Com a previsão de queda da Selic para o decorrer de 2024, as ações das empresas do setor de varejo estão no radar dos investidores. Este segmento, embora possa não ser o mais numeroso em termos de empresas listadas, é um dos mais reconhecíveis para o público em geral.

O varejo não é apenas um elemento essencial da economia, mas também uma presença constante em nossas vidas. Desde a compra de alimentos até aquisição de bens de consumo e utilidades, as marcas do varejo são facilmente identificáveis por todos.

Neste cenário de expectativas quanto à atratividade das ações do varejo diante da queda da taxa básica de juros, surge a pergunta: quais são as principais ações do varejo para investir na B3

Exploraremos a seguir o quais vantagens o setor oferece aos investidores e quais são as principais opções do mercado, oferecendo insights valiosos para quem busca otimizar suas carteiras de investimentos.

O que é o setor de varejo?

O setor de varejo compreende um conjunto diversificado de empresas e redes dedicadas à venda direta de produtos aos consumidores finais. Essas empresas oferecem uma ampla gama de produtos e serviços destinados ao uso pessoal ou familiar. Embora operem no mesmo setor, suas ofertas podem ser bastante distintas, demonstrando a variedade dentro do setor varejista.

A complexidade do setor reside na diversidade de produtos e serviços oferecidos pelas empresas varejistas, refletindo diferentes segmentos do mercado consumidor. Como resultado, o setor de varejo não se enquadra em uma classificação simplista. Na bolsa de valores brasileira, por exemplo, não há uma categoria específica para varejo; as empresas desse ramo são geralmente classificadas nos setores de consumo cíclico e não cíclico.

Além disso, o setor de varejo é subdividido em diversos subsetores, como produtos de uso pessoal, comércio e distribuição, tecidos, vestuário e calçados, e produtos diversos em geral. Essa segmentação reflete a ampla variedade de mercadorias e serviços oferecidos pelas empresas varejistas.

Prós e contras de investir em ações do varejo

Investir em ações do varejo apresenta uma série de prós e contras a serem considerados., como as variações da economia e total relação com o poder de compra dos cidadãos.

Em um recorte anual mais recente, o sólido crescimento do PIB em 2023 não se traduziu em resultados favoráveis para os varejistas, sugerindo uma alocação significativa dos gastos das famílias para o setor de serviços. Esta tendência, corroborada pelos dados das vendas mensais, indica um desafio potencial para o desempenho das ações do varejo. 

Por outro lado, o robusto crescimento do PIB agrícola, impulsionado pela safra de soja, e o ajuste do salário mínimo podem fornecer um impulso ao poder de compra dos consumidores, particularmente em categorias sensíveis à renda, como o varejo. 

No entanto, é importante observar que o impacto desses fatores pode variar regionalmente, com os estados agrícolas se beneficiando mais diretamente do crescimento agrícola, enquanto os centros urbanos podem experimentar um impulso mais tangível com o aumento do salário mínimo. 

Assim, ao considerar investir em ações do varejo, os investidores devem ponderar cuidadosamente esses prós e contras, levando em conta a dinâmica do mercado e as tendências econômicas em curso.

Quais são as 10 principais ações do varejo na B3?

A seguir, vamos conhecer as principais empresas do varejo nacional com ações listadas na Bolsa. As companhias estão separadas conforme o ramo de atuação: varejo em geral e marketplace, moda, supermercados, entre outros.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo Indústria e Comércio, fundada em 1972 por Anderson Birman em Belo Horizonte, Minas Gerais, começou como uma fabricante de calçados e acessórios femininos. Durante os anos 80, sua produção estava concentrada em Minas Gerais, mas em 1990 abriu sua primeira loja em São Paulo, expandindo para o varejo. Com o crescimento, encerrou suas fábricas em Minas Gerais e passou a produzir no Rio Grande do Sul através de intermediárias. Além da marca Arezzo, o grupo inclui outras marcas como Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Schultz, com esta última inaugurando sua primeira loja internacional em Nova Iorque.

A empresa realizou sua oferta pública inicia (IPO) em 2011, com ações listadas sob o ticker ARZZ3.

Carrefour (CRFB3)

O Carrefour é um grupo varejista especializado em hiper e supermercados, fundado em 1959 na França. Com cerca de 12 mil lojas globalmente, estabeleceu-se no Brasil em 1975 como o primeiro hipermercado do país.

Atualmente, o Carrefour está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, oferecendo uma ampla gama de produtos e serviços que vão desde alimentos até postos de combustíveis.

Em julho de 2017, o Carrefour realizou sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa brasileira, sob o nome Atacadão S.A., com o ticker CRFB3 — CRFB3F no mercado fracionário. Suas ações iniciaram com a cotação de R$ 14,25 na época.

Centauro (SBFG3)

O Grupo SBF S.A., também conhecido como Centauro, é uma loja varejista especializada em produtos esportivos, roupas e itens destinados ao consumidor final, com presença tanto física quanto online.

Fundada em 1981 em Belo Horizonte, Minas Gerais, por Sebastião Vicente Bomfim, a empresa expandiu suas operações ao longo dos anos, inaugurando sua primeira megastore em 2000, com uma área de 1000 m², um formato comum em suas lojas atualmente.

Com presença em aproximadamente 100 cidades brasileiras e atuação no comércio online desde 2003, a Centauro foi majoritariamente controlada por seu fundador até 2012, quando uma gestora de private equity adquiriu parte do controle.

O IPO ocorreu em setembro de 2019, arrecadando cerca de R$ 770 milhões. Suas ações ordinárias estão listadas com o ticker SBFG3, e no mercado fracionário como SBFG3F.

C&A (CEAB3)

Ao contrário do que muitos pensam, as lojas C&A não são de origem brasileira. Fundadas em 1841 pelos holandeses August e Clemens Brenninkmeijer, iniciaram suas atividades no Brasil apenas em 1976, e hoje contam com quase 300 lojas no país.

Atuando no setor varejista, a C&A é uma loja de departamentos que oferece uma variedade de produtos de moda, além de serviços financeiros, como seu próprio cartão e seguros.

Com uma forte presença online, seu e-commerce foi lançado em 2014. Assim como a Vivara, a C&A realizou seu IPO em 2019, demonstrando um alto padrão de governança corporativa. Na B3, suas ações ordinárias são listadas com o ticker CEAB3, enquanto no mercado fracionário são identificadas como CEAB3F.

Grupo SOMA (SOMA3)

O Grupo de Moda Soma S.A., conhecido como Soma, é uma das principais empresas do Brasil no setor de consumo cíclico, com enfoque em tecidos, vestuário e calçados. Fundada em 2010, a Soma destaca-se como um dos maiores grupos de moda do país, com diversas marcas que atendem a diferentes públicos e segmentos, consolidando uma forte presença no mercado nacional.

Como uma sociedade anônima de capital aberto, suas ações são negociadas na Bolsa do Brasil (B3) sob o código SOMA3.

No início do ano, a Arezzo & Co iniciar uma fusão com o Grupo Soma, formalizando o pedido ao Cade em 29 de fevereiro. Aguarda-se agora uma resposta dentro de 45 dias, impulsionando o planejamento estratégico das duas empresas. Uma vez obtida a aprovação, a Arezzo pretende convocar uma assembleia para oficializar o processo. Entretanto, mesmo antes dessa etapa, as equipes já começaram a trabalhar em conjunto, antecipando as sinergias e oportunidades provenientes da fusão.

A união destes grandes players do mercado fashion não apenas fortalecerá suas posições, mas também abrirá portas para novas estratégias de vendas. Uma das sinergias esperadas é a integração dos produtos, onde as marcas de vestuário do Grupo Soma poderão impulsionar as vendas de calçados, aumentando assim a receita geral da empresa resultante.

Além disso, a fusão terá um impacto significativo na estrutura financeira das empresas. Enquanto a Arezzo possui uma dívida líquida relativamente baixa, o Grupo Soma apresenta números diferentes. No entanto, após a fusão, a nova empresa almeja uma dívida mais estratégica e de longo prazo, mantendo uma alavancagem controlada.

Americanas (AMER3)

As Lojas Americanas são uma das mais conhecidas representantes do setor de varejo brasileiro na bolsa de valores. A empresa opera tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico, com estabelecimentos em todo o país.

Além disso, a Americanas detém uma participação majoritária na B2W digital, que controla outras marcas conhecidas como o Submarino, Shoptime e SouBarato. Fundada em 1929 em Niterói, Rio de Janeiro, por quatro americanos radicados no Brasil, a empresa possui uma longa história de sucesso no mercado varejista.

Desde 2021, as ações da Americanas passaram a ser negociadas na B3 com o nome “Americanas” e o ticker AMER3, substituindo o antigo ticker LAMER3.

Lojas Renner (LREN3)

As lojas Renner também é outra empresa do setor de varejo muito presente na vida dos brasileiros. Conhecida pelos pontos em shoppings centers, ela foca no ramo de moda e de utilidades domésticas, contando com 3 marcas próprias.

A empresa tem atuação como instituição financeira por meio da Realize CFI, disponibilizando cartões, saques, seguros e financiamentos. No entanto, é mais famosa pelas roupas, calçados e acessórios que comercializa.

A Renner foi fundada em 1922 como uma indústria têxtil de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, parte do Grupo A.J. Renner. Em 1965 foi criada especificamente as Lojas Renner S.A. e a expansão começou na década de 90.

Assim, começou a operar também em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais. A oferta pública inicial ocorreu apenas em 2005, lançando suas ações ordinárias (LREN3) — o ticker no mercado fracionário é LREN3F.

Magazine Luiza (MGLU3)

A Magazine Luiza é outra loja do varejo reconhecida pelos consumidores, principalmente devido à sua forte presença online e constante inovação.

Fundada em 1957 em Franca, São Paulo, pelo casal Luiza Trajano Donato e José Donato, a empresa iniciou sua expansão pelo interior de São Paulo na década de 1970, após a aquisição das Lojas Mercantil.

Nos anos 90, Luiza Helena Trajano, sobrinha da fundadora, assumiu a liderança da organização, tornando-se uma figura muito conhecida atualmente. Em 1992, a Magazine Luiza lançou suas lojas virtuais e, em 2000, seu site oficial para compras online.

Com aproximadamente 900 lojas físicas e liderança no marketplace online no Brasil, a Magazine Luiza também controla a Netshoes, a Zattini e a Shoestock. Em 2021, adquiriu a loja de produtos eletrônicos Kabum.

O IPO da empresa na bolsa ocorreu em maio de 2011. O ticker das ações ordinárias é MGLU3 e das ações do mercado fracionário era MGLU3F.

Via (VIIA3)

A empresa Via, anteriormente conhecida como Via Varejo, pode não ser tão reconhecida pelo nome entre os consumidores, mas suas redes são amplamente famosas. A empresa opera as Casas Bahia, o Ponto Frio, a Bartira e o e-commerce Extra, todos no setor varejista.

As Casas Bahia têm mais de 700 lojas em todo o Brasil, enquanto o Ponto Frio possui mais de 250 estabelecimentos no país. Além disso, a fábrica Bartira produz os móveis vendidos pela rede, correspondendo a cerca de 75% das vendas.

A Via surgiu da fusão entre as Casas Bahia e o Ponto Frio, que pertencia ao grupo Pão de Açúcar (controlador da rede até 2019). Após esse ano, a família Klein, fundadora das Casas Bahia, assumiu a presidência do conselho administrativo.

O IPO da Via ocorreu em dezembro de 2013, com ações ordinárias (VVAR3) — sendo VVAR3F no mercado fracionário. Em 2021, o ticker da Via mudou para VIIA3 — e VIIA3F no mercado fracionário.

Vivara (VIVA3)

A Vivara, representante do ramo de joalheria no setor varejista brasileiro, foi fundada em 1962 por uma família de imigrantes romenos em São Paulo. Sob a liderança de Nelson Kaufman a partir de 1974, a empresa expandiu seus negócios, abrindo sua primeira fábrica na Zona Franca de Manaus em 1992 e lançando sua linha própria de relógios em 2003.

Com mais de 230 lojas em todo o Brasil, a Vivara diversificou suas operações para incluir a Life by Vivara, Vivara Watches, Vivara Accessories e Vivara Fragrances, além da joalheria, comercializando também relógios, perfumes, carteiras e bolsas.

O IPO da Vivara ocorreu em outubro de 2019, atingindo um valor de mercado de R$ 5,7 bilhões à época, com os tickers VIVA3 para as ações ordinárias e VIVA3F no mercado fracionário.

Em uma análise recente, a XP Investimentos destacou a Vivara (VIVA3) como uma forte oportunidade de investimento no segmento do varejo, citando seus resultados excepcionais no quarto trimestre e perspectivas de crescimento sólido. As vendas da Vivara atingiram R$ 1 bilhão, com um aumento de 24,2% em relação a 2022, superando as expectativas em 2%. A XP reiterou sua recomendação de compra para as ações da Vivara, estabelecendo um preço-alvo de R$ 38, refletindo a confiança no desempenho futuro da empresa.

Outras ações de empresas do comércio varejista

A presença de empresas do varejo na bolsa de valores não se limita ao top 10. Confira a seguir outras empresas que trabalham com móveis, decoração, farmácias, produtos pet, produtos de uso e higiene pessoal e que merecem destaque:

EmpresaTickerInformações / perfil corporativo
Lojas Quero-QueroLJQQ3Varejista especializada em material para construção, eletrodomésticos e móveis. Tem lojas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
MoblyMBLY3Referência no comércio eletrônico de móveis e decoração Também possui lojas físicas e megastores. Abriu capital na Bolsa de Valores em 2021.
NaturaNTCO3Dona de marcas como Natura, Avon, The Body Shop e Aesop. Possui operações no Brasil, América Latina, Europa e Ásia.
Pague MenosPGMN3Uma das maiores redes de farmácias do Brasil. Possui mais de 1.000 lojas e está em praticamente todos os estados do país.
PetzPETZ3Plataforma com canais físicos e digitais para a venda de produtos pet. Tem cerca de 150 lojas e também possui centros veterinários da marca Seres.
RaiaDrogasilRADL3Líder no mercado brasileiro de farmácias em receita e lojas. Possui mais de 2.100 pontos de venda em 23 estados. É resultado da fusão entre Raia SA e Drogasil SA.
WestwingWEST3Plataforma de e-commerce com mais de 9 milhões de usuários cadastrados. Referência no segmento de casa e decoração.
Fonte: B3
*Dados do departamento de Relações com Investidores das empresas

Principais ações do setor de varejo segundo a XP

A XP Investimentos divulgou suas visões sobre o setor varejista no início do ano, prevendo um 2024 ligeiramente melhor após um 2023 pouco entusiasmante. O time liderado por Danniela Eiger ainda não vê um cenário completamente otimista para o setor, mas observa uma melhora parcial nas condições.

Das 21 varejistas monitoradas pela corretora, ela recomenda a compra de 11, que incluem: Arezzo (ARZZ3), Soma (SOMA3), Lojas Renner (LREN3), SBF (SBFG3), Vulcabras (VULC3), Petz (PETZ3), Vivara (VIVA3), Natura (NTCO3), Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3). Além disso, a SmartFit (SMFT3), Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3) também estão entre as recomendações de consumo.

Empresas de varejo no exterior, como investir?

Para investir em ações do varejo no exterior através da Bolsa de Valores do Brasil, existem os BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que representam ações de empresas estrangeiras negociadas no mercado brasileiro. Aqui estão algumas das principais opções de BDRs de empresas varejistas extrangeiras:

EmpresaTickerInformações / perfil corporativo*
AmazonAMZO34Multinacional conhecida pelo slogan “a loja de tudo”. É uma das poucas empresas a passar de US$1 trilhão em valor de mercado.
AlibabaBABA34Empresa chinesa que concentra seus negócios em e-commerce, vendas no varejo e pagamentos online. É uma das maiores plataformas de negócios B2B do mundo.
Best BuyBBYY34Empresa americana de eletrônicos com mais de 1.000 lojas.  Tem mais de 100 mil empregados nos EUA e no Canadá.
CostcoCOWC34Varejista americana que funciona no modelo “clube de vendas”. Possui mais de 100 milhões de membros cadastrados.
Dollar GeneralDGCO34Cadeia de lojas de variedades dos EUA. É uma das gigantes do varejo americano com mais de 17 mil lojas de conveniência em 46 estados.
GapGPSI34Uma das maiores varejistas de roupas dos EUA. Dona de marcas como Gap, Old Navy, Banana Republic e Athleta.
Home DepotHOME34Varejista dos EUA especializadas em produtos para lar e construção. Tem mais de 2.300 lojas na América do Norte.
Macy’sMACY34Rede de loja de departamentos com cerca de 720 lojas. É  dona de marcas icônicas como Macy’s, Bloomingdale’s e Bluemercury.
TargetTGTB34Varejista americana que “vende de tudo” com lojas em todos os estados. Cerca 75% da população dos EUA vive a menos de 16 km de uma loja Target.
Wal-MartWALM34Tem mais de 10 mil lojas e clubes sob 48 marcas em 24 países. Uma das maiores varejistas do mundo.
Fonte: B3 *Dados dos sites das próprias empresas


Como analisar empresas do setor de varejo na Bolsa?

A análise de ações de varejo pode ser feita com o auxílio de um ranking do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), que avalia as melhores varejistas com base em critérios como eficiência, faturamento e imagem.

Além disso, ao realizar o checklist da análise fundamentalista, devemos considerar:

  • Governança corporativa e práticas ESG: verificar se a empresa adota boas práticas de governança corporativa e se está alinhada com os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).
  • Lucratividade: analisar a consistência dos lucros ao longo dos anos.
  • Crescimento da receita e do faturamento recorrente: observar o aumento das receitas provenientes da venda de produtos.
  • Política de preços: entender como a empresa estabelece seus preços em relação à concorrência e como isso afeta suas margens.
  • Margens de lucro: compreender que, embora as margens sejam geralmente menores no setor varejista, isso não significa necessariamente menor eficiência, mas sim uma característica do setor.
  • Posição de caixa e geração de caixa: avaliar a capacidade da empresa de honrar seus compromissos e adquirir estoques de mercadorias.
  • Endividamento: verificar se a empresa controla suas dívidas e avaliar seu endividamento em relação ao desempenho operacional.
  • Crescimento do patrimônio líquido: analisar se a empresa está aumentando sua riqueza ao longo do tempo.
  • Crescimento geral: observar se a empresa está expandindo suas operações através de aquisições, fusões, parcerias, novos produtos, entre outros.
  • Fortalecimento da marca: considerar o reconhecimento da marca e sua capacidade de atrair clientes.
  • Diferenciais de mercado: identificar os fatores que destacam a empresa em relação à concorrência, como qualidade das lojas, logística, distribuição, serviços online, formas de pagamento e produtos exclusivos.

Vale a pena investir nas ações do varejo?

Em síntese, podemos concluir que o setor de varejo é um dos mais importantes em nosso país e vale sim a pena participar deste mercado. Este segmento desempenha um papel crucial em nossa economia e oferece oportunidades de investimento significativas. Dada a sua estreita relação com os consumidores, as empresas de varejo são amplamente reconhecidas tanto pelos investidores quanto pelo público em geral.

Quando se trata de investimentos, o setor de varejo possui características distintas que os investidores devem entender. Uma delas é a natureza cíclica do setor: seu desempenho tende a ser influenciado pelas condições econômicas do país. Em períodos de crescimento econômico e disponibilidade de crédito, as vendas geralmente aumentam, impulsionando os resultados do setor varejista. No entanto, em momentos de desaceleração econômica, a demanda pode diminuir, afetando negativamente os resultados das empresas do setor.

Além disso, a concorrência é acirrada no setor de varejo, com várias empresas competindo pelos mesmos clientes e mercados. Isso pode impactar a lucratividade das empresas, uma vez que a competição pode pressionar as margens de lucro.

Apesar desses desafios, o setor de varejo oferece oportunidades para investidores que realizam uma análise cuidadosa. É importante realizar uma análise macroeconômica abrangente antes de investir, a fim de entender melhor o ambiente econômico em que as empresas do setor operam. Compreender os fatores que impulsionam o consumo e as tendências do mercado pode ajudar os investidores a tomar decisões de investimento mais informadas e bem-sucedidas no setor de varejo.

Conclusão

Em resumo, o setor varejista brasileiro oferece diversas oportunidades de investimento, com empresas líderes e uma forte conexão com o consumo e a economia do país. Apesar da sua natureza cíclica e da alta concorrência, investir nesse setor pode ser promissor, especialmente com o apoio de um assessor de investimentos qualificado. A análise cuidadosa das condições econômicas, o entendimento das tendências de mercado e a busca por empresas com sólidos fundamentos financeiros são essenciais para tomar decisões de investimento informadas e maximizar os retornos. Com uma abordagem estratégica e o suporte adequado, os investidores podem aproveitar as oportunidades do mercado varejista para alcançar seus objetivos financeiros de forma eficaz e segura.

Pedro Gomes

Jornalista e Redator do Melhor Investimento.