14 FIIs com foco defensivo para investir em abril, segundo a XP

A carteira fundamentalista da XP Investimentos busca superar o IFIX no longo prazo, com maior exposição a fundos de recebíveis e ajustes táticos na alocação.

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Última atualização:  01 de abr, 2026 às 22:56
Imagem de prédios altos e modernos no centro de uma cidade, mostrando uma arquitetura contemporânea com estruturas de vidro e iluminação urbana ao entardecer. Imagem: Envato Elements.

A XP Investimentos divulgou sua Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários para abril de 2026. A seleção reúne 14 FIIs com perfil considerado defensivo e tem como objetivo superar o desempenho do IFIX no longo prazo, índice que mede a performance dos principais fundos imobiliários negociados na bolsa brasileira.

Segundo a casa de análise, a carteira passa por revisões mensais conduzidas pela equipe de analistas e pode sofrer alterações sempre que necessário, de acordo com as condições de mercado e as perspectivas para cada ativo.

Carteira superou o IFIX em março

De acordo com a XP, a carteira registrou queda de 0,91% em março, desempenho ainda assim superior ao do IFIX, que recuou 1,06% no mesmo período. Além da performance relativa melhor, a carteira distribuiu um dividend yield mensal de 0,91%, o que corresponde a cerca de 10,9% em termos anualizados.

No acumulado dos últimos 12 meses, a carteira apresenta valorização de 18,9%, desempenho equivalente a aproximadamente 112% do IFIX, segundo dados divulgados pela corretora.

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Ajustes na carteira buscam reforçar perfil defensivo

Para abril, a XP realizou mudanças pontuais na composição da carteira. O objetivo foi ajustar a exposição aos fundos de papel, especialmente diante do processo de consolidação envolvendo os fundos RBRR11 e PCIP11.

  • Entre os ajustes realizados na carteira para abril, a XP reduziu a exposição aos fundos RBRR11 e PCIP11 em 1 ponto percentual cada.
  • Em contrapartida, a participação do fundo KNCR11 foi ampliada em 2 pontos percentuais.

De acordo com os analistas, também houve reforço na posição em um fundo considerado mais defensivo dentro da cobertura da casa. Esse ativo apresenta o menor beta entre os fundos analisados pela equipe, característica que tende a ser relevante em um ambiente de maior incerteza no mercado.

“As mudanças visam a um ajuste tático na parcela de fundos de papel, em função do processo de consolidação do RBRR11 pelo PCIP11. Além disso, reforçamos a posição em um fundo de perfil mais defensivo, que apresenta o menor beta entre os fundos de nossa cobertura — característica relevante em um ambiente de incertezas —, mantendo carrego atrativo e nível de rendimentos convidativo”, comentam os analistas.

Confira os 14 fundos imobiliários da carteira da XP

A carteira recomendada para abril reúne fundos de diferentes segmentos do mercado imobiliário:

  • MCCI11 – Mauá Capital Recebíveis (Recebíveis) – peso de 11,0%
  • XPML11 – XP Malls (Shoppings) – peso de 10,5%
  • CPTS11 – Capitânia Securities (FOF / Multiestratégia) – peso de 10,5%
  • KNCR11 – Kinea Rendimentos (Recebíveis) – peso de 9,0%
  • XPCI11 – XP Crédito Imobiliário (Recebíveis) – peso de 9,0%
  • RBRX11 – Patria Plus Multiestratégia RE (FOF / Multiestratégia) – peso de 9,0%
  • RBRR11 – Patria Rendimento HG (Recebíveis) – peso de 8,0%
  • PVBI11 – VBI Prime Offices (Lajes Corporativas) – peso de 7,0%
  • LVBI11 – VBI Logística (Ativos Logísticos) – peso de 6,0%
  • PCIP11 – Patria Crédito Imobiliário IP (Recebíveis) – peso de 5,0%
  • BTLG11 – BTG Logística (Ativos Logísticos) – peso de 4,5%
  • XPLG11 – XP Logística (Ativos Logísticos) – peso de 4,5%
  • BRCO11 – Bresco Logística (Ativos Logísticos) – peso de 4,0%
  • HSML11 – HSI Malls (Shoppings) – peso de 2,0%

Fonte: Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários XP.

Distribuição por segmento

A carteira apresenta maior concentração em fundos de recebíveis, que representam 42% da alocação total.

A distribuição entre os segmentos ficou definida da seguinte forma:

  • Recebíveis: 42,0%
  • FOF / Multiestratégia: 19,5%
  • Ativos logísticos: 19,0%
  • Shoppings: 12,5%
  • Lajes corporativas: 7,0%

Segundo a XP, a estratégia busca combinar fundos de crédito imobiliário, que oferecem maior previsibilidade de renda, com ativos de tijolo e multiestratégia para diversificação e captura de oportunidades no setor.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Avalie seu perfil e, se necessário, procure um profissional certificado.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.