A Shein tem planos de inaugurar um novo centro logístico em Guarulhos, São Paulo. A informação foi divulgada pela GLP, empresa que desenvolve e opera galpões logísticos, na semana passada. O novo galpão, chamado GLP Guarulhos II, será o maior já construído pela Shein no Brasil, com uma área de 135 mil metros quadrados e classificação AAA.

Felipe Feistler, gerente da Shein no Brasil, afirmou que o terceiro centro logístico da empresa representa um avanço significativo para a capacidade de logística do e-commerce chinês no país. Além disso, a localização estratégica nas proximidades de São Paulo, um dos maiores centros de consumo do Brasil, também é um ponto favorável. Segundo o executivo, o objetivo é proporcionar a melhor experiência de compra possível aos consumidores, e a agilidade na entrega é um fator-chave nesse processo.

A GLP também é responsável por fornecer galpões logísticos para grandes varejistas, como Mercado Livre e Magazine Luiza.

Polêmica taxação do governo na Shein e outras varejistas

No início do ano, o Governo Federal cogitou a possibilidade de taxar produtos de plataformas de comércio eletrônico chinesas, incluindo Shein, AliExpress e Shopee. Para as varejistas brasileiras, a competição com essas empresas estrangeiras é considerada desleal devido aos impostos mais baixos e aos custos trabalhistas reduzidos das companhias chinesas, o que lhes permite vender produtos a preços mais baixos.

Diante desse cenário, a Shein anunciou em abril deste ano que investiria até R$ 750 milhões no Brasil para desenvolver uma rede de fabricantes, gerando milhares de empregos no setor têxtil do país. Até o momento, a empresa estabeleceu parcerias com a Coteminas e a Santanense.

Além disso, a Shein planeja lançar um marketplace para vendedores locais, oferecendo uma maior variedade de produtos e um tempo de entrega reduzido. Por meio desse modelo de marketplace, a empresa espera promover pequenos negócios, permitindo que eles alcancem uma base de clientes por meio do site e do aplicativo da Shein. A meta é que, até 2026, 85% das vendas sejam realizadas por fabricantes e vendedores locais.

Varejistas brasileiras derretem na Bolsa


Desde segunda-feira (10), as empresas de varejo brasileiras Lojas Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3) têm sido responsáveis pelas maiores reduções no índice Ibovespa. Hoje, terça-feira (11), o mercado iniciou o dia com uma queda relacionada aos resultados desfavoráveis do IPCA, que registrou uma diminuição de 0,08% em junho em comparação a maio, ficando abaixo das expectativas do mercado.

Por volta das 15h50 no horário de Brasília, os tickers eram negociados a:

Lojas Renner (LREN3): R$ 18,80 (-1,57%)
Magazine Luiza (MGLU3): R$ 3,00 (-0,33%)
Via (VIIA3): R$ 2,02 (-0,98%)

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.