Quaest: Lula amplia vantagem no 2º turno; Flávio perde apoio na direita

O último levantamento mostra o presidente com 45% das intenções de voto contra 37% do senador em um eventual segundo turno.

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Última atualização:  15 de jul, 2026 às 15:50
Lula e Flávio Bolsonaro, eleições 2026. Imagens: Ricardo Stuckert/Assessoria de Imprensa/CC | Andressa Anholete/Agência Senado

Uma nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta um cenário mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto. No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 37%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais.

O levantamento também mostra uma melhora gradual do desempenho do petista nos últimos meses. Em abril, Lula tinha 40% das intenções de voto contra 42% de Flávio Bolsonaro. Desde então, o presidente ganhou cinco pontos, enquanto o senador oscilou para baixo, revertendo o cenário de empate técnico observado no primeiro semestre.

Cenário no primeiro turno

Na simulação para o primeiro turno, Lula segue na liderança com 40% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 28%.

Mais atrás estão o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, o ativista Renan Santos (Missão), com 3%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que soma 2%.

Outros nomes testados pela pesquisa registraram 1% ou não pontuaram. O levantamento ainda aponta que 11% dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 8% afirmaram votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.

Eleitores independentes reforçam vantagem de Lula

A pesquisa também analisou o comportamento dos chamados eleitores independentes, grupo formado por pessoas que afirmam não se identificar nem com o lulismo nem com o bolsonarismo.

Nesse segmento, Lula ampliou sua vantagem em relação ao levantamento anterior, passando de 37% para 40% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou de 24% para 27%.

Os dados reforçam a importância desse eleitorado, que representa cerca de um terço dos votantes e tende a exercer papel decisivo na disputa presidencial.

Aprovação do governo cresce

Outro dado destacado pela pesquisa é a evolução da avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, a aprovação da gestão Lula passou de 43% em abril para 48% em julho. No mesmo período, a desaprovação recuou de 52% para 47%.

É a primeira vez desde dezembro de 2024 que os índices de aprovação aparecem numericamente acima dos de desaprovação, embora a diferença esteja dentro da margem de erro da pesquisa.

Além disso, a rejeição ao presidente também apresentou recuo. O percentual de eleitores que afirmam não votar em Lula caiu de 55% para 50% ao longo dos últimos três meses.

Flávio perde apoio na direita

Enquanto Lula apresentou crescimento nos indicadores, Flávio Bolsonaro registrou perda de apoio em diferentes grupos do eleitorado.

Entre os eleitores da direita que não se identificam com o bolsonarismo, a intenção de voto no senador caiu de 90% em abril para 74% em julho. No núcleo dos eleitores bolsonaristas, o apoio também diminuiu, passando de 97% para 91%.

A pesquisa foi a primeira realizada após a divulgação de vídeos em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou públicas críticas ao senador. Segundo a Quaest, 49% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do episódio.

Entre aqueles que acompanharam o caso, 42% disseram concordar mais com Michelle Bolsonaro do que com Flávio Bolsonaro, enquanto 18% demonstraram maior alinhamento ao senador. Além disso, 45% avaliaram que a ex-primeira-dama agiu corretamente ao divulgar os vídeos, contra 38% que desaprovaram a iniciativa.

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Cenário segue aberto para a eleição

Apesar da vantagem de Lula nas simulações, a pesquisa indica que parte significativa do eleitorado ainda pode alterar sua escolha até a votação nas eleições 2026.

Entre os entrevistados que já declararam intenção de voto, 65% afirmaram que a decisão está consolidada, enquanto 35% disseram que ainda podem mudar de candidato ao longo da campanha.

Com mais de dois meses até o primeiro turno, os dados mostram um cenário de liderança para Lula, mas também apontam espaço para movimentações entre os eleitores ainda indecisos e aqueles que afirmam permanecer abertos a mudanças durante a corrida eleitoral.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.