafirma a estratégia de consolidar um portfólio composto por empreendimentos relevantes em praças de destaque do varejo nacional, sempre sob a administração dos principais players da indústria.

Bresco Logística FII

  • Ticker: BRCO11
  • Casas que recomendam: BTG; XP; Itaú BBA; Santander
  • Variação nos últimos 12 meses: +34,07%

Encerrando a lista de ativos que completaram a quadra de indicações, aparece o Bresco Logística FII. Um dos destaques recentes do fundo foi a formalização de um aditivo contratual com a Pax Tecnologia (Olist) no ativo Bresco Osasco.

Segundo análise do BTG Pactual, a tese de investimento no
BRCO11 sustenta-se, primordialmente, na qualidade de seus ativos e na previsibilidade operacional. O fundo se destaca pela forte concentração em regiões estratégicas de São Paulo e pelo portfólio de altíssimo padrão.

Outros FIIs a se considerar 

Também há aqueles fundos imobiliários que, embora não sejam consenso entre a maioria das corretoras, foram destacados por pelo menos três das carteiras consultadas para produção deste artigo. São eles:

  • HSML11: Fundo focado no setor de Shoppings, visando renda e valorização de ativos.
  • PVBI11: Fundo de Lajes Corporativas com foco em imóveis de alto padrão (Triple A).
  • TRXF11: Fundo de Renda Urbana, com portfólio focado em grandes redes de varejo e logística.
  • GARE11: Fundo Híbrido que atua em diferentes segmentos do mercado imobiliário.
  • MCCI11: Fundo de Recebíveis (papel), investindo principalmente em CRIs.
  • KNHF11: Fundo Multiestratégia com alocação flexível em ativos imobiliários.

Critérios de seleção

A seleção dos fundos apresentados neste artigo baseia-se nas carteiras de seis corretoras de renome, sendo elas: BB Investimentos, BTG Pactual, EQI Research, Itaú BBA, Santander e XP Investimentos (Carteira Fundamentalista).

Desta forma, o levantamento garante uma visão abrangente e representativa das principais recomendações do mercado, de modo que oferece tendências e perspectivas dos especialistas do setor.

Leia também: Investir em fundos imobiliários ou comprar lote: qual melhor opção?

Tendências do mercado de FIIs para 2026

O cenário para os fundos de investimento imobiliário (FIIs) aponta para uma possível inflexão positiva a partir de 2026, acompanhando a dinâmica natural dos ciclos econômicos. A leitura é de que, após um período de pressão provocado pelos juros elevados, o mercado começa a reunir elementos que sustentam uma retomada gradual dos preços e do apetite dos investidores de longo prazo.

Segundo Lana Santos, do Research do Clube FII, a economia atravessa movimentos cíclicos bem definidos — expansão, pico, recessão e recuperação — e os FIIs não fogem a essa lógica. Para ela, o investidor mais atento entende que o foco não deve estar nas oscilações de curto prazo, mas na antecipação das grandes mudanças de direção do mercado, especialmente quando os fundamentos permanecem sólidos.

Nesse ponto, os FIIs exibem uma característica singular: combinam o desempenho do mercado imobiliário com o comportamento do mercado financeiro. Hoje, essas duas forças caminham em sentidos opostos.

Enquanto o setor imobiliário físico segue aquecido, com demanda consistente, vacância controlada e ativos de boa qualidade, o ambiente financeiro ainda sofre os efeitos de uma política monetária restritiva. A expectativa, contudo, é que a queda gradual da Selic — acompanhada da redução das taxas de longo prazo, como as do Tesouro IPCA+ — seja o principal gatilho para a reprecificação das cotas.

Essa visão é compartilhada por Otmar Schneider, da Nord Investimentos, que enxerga um consenso crescente no mercado quanto à trajetória de queda dos juros. Nesse contexto, a diminuição do custo do dinheiro tende a favorecer ativos de renda variável, aproximando os preços das cotas de seus valores patrimoniais e abrindo espaço para novas emissões e movimentos de expansão dos portfólios.

Para o investidor, isso se traduz em oportunidade. Com as cotas ainda pressionadas, é possível adquirir ativos de qualidade a preços descontados, garantindo uma renda futura maior e acelerando o processo de construção patrimonial. A lógica é simples: comprar renda quando ela está barata, antes que o ciclo vire.

Apesar disso, o cenário exige cautela. Arthur Vieira de Moraes ressalta que a recente desvalorização dos FIIs não reflete uma fragilidade do mercado imobiliário em si, mas sim o impacto dos juros elevados sobre os ativos financeiros. Ainda assim, ele chama atenção para sinais de desaceleração da economia brasileira, que podem afetar resultados e níveis de ocupação no médio prazo caso o aperto monetário persista por mais tempo.

Em síntese, 2026 desponta como um ano-chave para os FIIs: se a esperada queda dos juros se confirmar, o setor tende a se beneficiar de uma combinação rara — fundamentos imobiliários sólidos e um ambiente financeiro mais favorável — criando as bases para uma nova fase de valorização e crescimento sustentável.

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.