Valores a receber: R$ 10,5 bi seguem esquecidos nos bancos; saiba como sacar

Sistema do Banco Central permite consulta e resgate de recursos por CPF ou CNPJ

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Última atualização:  14 de abr, 2026 às 17:42
Pessoa conta cédulas de real; milhões ainda têm valores a receber esquecidos em bancos, segundo o Banco Central. Foto: Envato Elements

Mais de 47 milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em instituições financeiras, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (14), em Brasília. Ao todo, são R$ 10,55 bilhões disponíveis para resgate, considerando informações atualizadas até fevereiro de 2026.

O valor inclui recursos de pessoas físicas e empresas que não foram sacados por diferentes motivos, como contas encerradas ou cobranças indevidas não resgatadas.

Desse total, cerca de R$ 8,15 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto R$ 2,4 bilhões estão vinculados a empresas.

O levantamento mostra que, apesar das campanhas de conscientização, uma parcela significativa da população ainda não buscou os valores a receber, seja por desconhecimento ou falta de acesso ao sistema.

O Banco Central também informou que, até agora, já foram devolvidos R$ 14,14 bilhões aos titulares. Mesmo assim, o montante restante segue elevado, o que reforça a importância de consultar o sistema oficial.

Como consultar os valores a receber

A consulta aos valores a receber deve ser feita exclusivamente pelo sistema do Banco Central, disponível online. O serviço permite verificar se há dinheiro em nome de pessoas físicas, empresas ou até de pessoas falecidas.

Para acessar, é necessário ter uma conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro. O sistema exige autenticação em duas etapas, como forma de aumentar a proteção contra fraudes.

Após a consulta, o usuário recebe orientações sobre como solicitar o resgate diretamente com a instituição financeira responsável.

Passo a passo para sacar o dinheiro

O processo para resgatar os valores a receber é simples, mas exige atenção a alguns detalhes. Veja os principais pontos:

  • A devolução pode ser feita via chave PIX vinculada ao CPF ou CNPJ;
  • Quem não tiver chave PIX precisa entrar em contato com o banco;
  • É possível criar uma chave e retornar ao sistema para solicitar o valor;
  • No caso de pessoas falecidas, herdeiros devem comprovar vínculo legal;
  • Algumas instituições ainda exigem pedido manual.

Desde 2025, também é possível ativar uma solicitação automática de resgate. Nesse caso, o sistema realiza o pedido sem que o usuário precise consultar periodicamente.

Não há prazo para resgatar

Embora uma regra anterior previsse prazo para saque até outubro de 2024, o Ministério da Fazenda informou que não há limite para retirar os valores. Ou seja, os recursos continuam disponíveis para consulta e resgate.

Essa decisão trouxe mais tranquilidade para quem ainda não verificou a existência de valores a receber, mas especialistas recomendam não deixar para depois, principalmente para evitar esquecimentos ou dificuldades futuras.

Segurança e alerta contra golpes

O Banco Central reforça que a consulta aos valores a receber deve ser feita apenas pelo site oficial. Não há envio de mensagens, ligações ou e-mails solicitando dados pessoais para liberar os recursos.

Entre os cuidados recomendados estão:

  • Não clicar em links enviados por terceiros;
  • Não compartilhar senhas ou códigos de acesso;
  • Desconfiar de promessas de liberação rápida mediante pagamento.

A autenticação em duas etapas e a validação pelo aplicativo gov.br foram reforçadas recentemente justamente para reduzir riscos de fraude.

Impacto econômico e importância do sistema

O volume ainda disponível mostra como recursos esquecidos podem representar um impacto relevante tanto para famílias quanto para empresas. Em muitos casos, são valores pequenos individualmente, mas que, somados, chegam a bilhões de reais.

Além disso, a liberação desses recursos pode estimular o consumo e ajudar no equilíbrio financeiro de quem recebe. Em um cenário de juros ainda elevados e orçamento apertado, qualquer valor extra pode fazer diferença.

Por isso, a recomendação é simples: vale a pena consultar o sistema de valores a receber e verificar se há dinheiro disponível no seu nome.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.