Com 3,8 milhões de novos CNPJs, Brasil bate recorde em número de MEIs
Número de microempreendedores cresce 22%, mas estudo aponta avanço da pejotização no país.
Imagem: Envato Elements
O Brasil registrou um novo recorde na abertura de microempreendedores individuais (MEIs) em 2025, com 3,8 milhões de novos CNPJs formalizados ao longo do ano. O número representa um crescimento de 22,1% em relação a 2024, quando foram abertas 3,1 milhões de empresas nessa categoria.
Os dados fazem parte do levantamento do Sebrae, com base em informações da Receita Federal.
No acumulado histórico, o avanço é ainda mais expressivo. Em 2011, início da série, foram registrados cerca de 909 mil novos MEIs — o que indica uma expansão de mais de 300% no período.
Atualmente, o país soma aproximadamente 13,1 milhões de microempreendedores individuais ativos.
Pejotização avança entre MEIs
Apesar do crescimento, um estudo da Fundação Getulio Vargas aponta que parte relevante desses registros não corresponde a empreendedores tradicionais.
Segundo a economista Bruna Alvarenga Mirelli, cerca de 53% dos MEIs atuam como trabalhadores terceirizados, caracterizando um fenômeno conhecido como pejotização — quando profissionais prestam serviços como pessoa jurídica, muitas vezes em substituição a vínculos formais de emprego.
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Serviços lideram entre os microempreendedores
A maior parte dos MEIs está concentrada no setor de serviços, que reúne cerca de 7,6 milhões de registros ativos. Na sequência aparecem:
- comércio, com 3,1 milhões
- indústria, com 1,3 milhão
A distribuição geográfica também evidencia forte concentração no Sudeste, que reúne 6,8 milhões de microempreendedores. O Sul aparece em seguida, com 2,5 milhões, enquanto o Nordeste soma 2,1 milhões.
Entre os estados, São Paulo lidera com 3,7 milhões de MEIs, seguido por Minas Gerais (1,5 milhão) e Rio de Janeiro (1,3 milhão).
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Pequenos negócios puxam abertura de empresas
Considerando todas as categorias empresariais, o Brasil registrou a abertura de 5,1 milhões de empresas em 2025 — também um recorde.
Os microempreendedores individuais foram responsáveis pela maior parte desse volume, reforçando o papel central dos pequenos negócios na dinâmica econômica e na geração de renda no país.
Com informações de Poder 360.
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