Selic cai para 14,75% e Banco Central mantém cautela com cenário externo

Alta do petróleo e inflação influenciam decisão mais moderada

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Última atualização:  18 de mar, 2026 às 18:47
Prédio do Banco Central em Brasília ao entardecer após decisão sobre a taxa Selic. Foto: Adriano Machado/Reuters

O Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (18), reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, marcando o primeiro corte desde maio de 2024.

A decisão foi tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), em Brasília, e ocorre em meio a um cenário de maior incerteza global, com pressão sobre a inflação e mudanças nas expectativas do mercado.

A redução acontece após meses de manutenção dos juros em patamar elevado. Até recentemente, parte do mercado esperava um corte maior, de 0,50 ponto percentual, mas o avanço dos preços do petróleo e os riscos externos levaram a uma postura mais cautelosa por parte da autoridade monetária.

Cenário externo influencia decisão

O ambiente internacional teve peso importante na decisão. A alta recente do petróleo, que saiu da faixa de US$ 70 para níveis próximos ou acima de US$ 100 por barril, aumentou as preocupações com a inflação global e seus efeitos sobre a economia brasileira.

Além disso, as tensões geopolíticas e a incerteza sobre os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos contribuíram para reduzir o espaço para cortes mais agressivos na taxa básica de juros.

Juro real segue elevado

Mesmo com a redução da Selic, o Brasil continua entre os países com juros reais mais altos do mundo. Com a nova taxa, o juro real ficou em torno de 9,5%, mantendo o país na segunda posição em um ranking que considera as maiores economias globais.

O juro real leva em conta a diferença entre a taxa de juros e a inflação projetada, sendo um dos principais indicadores observados por investidores para avaliar o retorno de aplicações financeiras.

Impactos para economia e mercado

Na prática, a queda da Selic tende a reduzir o custo do crédito ao longo do tempo, estimulando consumo e investimentos. No entanto, o ritmo mais lento de cortes indica que o processo deve ser gradual, especialmente diante das incertezas no cenário internacional.

Para o mercado financeiro, a decisão reforça a expectativa de um ciclo de afrouxamento monetário mais moderado em 2026. Investidores devem continuar atentos aos dados de inflação, atividade econômica e ao comportamento dos preços das commodities.

A sinalização do Banco Central é de cautela, indicando que novos cortes podem ocorrer, mas dependerão da evolução do cenário econômico, tanto no Brasil quanto no exterior.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.