Engie (EGIE3) conclui follow-on de R$ 8,36 bilhões com ações a R$ 30,50

A empresa definiu o preço da oferta com desconto de 5,7% sobre o fechamento anterior e usará os recursos para fortalecer sua estrutura de capital e expandir seus ativos de geração.

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Última atualização:  15 de jul, 2026 às 12:48
Prédio da Engie Brasil. Imagem: Engie/Reprodução

A Engie Brasil Energia (EGIE3) informou que seu Conselho de Administração aprovou o preço de R$ 30,50 por ação na oferta pública primária de ações (follow-on). A companhia também homologou o aumento de capital decorrente da operação, que movimentará aproximadamente R$ 8,36 bilhões.

O preço definido representa um desconto de cerca de 5,7% em relação ao fechamento das ações no pregão anterior, quando os papéis encerraram cotados a R$ 32,27.

Com a emissão de 274,08 milhões de novas ações ordinárias, incluindo os papéis adicionais, a empresa reforçará sua estrutura de capital para financiar novos investimentos.

Destinos dos recursos

Segundo a Engie, todo o montante líquido obtido com a oferta será destinado à conta de capital social da companhia.

O principal objetivo da operação é financiar a incorporação da participação de 40% na Usina Hidrelétrica de Jirau atualmente pertencente à Engie Brasil Participações (EBP), controladora da empresa no Brasil e integrante do grupo francês Engie. A fatia foi avaliada em aproximadamente R$ 5,7 bilhões.

Após a conclusão do follow-on, o capital social da companhia passará de R$ 6,86 bilhões para R$ 15,22 bilhões, dividido em cerca de 1,42 bilhão de ações ordinárias.

Oferta teve grandes bancos na coordenação

A operação foi coordenada por algumas das principais instituições financeiras do mercado de capitais brasileiro. Participaram da distribuição Itaú BBA, Santander Brasil, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley.

A oferta integra a estratégia da companhia de fortalecer sua posição no setor elétrico e ampliar sua participação em ativos considerados estratégicos para o portfólio.

Engie é uma das maiores geradoras de energia limpa do país

Controlada pelo grupo francês Engie, a Engie Brasil Energia atua nos segmentos de geração, comercialização, transmissão de energia, trading e transporte de gás natural. Ao final do primeiro trimestre de 2026, a empresa possuía capacidade instalada própria de 11.265,9 megawatts (MW), operando um parque gerador que totaliza 12.965,6 MW.

O portfólio reúne 145 usinas de geração de energia, sendo 13 hidrelétricas e 132 empreendimentos complementares, incluindo ativos eólicos, solares, pequenas centrais hidrelétricas e uma usina a biomassa. Segundo a companhia, toda a capacidade instalada no Brasil é proveniente de fontes renováveis e de baixa emissão de gases de efeito estufa.

Além da geração de energia, a Engie também atua no segmento de transmissão, com projetos como Gralha Azul, Novo Estado, Gavião Real, Asa Branca e Graúna.

O que o follow-on significa para os investidores?

A precificação abaixo da cotação de mercado é uma prática comum em ofertas subsequentes de ações, pois busca estimular a demanda dos investidores durante a operação. Em contrapartida, a emissão de novas ações aumenta o número de papéis em circulação, o que pode gerar diluição da participação dos acionistas que optarem por não acompanhar a oferta.

Por outro lado, caso os recursos captados contribuam para ampliar a geração de caixa e fortalecer os ativos da companhia, a operação pode criar valor para os investidores no longo prazo.

Entenda melhor:

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.